* Este blog luta por uma sociedade mais igualitária e justa, pela democratização da informação, pela transparência no exercício do poder público e na defesa de questões sociais e ambientais.
* Aqui temos tolerância com a crítica, mas com o que não temos tolerância é com a mentira.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

FELIZ 2010

Prezados leitores, desejo a todos um excelente ano. Já providenciei meu São Jorge e meu Ogum 7 Espadas para enfrentar as batalhas de 2010.

CLIQUE PARA AMPLIAR ESSA OBRA PRIMA

original de Raffaello Sanzio (*1483 Urbino;†1520 Roma), produzido em 1505-6, que encontra-se na National Gallery of Art em Washington-DC


Tecnologia extinta


Fosseis tecnológicos que foram descobertos a pouco... mais alguns nesse blog


O Brasil é mais Brasil


Igualdade entre nações

por Mauro Santayana, JBOnline


O orgulho nacional é sentimento que se funda na consciência da igualdade entre os seres humanos. Quando partimos da ideia de que não somos superiores, assiste-nos a certeza de que tampouco somos inferiores. As vicissitudes históricas, assim como as limitações da natureza, podem fazer-nos conjunturalmente mais pobres ou mais ricos, mas não nos convertem em melhores ou piores.

A imprensa do mundo se tem dedicado aos êxitos conjunturais do Brasil com elogios que nos alegram. O presidente Lula é visto como a Personalidade do Ano pelo conceituado Le Monde, e outras publicações. Chefes de Estado a ele se referem com admiração, não só pelos resultados de sua política interna como também por sua capacidade de convencimento na diplomacia direta que vem exercendo, nestes meses de desafios internacionais.

Esse reconhecimento externo tem tido leituras divergentes em nosso país. Para muitos adversários do governo, trata-se de engodo. A oposição quer mostrar o presidente da República como um parvo, que se deixa dominar pela lisonja. É uma leitura, essa, sim, de néscios. O governo brasileiro tem, nestes anos e meses, afirmado, sem jactâncias, seu direito soberano de opinar nas questões internacionais que lhe dizem respeito, como as do aquecimento global, da paz no Oriente Médio, do comércio internacional e do equilíbrio geopolítico na América Latina. Quanto ao problema da preservação ecológica, nenhum outro país do mundo tem a autoridade de que dispomos para dizer o que pensamos. A História nos fez possuidores da maior biodiversidade tropical do planeta, que soubemos preservar com diplomacia, mas também com imensos sacrifícios humanos, e a cuja soberania não podemos renunciar.

Queremos parceiros no comércio internacional, com vantagens e concessões em rigorosa reciprocidade. Quanto à América Latina, não podemos aceitar a subgerência imperial que alguns nos pretendem impor. Não somos o “cachorro grande” do quarteirão, como certos ex-diplomatas se referem à posição econômica, geográfica e política do Brasil. Somos vizinho privilegiado, com fronteiras pacíficas com quase todos os países da América do Sul e não temos problemas com o resto do Hemisfério.

O embaixador Rubens Barbosa, que, ao se afastar compulsoriamente do Itamaraty, se dedica hoje a assessorar a Fiesp, assinou artigo sobre a Argentina em que trata do declínio do grande vizinho do Sul. Há, em seu texto – ainda que dissimulado em linguagem diplomática – referência à superioridade brasileira, o que não é bom para nós. Temos que entender as circunstâncias da Argentina que, a partir da queda de Hipólito Irigoyen, em 1930, vem passando por dificuldades institucionais, em situação pendular entre o peronismo e seus adversários, agravada com a tragédia dos governos militares, estimulados pelos norte-americanos.

Tanto como o nosso, o povo argentino tem direito à autoestima. Seu sistema educacional, reconhecidamente superior, sua cultura, seu desenvolvimento técnico e científico, são motivos de justo orgulho. Suas dificuldades são políticas, e serão resolvidas com a mobilização da cidadania. Rubens Barbosa diz que a Argentina pode escolher entre ser – diante do Brasil – o Canadá ou o México. É melhor que ela continue sendo a Argentina do Pacto ABC, a Argentina do Mercosul, a Argentina das mães da Praça de Maio, de Borges e Bioy Casares, de Cortazar e Carlos Gardel; a Argentina de San Martin, de Urquiza e de Mitre. E de Evita. O México é outra referência infeliz do embaixador. Seu povo é uma vítima histórica, de Cortez ao presidente Polk, e de Polk a Bush, com o Nafta. Sua tragédia é estar, como dizia Cárdenas, “tan lejos de Dios y tan cerca de Estados Unidos”.

O ministro Nelson Jobim prevê represálias contra o Brasil pelos países preteridos na compra de caças para a FAB. Temos o direito soberano de comprar o que nos interessa e onde nos interessa. Sua excelência, no entanto, disse que “corremos o risco de país grande”. Se ele nos adverte que devemos nos preparar contra isso, é porque tem razão. Mas convém observar que nossa grandeza está dentro das fronteiras nacionais e no convívio amistoso com os outros povos. É esse convívio, sereno, sem ser subalterno, firme, sem ser arrogante, que está sendo reconhecido no mundo inteiro. Dessa postura, que o Itamaraty expressa, não nos devemos afastar.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Agricultura Familiar x Agronegócio




Alguns números do último Censo Agropecuário do IBGE

A cada 10 anos o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – faz um levantamento, uma pesquisa, indo de casa em casa, para saber como está a vida e a produção no meio rural brasileiro.

O último Censo Agropecuário foi feito em 2006 e publicado em 2009. Esta pesquisa permite fazer um retrato, uma fotografia de como está a vida e a produção na roça e dá para fazer algumas comparações importantes sobre as diferenças entres os grandes e pequenos agricultores, entre o agronegócio e a agricultura camponesa.

Vamos ver alguns números desta pesquisa:

Propriedade e posse da terra

Os pequenos agricultores têm 24% de todas as terras privadas do Brasil.

Quer dizer, de cada 100 hectares de terras, 24 são de camponêses.

Os médios e grandes tem 76% de todas as terras particulares.

De cada 100 hectares, 76 é do agronegócio.


Número de estabelecimentos rurais, propriedades, posses, lotes

Os camponeses (24% da área) possuem mais de 4 milhões e 360 mil estabelecimentos rurais.

Os médios e grandes proprietários (76% da área) somam apenas 807 mil estabelecimentos rurais.

Os grandes proprietários (acima de mil hectares) têm apenas 46 mil imóveis rurais. E os latifundiários (acima de 2 mil ha), são apenas 15 mil fazendeiros, que detém 98 milhões de hectares.

O que produzem

Os camponeses produzem 40% da produção agropecuária do Brasil (medida pelo Valor Bruto da Produção Agropecuária Total), apesar de terem apenas 24% das terras, e ainda, nas piores condições de topografia e fertilidade. Além disso, sabe-se que grande parte da produção do camponês é para auto-sustento, portanto não é vendida.

Os médios e grandes proprietários extraem 60% da produção agropecuária do país, tendo 76% de todas as terras do país, entre elas as mais planas e férteis e melhor localizadas para o mercado.

Valor da produção por hectare

1 hectare da agricultura camponesa fatura, em média, uma renda de R$ 677,00.

1 hectare do agronegócio fatura, em média, uma renda de apenas R$ 368,00.

Quem produz o que o povo brasileiro come

Daquilo que vai para a mesa dos brasileiros, 70% é produzido pelos pequenos agricultores, pelos camponeses.

Só 30% do que vai ao prato dos brasileiros vem das grandes propriedades, que priorizam apenas as exportações, ou seja, não produzem comida, querem produzir apenas "commodities"!


Trabalho para o povo

As pequenas propriedades (24% da área), dão trabalho para 74% de toda mão-de-obra no campo brasileiro.

As médias e grandes propriedades (76% da área), o agronegócio, mesmo com muito mais terra, só dão emprego para 26% das pessoas que trabalham no campo. Preferem utilizar mecanização intensiva e muito agrotóxico.

Por isso, o Brasil se transformou, na safra de 2008/2009, no maior consumidor mundial de veneno agrícola. São aplicados 700 milhões de litros de veneno por ano em nosso país.

Quantas pessoas trabalham por hectare

Na agricultura camponesa, em cada 100 hectares, trabalham 15 pessoas.

No agronegócio, em cada 100 hectares, dão emprego para apenas 2 pessoas.

Os recursos do Crédito Agrícola

Os valores do crédito não estão no Censo Agropecuário, mas no Plano Safra. Assim, no Plano Safra 2009/2010 foram destinados R$ 93 bilhões para o agronegócio. E apenas 15 bilhões de reais para a agricultura camponesa. Mesmo assim, sabe-se que apesar da crescente oferta de recursos para a agricultura camponesa, apenas 1,2 milhões de estabelecimentos familiares tem acesso ao crédito, e na ultima safra utilizaram apenas 80% do que esta disponível.

Isto significa que os camponeses utilizam apenas 14% do crédito agrícola do total ofertado pelos bancos, atraves das normas e determinações da política agrícola do governo federal.

Texto do Frei Sérgio Görgen, membro do MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores) e da Via Campesina/Brasil.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Magno & Flavio - Prestação de Contas


A administração municipal de São Bento do Sul acaba de publicar um panfleto em forma de jornal intitulado Equipe MAGNO & FLAVIO – Um ano de desenvolvimento, a guisa de prestação de contas de sua atuação durante o exercício de 2009. A publicação, em formato de tablóide, tem 16 paginas em que desfiam um rosário de artigos que mais parece tratar da prática de ocultismo: tentam provar ações (milagres e feitos) de santos, querubins e pomba-giras, coisas que pouca gente viu... só os iniciados ou os possuídos.

Não há por parte desse blogeiro nenhuma reserva à administração municipal querer mostrar suas realizações e manter um canal de comunicação aberto com a população, mas o que temos aqui não passa de truques de ilusionismo. Desse jeito já estão forçando a amizade, visto que é um material que beira as raias do desrespeito. A população é tratada como indigente intelectual (e/ou cultural) a medida que brindam o sãobentense com uns artigos completamente ridículos - sem pé nem cabeça, verdadeira orgia de obtusidades.

A edição completa tem 36 blocos informativos, alguns com subtítulos. Desses, a absoluta maioria não relata nenhuma realização concreta e se limita a tecer promessas para implementação futura das ações... no(s) próximo(s) ano(s). Coisas que ardentemente ainda se espera acontecer.

Os títulos são por vezes completamente dissociados com o que é apresentado no texto. Os autores devem estar contando com a preguiça mental dos leitores, aqueles que só lêem os títulos e passam batidos pelo texto, como a grande mídia faz amiúde para enganar o povo de maneira geral.

No caso da Saúde (pg. 3), por exemplo, o sub-titulo é: “Doze equipes”, referindo ao programa ESF - Estratégia de Saúde da Família, um programa muito bom por sinal, um dos eixos fundamentais da ação do setor público na área de saúde, instituído a nível federal desde a década de 1990. Pois bem, lendo o texto ficamos sabendo que em “meados de novembro” (de 2009 por suposto), uma equipe de ESF passou a operar no bairro Vila São Paulo, a oitava no município. Lendo mais descobrimos que em janeiro de 2010 esperam que a 9ª equipe comece a atuar na Urca, outra depois, em Mato Preto, está prevista para junho de 2010... “atingindo assim dez equipes” e ainda que outras duas são previstas pra ser montadas até dezembro do ano que vem. Tenho uma pergunta a fazer: Por que então não esperam para colocar essa falácia toda só no boletim do próximo ano? Além disso, o artigo leva à mais uma pergunta seguinte: Já existiam então sete (7) equipes formadas ao inicio da atual administração?... Minha nossa... Vejamos: já haviam sete(7), em 2009 começou atuar mais uma (em meados de novembro). E em 2010 então teremos mais quatro (4), o que nos levará às doze (12)... Isso!?

Outro bloco completamente bizarro e surreal é o que nos informa que “Ações da Prefeitura diminuíram os casos de Gripe A no município” (pg. 2). Esse é hors concours: Ficamos sabendo que entre 8 de agosto e 11 de setembro (a data do fechamento do período deve ter sido escolhida em memória ao ataque às torres gêmeas) foram realizados 1.559 atendimentos (804 consultas médicas + 755 procedimentos de enfermagem) e que por causa dessa “ação rápida por parte da Prefeitura [?...] resultou num menor numero de pessoas infectadas pelo vírus”. Ora, façam-me o favor... o que acham que somos?... otários completos? Nenhum descritivo das ações, nenhum dado estatístico local a respeito da pandemia de gripe A, nada. Só essa mistificação.

Na pagina 12 há uma foto ilustrando o bloco que trata da feira Ambiental. Essa foto retrata exatamente o que foi esse evento: um fracasso de publico, um fracasso de expositores, um fracasso de organização... tudo às moscas. Ainda não há uma definição final de como essa exposição se estruturou do ponto de vista de sua viabilização econômica. Ainda vamos ouvir falar nisso. Só se sabe que a PMSBS celebrou um contrato com a Promosul (com dispensa de licitação) de R$ 240 mil, a guisa de “aluguel”. Bem, mas isso não está no panfleto de prestação de contas de que hora nos ocupamos.

Temos também platitudes genéricas como uma abstração chamada “Desenvolvimento sustentável” (pg.13) num quadro que não diz absolutamente nada. Vejam que objetividade: “O principal intuito do programa (?...a coisa tem um nome: “Ecoatitude”) é espalhar a idéia do respeito ao meio ambiente e melhora da qualidade de vida”. Isso mesmo minha gente, a PMSBS vai ser o grande foco irradiador desses conceitos dos quais as pessoas nunca ouviram falar. É, nos tratam como verdadeiros idiotas mesmo.

E assim vai... só esperanças e mais esperanças, é tudo que podemos extrair desse estranho arrazoado.

Josef Goebbels, ministro de propaganda alemão na época do regime nazista, teria dito a frase célebre: U’a mentira dita cem vezes, se tornará uma verdade“. É o que se procura aplicar agora, aqui na nossa formosa vila serrana.

Voltarei a esse tema aqui no blog, pois acho que isso ainda vai render.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Cerveja brasileira - uma loura muito falsa e ordinária



O Brasil é o quarto maior produtor de cerveja, com pouco mais de 10 bilhões de litros por ano. A China é o maior de todos, com 35 bilhões, e os EUA são o segundo, com 24 bilhões. A Alemanha vem em terceiro, com uma produção apenas 5% maior que a brasileira.

Segundo norma autorregulatória da indústria cervejeira alemã, a cerveja é composta única e exclusivamente por apenas três elementos, cevada, lúpulo e água, tendo como interveniente um fermento.

Tradicionalmente, o termo malte designa única e precisamente a cevada germinada.

O malte pode substituir a cevada total ou parcialmente. A malandragem começa aqui. Com frequência, lê-se em rótulos de cervejas a expressão "cereais maltados" ou simplesmente "malte", dissimulando assim a natureza do ingrediente principal na composição da bebida.

Com a aplicação desse termo a qualquer cereal germinado, a indústria cervejeira pode optar por cereais mais baratos, ocultando essa opção.

O poder da indústria cervejeira no Brasil (lobby, tráfico de influência etc.) deve ser imenso. Basta lembrar que convenceram as autoridades (in)competentes nacionais de que não estavam violentando normas que regulam a formação de monopólios ao agregar Brahma e Antártica - o que constituiria então cerca de 70% do consumo nacional - com o argumento de que só assim poderiam concorrer no mercado globalizado. Mas depois foram gostosamente absorvidas por uma multinacional do ramo, certamente uma forma sutil de realizar a concorrência prometida. E não foi tomada nenhuma providência.

Aliás, sempre que aparecia no cenário uma empresa nascente que, pela qualidade, pudesse despertar no brasileiro uma eventual discriminação quanto ao sabor, era ela acuada por todos os meios possíveis e finalmente absorvida, e sua produção, reduzida ao mesmo nível da mediocridade dos produtos das duas gigantes.

Aparentemente, o receio era o de que a população cervejeira, ao ser exposta a diferentes e mais sofisticados exemplos, desenvolvesse algum bom gosto e, consequentemente, passasse a demandar cerveja de qualidade.

A cerveja brasileira (com pequenas e honrosas exceções) é como pão de forma: mata a sede, mas não satisfaz o paladar exigente.

Para esclarecer a questão da má qualidade da cerveja brasileira, vamos fazer alguns cálculos.

A produção nacional de cevada tem ficado nos últimos anos entre 200 mil e 250 mil toneladas, das quais entre 60% e 80% são aproveitados pela indústria cervejeira. Essa produção agrícola tem sido suplementada por importação de quantidade equivalente. Em média, portanto, cerca de 400 mil toneladas de cevada são consumidas na indústria da cerveja no Brasil, presumindo-se que quase toda a importação tenha essa finalidade.

O índice de conversão entre a cevada e o álcool é, em média, de 220 litros por tonelada. Como as cervejas brasileiras têm um teor de álcool de 5%, podemos concluir que seria necessário que houvesse pelo menos seis vezes a quantidade de cevada hoje disponível para a indústria nacional da cerveja.

Portanto, a menos que um fenômeno semelhante àquele do "milagre da multiplicação dos pães" esteja ocorrendo, o álcool proveniente da cevada na cerveja brasileira representa cerca de 15% do total.

Há pouco mais de duas décadas foi publicado um relatório de uma tradicional instituição científica do Estado de São Paulo segundo o qual análises de cervejas brasileiras mostravam que um pouco menos que 50% do conteúdo da bebida era proveniente de milho (obviamente sem considerar a água contida).

Como o índice de conversão de grão em álcool para o milho é 80% maior que para a cevada, podemos considerar que a conclusão do relatório em questão atua como álibi, pois satisfaria normas vigentes.

Isso também explica a preferência dos produtores de cerveja pelo milho, pois os preços da tonelada dos dois cereais são aproximadamente os mesmos, apesar de consideráveis oscilações.

Esses números permitem, todavia, concluir que o milho (e outros eventuais cereais que não a cevada) constitui, em peso, quase três quartos da matéria-prima da cerveja brasileira, revelando sua vocação para homogeneização e crescente vulgaridade.

Outro determinante da baixa qualidade da cerveja brasileira é a adição de aditivos químicos para a conservação. O mal não está só nessa condição, mas na sua necessidade. O lúpulo em cervejas de qualidade, sejam "lagers", sejam "ales", é o componente responsável pela conservação -além, obviamente, de suas qualidades de paladar.

Depreende-se daí que os concentrados de lúpulo usados na cerveja brasileira são de baixa qualidade. O que é inexplicável e de lamentar, entretanto, é que as autoridades brasileiras, tão zelosas para com alimentos corriqueiros, sejam tão omissas quando se trata da bebida nacional mais popular e de maior consumo e permitam que o cidadão brasileiro beba gato por lebre.

Artigo do físico Rogério Cezar de Cerqueira Leite, professor emérito da Unicamp. Publicado hoje na Folha.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Habitação em São Bento do Sul - O que é isso?

CLIQUE SOBRE A FIGURA PARA LER ESSA PÉROLA

O que resta de positivo?... com 0 [zero] casas construídas e 0 [zero] situações de precariedade habitacional solucionadas?...

Os 3.678 atendimentos?...

É, a coisa está precária!... mas em 2010 a EMHAB vai entrar nos compêndios!

reprodução da nota publicada no jornal A Gazeta de hoje

Confecom quer vetar emissora para políticos



Autor(es): ELVIRA LOBATO

Folha de S. Paulo - 17/12/2009

A primeira Conferência Nacional de Comunicação aprovou ontem, por consenso, proposta que proíbe políticos (governadores, senadores e deputados) e seus familiares em até segundo grau de possuir emissoras de rádio e de televisão. Para entrarem no ar, rádio e TV precisam de concessão pública, ao contrário de jornais e revistas, por exemplo.


Calcula-se que haja no Brasil pelo menos 271 políticos na condição de sócios ou diretores de 348 emissoras de rádio e de TV. Segundo dados do Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação, são 147 prefeitos, 48 deputados federais, 20 senadores, 55 deputados estaduais. Há ao menos um governador: Roseana Sarney (PMDB-MA), acionista do grupo Mirante.


O número tende a estar subestimado -é conhecida a ação de laranjas para esconder a atuação de políticos no setor.
A Confecom não tem poder de impor mudanças, apenas de recomendá-las. A legislação atual não proíbe políticos de terem concessões, mas eles não podem ter cargos diretivos nas emissoras enquanto estiverem em exercício de mandato.


A proposta foi tachada de "hipocrisia" pelo senador Antonio Carlos Magalhães Junior (DEM-BA), cuja família possui seis emissoras geradoras de televisão e três rádios na Bahia. "Seria inócuo, porque os políticos que já têm emissoras não irão se desfazer delas e, muito provavelmente, passariam as concessões a um laranja para se enquadrar na lei", acrescentou.


A família Magalhães recebeu a primeira concessão de TV no governo Figueiredo (a TV Bahia, de Salvador). As demais, no governo Sarney. As rádios, segundo o senador, foram compradas em licitações públicas.
Políticos de destaque no Congresso são radiodifusores, como os senadores Lobão Filho (PMDB-MA), Fernando Collor (PTB-AL), Wellington Salgado (PMDB-MG) e Renan Calheiros (PMDB-AL) e os deputados Jader Barbalho (PMDB-PA) e Albano Franco (PSDB-SE).

Comentário

Aqui em São Bento do Sul a radio 89 FM também foi uma concessão política para o então deputado Genésio Tureck. A radio Liberdade FM é uma rádio comunitária que passou a atuar comercialmente a revelia da lei e de sua concessão.

Embora seja de difícil implementação, essa recomendação da Confercom já a empresta um ar de alguma credibilidade, mas certamente foi produzida sim, com objetivos fogueteiros.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

José Serra - o representante da Transilvania em Copenhagen




Só ontem, oito dias depois dos moradores do Jardim Pantanal estarem convivendo com o alagamento de esgosto da SABESP, nas ruas e casas, finalmente o prefeito Gilberto Kassab (DEM) decidiu dar as caras perto do bairro Pantanal, o que a Globo se apressou em mostrar no Jornal Nacional com grande destaque.

Mas nem chegou a visitar as áreas atingidas. O prefeito reuniu a imprensa no prédio da subprefeitura da região, a dez quilômetros dos pontos críticos, onde o esgoto inunda as ruas e casas e o mau cheiro predomina. Não foi molhar os pézinhos.

Hoje, nove dias já se passaram a água e o esgoto continuam lá, mas onde vemos o governador Serra?... o mesmo que usa a SABESP para fazer propaganda política de seu (des)governo pelo Brasil afora, veiculando comerciais televisivos em lugares tão improváveis como o Acre?... (o Acre existe?)

Pasmem leitores e leitoras desse modesto blog: O governador está em Copenhagen de teretêtê com o governador exterminador do futuro da California, Arnold Schwartzeneger. Minha nossa!... O Jornal Nacional do PIG deu uns bons 2 minutos de holofotes para esse digno representante da Transilvania no tete-a-tete com Conan o bárbaro.

O que é que esse enxerido está fazendo lá. A rigor, o que é que esses dois enxeridos estão fazendo lá? Isso virou um teatro! E dá pra ver quanto o digníssimo governador de São Paulo se preocupa em resolver os problemas que afligem seu povo.


ATUALIZAÇÃO EM 17/12

Acompanhem mais algumas considerações bem humoradas do nada engraçado governador baladeiro no ótimo blog do Edu Guimarães, sob o titulo "Enquanto Serra passeia"

Grande mídia praticamente ignora a realização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação. Seria "medo"?


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem, durante a abertura da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que a internet não é mais artigo de luxo e sim um instrumento de extrema necessidade para a população. Lula também lamentou as ausências de várias associações de empresas de televisão e de rádios que não participaram do evento.


“Demos um salto espetacular [no número de pessoas que acessam a internet]. É muito bom mas não podemos nos dar por satisfeitos. No mundo atual, a internet não é um luxo, mas um artigo essencial para população e para o exercício da cidadania”, discursou Lula acrescentando que é preciso massificar o acesso à internet.

“A inclusão digital, da mesma forma como a inclusão social, deve ser encarada como uma prioridade nacional”, afirmou Lula. Ele cobrou dos futuros candidatos à Presidência da República que incluam no debate eleitoral questões relacionadas à convergência de tecnologias. “É preciso incluir o tema da comunicação social na agenda do país”. O presidente da República ainda leu uma série de dados que informam da queda na tiragem dos grandes jornais no eixo Rio-São Paulo, em detrimento do aumento das tiragens de jornais no interior do País.

O presidente disse ainda não entender o motivo das ausências da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e da Associação Brasileira de Empresas de Rádio e Televisão (Abert), entre outras entidades, terem boicotado a Confecom. Lula questionou se essas associações estariam “com medo” do debate.

“Lamento que alguns atores da área de comunicação tenham preferido se ausentar dessa conferência temendo sei lá o quê. Perderam a oportunidade de derrubar muros. Lamento, mas cada um é dono de suas decisões e sabe aonde apertam os calos”, disse Lula.

A Confecom começou ontem com duas horas de atraso. Motivo: o grupo Bandeirantes quer vender mais caro a sua participação, aproveitando-se do boicote da Globo, do grupo Abril e outras emissoras, a Band quer aumentar a influência junto aos delegados e acabou melando a hora de abertura do grande evento.

Ontem à noite, os jornais das grandes emissoras de TV praticamente ignoraram a Confecom, demonstrando objetiva contrariedade com a meta da Confecom que é de precisamente aumentar a democracia na produção de conteúdos de Comunicação Social no Brasil. É como disse Lula, ontem, em seu discurso, "será que eles estão com medo do debate?"

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Luis Henrique da Silveira também tá enrolado


Dezembro 14, 2009 por Rômulo Mafra

matéria publicada no jornal Diário do Litoral (o prá lá de famoso Diarinho) deste final de semana:

Quando a fase não é boa, parece que atrai ainda mais desgraça. Depois do indiciamento do vice-governador Leonel Pavan (PSDB) pela Polícia Federal, a Corte Especial determinou o envio para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) da ação civil pública por improbidade administrativa contra o governador Luiz Henrique da (PMDB). O objetivo é fazer com que tal ação, referente ao período em que LHS era prefeito de Joinville, seja processada e julgada no STJ.

O governador havia pedido ao tribunal que extinguisse a ação, por considerar que o judiciário de Joinville não teria competência para julgar o caso. O relator do processo, ministro Teori Albino Zavascki, no entanto, acolheu apenas em parte o pedido. O ministro reconheceu que a competência do caso em questão é do STJ, mas não extinguiu a ação. Em vez disso, solicitou que os papélis fossem para o STJ.

Segundo a defesa do governador bigodudo, o bagrão-mor não poderia sofrer uma ação de improbidade por atos que também configuram crimes de responsabilidade, já que a comarca de Joinville não teria como avaliar bem o caso.

Segundo o ministro, no caso de governador de Estado, a Constituição assegura: em crimes comuns quem julga é o STJ e nos de responsabilidade é a Assembleia Legislativa.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Entenda a importância da CONFECOM - 1ª Conferência Nacional de Comunicação

Pouca gente sabe que entre os dias 14 e 17 de Dezembro ocorrerá em Brasília um dos mais importantes eventos do Governo Lula.

Será a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (CONFECOM). O Objetivo da Conferência é discutir a democratização da Informação. Do ponto de vista dos produtores de informação – jornais, revistas, rádio, TV, Internet, etc. E também do ponto de vista dos consumidores de informação – todos os cidadãos brasileiros.

No momento somos obrigados a consumir o que um grupo restrito de produtores de informação nos entregam – os jornalões de São Paulo e do Rio (Estadão, Folha de São Paulo, O Globo, Jornal do Brasil). Também somos obrigados a consumir o que a TV Globo produz, e as rádios que pertencem a estes grupos de midia dominados por interesses empresariais e nunca por interesses de informar bem ao leitor ou ao telespectador.

Para piorar a situação atual, a midia brasileira, como toda a midia mundial, é dominada pelas grandes agencias noticiosas, como Reuters, Associated Press, etc. Estas grandes agencias são comandadas por executivos comprometidos com ideologias como o Sionismo, o Americanismo, o Complexo Militar Americano, etc.
Interessa a elas promover as guerras no Oriente Médio, interessa a elas ocultar a verdade sobre o Irã, o Afeganistão, o Iraque, etc. Não são órgãos de informação, e sim de propaganda político-ideológica. Reconstroem a noticia, omitindo fatos, exagerando outros, mentindo em vários.

Winston Churchill disse certa vez: “Tenho certeza de que a História será benevolente conosco – isto porque tenho a intenção de escrevê-la.” Portanto, para formar uma idéia aproximada do que realmente acontece dos motivos, das agendas políticas e militares, é necessário garimpar na Blogosfera. O que já é bem mais do que minha geração tinha nas décadas de 1960 e 1970.

É necessário que existam meios alternativos de informação, descompromissados com os grandes grupos, e que permitam a veiculação de noticias que não interessam à grande midia. A proliferação dos blogs, como este aqui, é um sinal de que as coisas estão mudando. A venda dos jornalões em banca está despencando, a audiência das TVs caindo, o numero de TVs desligadas idem.

A Internet sofisticou o publico consumidor de informações, que já não aceita sem questionar o discurso feito sempre em defesa dos grupos de midia hegemônicos.

A CONFECOM será um marco divisor na democratização dos meios de informação no Brasil – não é à toa que os grandes jornais pouco têm publicado a respeito assim como as redes de televisão nem falam sobre isso.

Anunciada pelo presidente Lula durante o Fórum Mundial de Belém, em janeiro, a Confecom passou a assombrar os donos dos meios de comunicação do Brasil, gigantes e nanicos, que têm horror a qualquer discussão sobre seus privilégios. Na pauta da conferência está, entre outros temas, a avaliação das regras de concessão e outorga de radiodifusão. Atualmente fixadas em quinze anos para tevês e dez para rádios, as concessões costumam ser renovadas automaticamente sem qualquer critério técnico ou constitucional.

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, ex-repórter da Rede Globo e ele mesmo proprietário de concessões, tentam minar a iniciativa. Costa, por exemplo, patrocina um projeto de lei no Congresso para reduzir o já frágil poder de fiscalização público sobre a negociação de emissoras. Pela proposta, rádios de até 50 KW (80% do total) e tevês que não são cabeça de rede poderiam ser vendidas sem autorização prévia do Executivo e do Parlamento.


Mas você pode ficar a par do que for acontecendo na Conferencia através da Blogosfera. Este Blog estará sempre atento ao que acontecer na Conferencia, e em transmitir com honestidade as discussões e os fatos que ocorrerem durante o evento.

pescado de Virgilio Freire

Presidente da CTNBio acha muito difícil monitorar os transgênicos já aprovados

Nesta quinta-feira (10), a Comissão Técnica de Biossegurança (CTNBio) vota a proposta de derrubada do monitoramento dos efeitos de transgênicos sobre a saúde humana e animal, meio ambiente e outros vegetais, que consta na Resolução nº 5, de março de 2008

O Anexo I da Resolução determina que as empresas deverão “submeter à CTNBio, para análise e aprovação, um plano de monitoramento pós-liberação comercial” e que apresentem “relatório anual durante o período mínimo de 5 (cinco) anos do monitoramento”.

Para o presidente da Comissão, Walter Colli, “o monitoramento humano e animal foi uma esparrela, uma bobagem que nós fizermos”. A justificativa de Colli para suspender a fiscalização sobre as multinacionais do setor de biotecnologia é que “essas coisas [os transgênicos] não fazem mal. E, se fizerem, ninguém vai saber porque não tem como monitorar todo mundo”.

A discussão sobre a Resolução está na pauta da 129ª Reunião da Comissão, assim como as variedades transgênicas de arroz de duas grandes corporações internacionais: a BASF e a Bayer.

“Será o primeiro país do mundo a liberar uma variedade de arroz transgênico”, denuncia a jornalista Verena Glass, em matéria sobre a Comissão na revista Sem Terra. Já são 18 organismos geneticamente modificados liberados para comercialização pelos conselheiros em 4 anos. Se aprovado, o arroz será o 19º.

do jornal Hora do Povo


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Editoras fazem anúncio oficial de colaboração para criação de novo formato digital

escrito por Hagge

Cinco das maiores editoras americanas oficializaram esta semana um acordo de colaboração para a criação de um novo formato de mídia digital para publicação e venda de jornais e revistas. Condé Nast, Hearst, Meredith, News Corporation e Time Inc. pretendem que o a novidade seja compatível com qualquer dispositivo ou sistema operacional.

Os rumores sobre esse empreendimento conjunto já circulavam há algum tempo. A nota para imprensa divulgada pela Hearst não dá muitos detalhes, mas estabelece quatro objetivos principais:

1. criar um aplicativo de leitura em comum, rico em recursos e que possa recriar a aparência distinta de cada publicação;

2. dispor de uma plataforma de publicação robusta e otimizada para diferentes dispositivos, sistemas, tipos e tamanhos de tela;

3. oferecer uma loja com a extensa seleção de opções de compra e leitura;

4. criar um grande conjunto de formas inovadoras e oportunidades de anúncios pagos.

Parece que as editoras americanas finalmente reconheceram que não vão conseguir vencer a batalha contra o conteúdo gratuito disponível na internet sozinhas e cansaram de esperar pelo lançamento de algum novo produto revolucionário por alguma empresa do ramo de tecnologia isso é, a Apple e sua tão esperada iTablet.

Susan Boyle é uma farsa

Charge por Alexandre Afonso


Para quem se emocionou com a história do patinho feio que virou cisne, ela que acaba de lançar um disco quer vendeu mais de 3 milhões de cópias, antes de mais nada, leia esse ótimo relato... depois volte aqui!

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Já leu o texto do Regis Tadeu?... agora ouça nossa musa nessa interpretação piegas e melodramática da musica Wild Horses. O arranjo do piano é de uma mediocridade de dar dó.

Agora compare com a irreparável versão original dos Rolling Stones com seu arranjo das cordas e interpretação dos próprios.

O analista do Yahoo está coberto de razão.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Entenda o COP-15, em Copenhagen

Entenda o que é e o que se pretende na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas que começou ontem em Copenhague, na Dinamarca.


De 7 a 18 de dezembro, a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que abrange 192 países, vai se reunir em Copenhague, na Dinamarca, para a 15ª Conferência das Partes sobre o Clima - COP-15.

O objetivo é traçar um acordo global para determinar o que pode ser feito para reduzir as emissões de gases de efeito estufa após 2012, quando termina o primeiro período de compromisso do Protocolo de Kioto.

O Protocolo de Kioto, assinado em 1997, durante o COP-3 e ratificado em 2005, estabelecia metas de redução de emissões de gases de efeito estufa para os países desenvolvidos, que historicamente contribuíram mais para a concentração desses gases na atmosfera.

O acordo determina a redução em 5% das emissões, em relação aos níveis de 1990. O primeiro período de compromisso do protocolo termina em 2012, mas a maioria das metas fixadas não foram atingidas. A reunião de Copenhague terá que definir os próximos passos do acordo climático global e como efetivar as ações.

O que está em jogo

O Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), formado por 2,5 mil cientistas, afirma que a Terra já aqueceu cerca de 0,7 graus Celsius (ºC) desde a Revolução Industrial. O IPCC projetou cenários futuros que preveem o aquecimento do planeta em pelo menos 1,8°C até o fim deste século, dependendo das medidas tomadas pelos países para reduzir as emissões.

Metas x Compromissos voluntários

O Protocolo de Kioto previa metas obrigatórias de redução de emissões de gases de efeito estufa para a União Europeia e mais 37 países industrializados. Os países em desenvolvimento, como o Brasil, da China e Índia, não tinham reduções obrigatórias naquele tratado. Metas obrigatórias para esses países, a principio, não deverão entrar no texto que sairá da COP-15, mas essas nações serão cobradas a ter compromissos mensuráveis, reportáveis e verificáveis de redução de emissões em nível nacional. Mas existem divergências quanto a isso, e esse ponto pode ser modificado.

Principais pontos da negociação

Além das novas metas e compromissos de redução de emissões de gases de efeito estufa para o período pós-Kioto, na COP-15 os países terão que negociar como será feita a transferência de tecnologia de países industrializados para que os países em desenvolvimento possam realizar ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. O financiamento dessas ações também não está definido. O Banco Mundial estima que sejam necessários pelo menos US$ 400 bilhões por ano para que os países em desenvolvimento enfrentem as mudanças do clima.

A preservação de florestas para evitar emissões de gases de efeito estufa deve ser incluída no acordo, no mecanismo de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação - REDD. É preciso definir como os países que mantêm a floresta em pé serão recompensados: por meio de um fundo com contribuições internacionais voluntárias, com a geração de créditos de carbono negociáveis no mercado ou com um mecanismo híbrido entre fundos e mercado.

Texto adaptado do portal Agência Brasil.

Atualizado às 14:57

O Cop15 tem seu primeiro dia marcado pela relativa omissão: o fato de todo mundo estar fazendo corpo mole, se fixando em generalidades e ninguém falando em assinar (ou pelo menos caminhar para) um documento que seja vinculado legalmente à princípios internacionais.

Analise do primeiro dia aqui


http://www.youtube.com/vcivilis - (1º video - o do Papai Noël)

Mas isso é normal. As primeiras ações são de todo mundo estudar a arena, os "adversários" só depois dar os primeiros lances. Vamos ver, quem será que vai dar o primeiro passo?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A crise mundial acabou? (o caso do ouro falso)

Arsène Lupin - o ladrão de casaca

Uma das maiores farsas que se coloca é de que a crise mundial que se abateu sobre o capitalismo acabou e que voltamos a navegar em águas calmas. Nada mais falso.

Essa crise se estabeleceu pelo fato de a economia mundial ter se estratificado em cima de “bolhas” – sistemas econômicos fictícios, que não podem ter uma sustentação real indefinidamente. Ora, se o PIB de todo o mundo anda por volta de US$ 60 trilhões; os papéis que voam mundo afora somam estimados entre US$ 600 trilhões a US$ 1 quatrilhão. Ou seja, são apenas papéis, sem lastro de riqueza.

Mas há uma modalidade de riqueza sólida, cujo preço sobe sem parar, mais sólida que o petróleo: trata-se do velho e bom, em prosa e verso cantado, ouro. Esse sim, um ativo que não há meio de ser falsificado.

Na há meio?... não, não havia!…

Em On Doing God’s Work, o autor Rob Kirby nos conta uma história que nada tem a haver com as carochinhas, mas se assemelha mais a um conto de terror. Como falsificar ouro? Simples: basta revestir de ouro uma barra de tungstênio, que custa 10 dólares ou 17,31 reais a libra (454 g). Ontem o grama de ouro estava cotado a 60 reais na BMF; uma libra custaria então 27.240 reais. Como identificar uma barra falsificada?

Pelo peso é impossível: ambos tem a mesma densidade.

Se quiser saber os nomes dos principais falsificadores, basta ir ao artigo do link acima (ou aqui para uma tradução, em português de Portugal). Mas não espere encontrar mafiosos italianos ou especialistas franceses do crime perfeito a la Arsène Lupin. A coisa está muito mais para o banco central inglês, ou no alemão, ou no maior banco privado do mundo… a que ponto chegaremos?

Boa leitura.