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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Mercantilização da Natureza (2)







A ameaça à soberania do povos representada pela mercantilização do ar assumiu formas concretas no Brasil quando empresas estrangeiras de duvidosa origem tentaram chegar a acordos com lideranças indígenas, na Amazônia, para controlar suas terras em troca de creditos de carbono.


O artificio se baseia num mecanismo controverso, os chamados REDD - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (na sigla em inglês), que envolve a contratação, por especuladores capitalistas, do controle sobre áreas florestais consideradas como “captoras” de carbono. A contrapartida recebida pelo investidor é o compromisso de manutenção intacta, “santuarista”, das matas. Além do direito de explorar a mata, ele se beneficia também com a possibilidade de negociar, no mercado mundial de créditos de carbono, os direitos adquiridos dessa maneira, vislumbrando enormes lucros financeiros.


Os povos ou nações contratantes (indigenas as vezes), em tese beneficiados com os investimentos feitos, abrem mão de sua soberania sobre as matas envolvidas e comprometem-se a deter seu próprio desenvolvimento, em nome da preservação ambiental.


A questão é importante. Seu aspecto negocial é apenas parte do problema; os fundamentais são o comprometimento da soberania e a obrigação, imposta por esses acordos, de redução ou contenção do desenvolvimento das áreas envolvidas nos chamados REEDs. 


Ambos – o desenvolvimento e a soberania – ficam severamente comprometidos pois o controle sobre a utilização das matas passa a ser gerido de fora (mesmo fora do país e desse modo ficaria à margem da legislação nacional), ficando subordinada às regras impostas pelo contrato assinado com uma empresa (estrangeira, por exemplo). 


O biombo constituído pela ampla aceitação popular sobre medidas de proteção do meio ambiente é abertamente usado pela especulação financeira para negócios altamente lucrativos nesta última fronteira da mercantilização capitalista da natureza – o ar, como já se faz sobre a terra e a água.

Como são feitas as interceptações telefônicas




por Fernando PF, em comentário no blog do Nassif

Só para deixar claro, a Interceptação Telefônica que a Policia Federal realiza é feita junto ao setor jurídico das operadoras telefônicas, mediante apresentação das devidas autorizações judiciais.
Não são os policiais de nenhuma corporação que fazem os "grampos" diretamente, eles dependem de funcionários dentro das operadoras telefônicas para fazer os comandos de desvio, isso porque existe toda uma tecnologia integrada para que os áudios dos grampos sejam enviados corretamente para as centrais de interceptação dos sistemas contratados pela PF, como por exemplo o sistema SOMBRA ou o sistema GUARDIAO, e esses áudios só chegam a esses sistemas se forem corretamente e legalmente direcionados pelos funcionários das operadoras telefônicas.
Pode acontecer de um funcionário corrupto dentro da operadora programar um grampo ilegalmente? Sim pode. Porem existem diversos níveis de auditoria dentro das operadoras e rapidamente ele iria ser pego, alem disso esse tipo de grampo só funciona se for direcionado para um desses sistemas de interceptação da policia, sendo assim teria que, obrigatoriamente, ter a participação de muita gente mesmo dentro da operadora telefônica e da policia para um grampo ilegal passe por todos os controles burocráticos e cheguem aos policiais da operação e ninguém faça nada, o que torna esse tipo de grampo ilegal praticamente impossível. E se a documentação liberada na internet a respeito da operação Monte Carlo for verídica, estão lá todas as autorizações judiciais de todos os áudios da operação.
Porem existem outras técnicas para se grampear aparelhos telefônicos, algumas sim de maneira ilegal. Uma seria a antiga técnica da escuta dentro de aparelhos fixos que transmitem ondas de radio com o que for captado ao se falar perto do microfone do telefone, mesmo que este esteja no gancho. Também já existem escutas para aparelho celular, porem é mais difícil de instalar, é preciso que se tenha uma torre ou central receptora perto de onde o telefone está, pois o transmissor é pequeno e fraco.
Outra maneira seriam as famosas maletas de interceptação, que dependendo da tecnologia, podem interceptar rádios, aparelhos telefônicos sem fio, celulares GSM e ate NexTel. Porem também essa maleta, que é uma central de interceptação móvel, tem que estar perto do interceptado, e são maletas grandes. Imagina um cara com uma maleta grande seguindo pra lá e pra cá o Carlinhos Cachoeira ou o Senador Demostenes ou o Ministro Gilmar Dantas, opa, Gilmar Mendes, será que ninguém ia desconfiar?
Alem do mais é muito fácil fazer uma gravação de uma chamada telefônica do seu próprio aparelho telefônico, se este tiver um simples aplicativo de gravação de voz. Eu mesmo já gravei varias ligações telefônicas minhas com outras pessoas usando o gravador de voz do aparelho, ai depois é só exportar para o computador o arquivo de áudio e pronto, ta lá uma gravação telefônica sem autorização da justiça, porem, como fui eu mesmo que a fiz no meu telefone, ela não é ilegal.
Sendo assim, só posso concluir que qualquer grampo ilegal que Ministro de STF, revista Veja, advogado de deputado/senador venham apresentar, só pode ser novamente invenção das cabeças deles para desacreditar novamente uma operação da Policia Federal que mexeu com "peixe grande".

Aliados


Advogado de Demóstenes é um gozador.



Carlos Newton, no Tribuna da Imprensa





Como se sabe, logo após ser empossado na presidência do Conselho de Ética do Senado, terça-feira, Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) acatou o pedido do PSOL e decidiu abriu processo por quebra de decoro parlamentar contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), que terá dez dias para apresentar defesa prévia.
Ao mesmo tempo, o advogado Antonio Carlos Almeida, conhecido como Kakay, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a anulação das escutas entre o parlamentar e o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Alega que o Ministério Público Federal e a Justiça Federal deveriam ter pedido autorização ao STF para fazer as gravações telefônicas, porque Demóstenes é senador e tem foro privilegiado.
A defesa quer que as escutas usadas como provas contra o parlamentar sejam anuladas, que o inquérito aberto para investigar o senador seja suspenso e o processo, que tramita na Suprema Corte, seja arquivado.
Além disso, Kakay vai pedir ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, uma investigação sobre o caso. “Vou entrar com um pedido de investigação junto ao Gurgel pelo fato de todos esses vazamentos terem se dado de forma sistemática. Eu defendo que os vazamentos foram uma forma de intimidar o senador”.
Traduzindo: o advogado de Demóstenes sonha em fazer com que ele deixe a condição de réu e passe a ser acusador, processando a Polícia Federal. Como dizia o barão de Itararé, era só o que faltava.
Na semana passada, o Supremo autorizou a abertura de inquérito para investigar a participação de Demóstenes no esquema. O relator do processo, ministro Ricardo Lewandowski, determinou a quebra de sigilo bancário do senador e pediu levantamento das emendas parlamentares do político. É por aí que o processo vai caminhar, com base na realidade e não nos delírios de um advogado sonhador.


ATUALIZAÇÃO 13/04

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski negou o pedido de liminar feito pela defesa do senador Demóstenes Torres (GO) para que julgasse nulas todas as gravações feitas pela Polícia Federal. As escutas mostravam conversas entre o senador e o contraventor Carlinhos Cachoeira, acusado de comandar um esquema de jogo ilegal. A decisão ainda não foi divulgada.
A reclamação foi protocolada na terça-feira, 10, pelo advogado de Demóstenes, Antonio Carlos de Almeida Castro. No pedido, ele argumenta que a competência do Supremo foi usurpada, pois Demóstenes Torres só poderia ser investigado pelo STF por ter foro privilegiado. A investigação em que foram autorizadas as escutas telefônicas das ligações feitas por Cachoeira estava sob os cuidados da Justiça Federal de primeira instância.  Com a decisão de Lewandowski, a investigação contra Demóstenes continua.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Revisão da História do Brasil: Os Índios Comunistas




canibais
Culto indígeno-comunista – Churrasco de criancinhas

Iniciamos agora uma revisão das origens do fracasso brasileiro com um estudo etnológico estruturatista, uma descrição densa dos hábitos da gentalha que, negando a influência europeia, transformou este país em um triste trópico.
Parte – I

Os Índios Comunistas

Os índios Brasileiros eram jacobinos, bolchevistas, comunistas. A pele vermelha denunciava sua ideologia dialética e sua militância na luta de classes.
Pedro Alvarez Cabral, o navegante distraído, eleito descobridor da Terra de Santa Cruz, era maoísta-castrista e não conseguiu de imediato formar um governo de coalizão com os nativos.
Os jesuítas intermediaram a composição política que permitiu a implantação da ditadura do proletariado nos canaviais, exploração de jazidas e demais atividades econômicas. Nas horas vagas, os jesuítas enviavam santinhos recheados para os trotskistas portugueses aliados. Um mimo.
As elites formadas pelos caciques e pajés, tentaram reconstruir a harmonia, evocando raios, dança da chuva e sorvendo cauim para adoração ao deus Mer’kado-açú.
Os comunistas de pele vermelha semi-nus, já no século XVI articularam convulsões sociais que influenciaram a revolução francesa (jacobina) e a revolução industrial (marxista). Destacam-se:
  • - Wai-Wai, Revolução Cultural tipo Mao Tse Tung – instituíram a festa comunista e populacha do carnaval;
  • - Tupinambá, Revolução nas relações sociais e de comunicação – eram mais conservadores (fundaram o Estado e a Folha) e lutavam com os demais irmãos, mas foram obrigados a realizar – durante certo tempo, ritos canibais comunistas (comedores de criancinhas);
  • - Tukanos, Revolução na Economia – criaram vínculos com as tribos do Caribe.
Em outro capítulo abordaremos os homens bons de nossa História, os Bandeirantes.


Bruxaria-comunista de índias dilmoniquim

Parte II – Homens bons – Bandeirantes 

No Brasil, desde a chegada de Cabral, o bolchevique, estava implantado a corrupta ditadura do proletariado, sob os auspícios da pele vermelha nativa em conluio com os trotskistas de Portugal.
Os comunistas ficaram gordos e preguiçosos, pois bastava plantar a mandioca para lhes garantir a sobrevivência. Lembrando, por aqui, em se plantando, tudo dá. Pois!
Nessa ocasião, homens bons entenderam que era o momento para também fincar suas bandeiras neste continente bolchevista / chavista. Vieram então os Bandeirantes, para, a duras penas, amestrar as elites subjugadas. Senhores cultos e visionários, trouxeram o desenvolvimentismo áurico.
Todos foram pragmáticos e objetivos. Dedicaram-se à exploração geológica. Não perderam tempo com construção de escolas, hospitais, obras de infra-estrutura e outras mazelas que só agradam aos comunistas. Aliás, depois de tantos anos de proletariado mandante, era exagerada a base econômico-social daqueles tempos, nesta terra de Santa Cruz. Sabiamente entenderam que absurdo seria investir esforços nesse sentido.
Tukaniba
Índio bem preparado da tribo Tukano, ramo Pirata-puia
Implantaram benefícios aos mais favorecidos e escabufaram os vermelhos locais. Tal a nobreza de sua gestão que não criaram qualquer obra de vulto que tivesse ficado para a posterioridade. Exceção à criação dos bons pergaminhos midiáticos que até hoje são neutros e parciais, e cumpre magnanimamente o papel de criar opiniões. Isto é um orgulho para certas capitanias até os dias de hoje. Fizeram alianças com setores autênticos dos jesuítas obtendo respaldo de Dom Bergonzini, Dom Malafaia, Dom Coisinha Phopha do Papae e outros patriotas.
O menos culto falava 19 idiomas, era economista e engenheiro, quiçá médico e planejador. Fez uma obra: a rampa sob um viaduto, para espantar proletários ditadores que lá ousaram fazer sua morada. Já o mais nobre era um farol de sabedoria, que dominava 171 idiomas. Era um líder agregador e muito humilde. Fincou sua bandeira no Brasil estabelecendo a união soberana com outras nações de homens bons, impondo justa desfaçatez para a plebe.
Para realizar os seus feitos, os Bandeirantes cooptaram os índios bons das tribos Tchucar’rapatos (guardiões da ética) e os Tukanos, principalmente do ramo Pirata-puias.

Kan
Comunistas em ritual preparatório para o plantio da mandioca

Prof.º Dr. Aratinga Weddelii
Pesquisador Emérito da Université Omar Bongo – Gabão

O PIG é a verdadeira quadrilha



por Emiliano José, deputado federal do PT-Bahia, no Viomundo
Algumas análises sobre a velha mídia brasileira, aquela concentrada em poucas famílias, de natureza monopolista, e que se pretende dona do discurso e da interpretação sobre o Brasil, pecam por ingenuidade. Pretendem conhecer sua atuação orientando-se pelos cânones e técnicas do jornalismo, como se ela se guiasse por isso, como se olhasse os fatos com honestidade, como se adotasse os critérios de noticiabilidade, como se recusasse relações promíscuas com suas fontes, como se olhasse os fatos pelos vários lados, como se recusasse uma visão partidarizada da cobertura.
Essa velha mídia não pode ser entendida pelos caminhos da teoria do jornalismo, sequer por aquela trilha dos manuais de redação que ela própria edita, e que se seguida possibilitaria uma cobertura minimamente honesta. Ela abandonou o jornalismo há muito tempo, e se dedica a uma atividade partidária incessante. Por partidária se entenda, aqui, no sentido largo da palavra, uma instância que defende uma política, uma noção de Brasil, sempre ao lado dos privilégios das classes mais abastadas. Nisso, ela nunca vacilou ao longo da história e nem cabe recapitular. Portanto, as clássicas teorias do jornalismo não podem dar conta da atividade de nossa velha mídia.
Volto ao assunto para tratar da pauta que envolveu o senador Demóstenes Torres e o chefe de quadrilha Carlinhos Cachoeira. É possível adotar uma atitude de surpresa diante do acontecido? Ao menos, no mínimo, pode a revista VEJA declarar-se estupefata diante do que foi revelado nas últimas horas? Tudo, absolutamente tudo, quanto ao envolvimento de Carlinhos Cachoeira no mundo do crime era de conhecimento de VEJA. Melhor: era desse mundo que ela desfrutava ao montar o que lhe interessava para atacar um projeto político. Quando caiu o senador Demóstenes Torres, caiu a galinha dos ovos de ouro.
“Esqueçam o Policarpo”. Está certo, certíssimo, o jornalista Luis Nassif quando propõe que se esqueça o jornalista Policarpo Júnior que, com os mais de duzentos telefonemas trocados com Cachoeira, evidenciou uma relação profunda, vá lá, com sua fonte, e se ponha na frente da cena o, vá lá, editor Roberto Civita.
Este, como se sabe, constitui o principal dirigente do partido midiático contrário ao projeto político que se iniciou em 2003, quando Lula assume. Policarpo Júnior apenas e tão somente, embora sem nenhuma inocência, cumpria ordens de seu chefe. Agora, que será importante conhecer o conteúdo desses 200 e tantos telefonemas do Policarpo Júnior com Cachoeira, isso será. Até para saber que grampos foram encomendados por VEJA ao crime organizado.
Nassif dá uma grande contribuição à história recente do jornalismo ao fornecer um impressionante elenco de matérias publicadas por VEJA nos últimos anos, eivadas de suposições, sem qualquer consistência, trabalhadas em associação com o crime. Civita nunca escondeu a sua posição contra o PT e seus aliados. É um militante aplicado da extrema-direita no Brasil, e que se dedica, também, subsidiariamente, a combater os demais governos reformistas, progressistas e de esquerda da América Latina.
Importante, como análise política, é que o resto da mídia sempre embarcou – e com gosto – no roteiro, na pauta, que a revista VEJA construía. Portava-se, não me canso de dizer, como partido político. Não adianta escamotear essa realidade da mídia no Brasil. O restante da velha mídia não queria checar, olhar os fatos com alguma honestidade. Não. Era só fazer a suíte daquilo que VEJA indicava. Esse era um procedimento usual dos jornalões e das grandes redes de tevê.
Barack Obama, ao se referir à rede Fox News, ligada a Rupert Murdoch, chamou-a também de partido político, e tirou-a de sua agenda de entrevistas. Não é novidade que se conceitue a mídia, ou grande parte dela, como partido político conservador. Pode lembrar Gramsci como precursor dessa noção, ou, mais recentemente, Octavio Ianni que a chamava de Príncipe Eletrônico. No Brasil, inegavelmente, essa condição se escancara. A velha mídia brasileira sequer disfarça. Despreza, como já se disse, os mais elementares procedimentos e técnicas do bom jornalismo.
Na decisão da Justiça Federal em Goiás, ressalta-se, quase que com assombro, os “estreitos contatos da quadrilha com alguns jornalistas para a divulgação de conteúdo capaz de favorecer os interesses do crime”. Esses contatos, insista-se, não podem pressupor inocência por parte da mídia, muito menos da revista VEJA que, como comprovado, privava da mais absoluta intimidade com o crime organizado por Carlinhos Cachoeira e o senador Demóstenes Torres dada à identidade de propósitos.
Esse episódio, ainda em andamento, deve muito, do ponto de vista jornalístico, a tantos blogs progressistas, como o de Luis Nassif (vejam “Esqueçam Policarpo: o chefe é Roberto Civita”); o de Eduardo Guimarães, Blog da Cidadania (vejam “Leia a espantosa decisão judicial sobre a Operação Monte Carlo”); o Portal Carta Maior (leiam artigo de Maria Inês Nassif, “O caso Demóstenes Torres e as raposas no galinheiro”); o Blog do Jorge Furtado (“Demóstenes, ora veja”), o Vi o Mundo, do Azenha, entre os que acessei.
Resta, ainda, destacar a revista CartaCapital que, com matéria de Leandro Fortes, na semana que se iniciou no dia 2 de abril, furou todas as demais revistas ao evidenciar a captura do governo de Marconi Perillo pelo crime organizado de Demóstenes Torres e Carlinhos Cachoeira. Em Goiânia, toda a edição da revista foi comprada aos lotes por estranhos clientes, ninguém sabe a mando de quem – será que dá para desconfiar?
A VEJA enfiou a viola no saco. Veio de “O mistério renovado do Santo Sudário”, tão aplicada no conhecimento dos caminhos do cristianismo, preferindo dar apenas uma chamadinha na primeira página sobre “Os áudios que complicam Demóstenes” e, internamente, mostrar uma matéria insossa, sem nenhuma novidade, com a tentativa, também, de fazer uma vacina para inocentar o editor de Brasília, Policarpo Júnior. Como podia ela aprofundar o assunto se está metida até o pescoço com Demóstenes Torres e Carlinhos Cachoeira?
Impunidade do crime jornalístico
Há algumas perguntas que pairam no ar. O jornalismo pode ser praticado dessa maneira, em associação explícita com o crime organizado, sem que nada aconteça aos que assim procedem? Por menos do que isso, a rede de Rupert Murdoch, na Inglaterra, enfrenta problemas sérios com a Justiça, houve prisões, e seu mais importante semanário, o News of the World, que tinha 168 anos, e era tão popular quanto desacreditado, fechou.
E aqui? O que se fará? A lei não prevê nada para uma revista associada havia anos com criminosos de alto coturno? Creio que se reclamam providências do Ministério Público e, também, das associações profissionais e sindicais do jornalismo. Conivência com isso, não dá. Assim, o crime compensaria, como compensou nesse caso durante anos.
Há, ainda, outra questão, e de grande importância e que a velha mídia ignorou solenemente, e este foi um trabalho realizado primeiro pelo jornalista Marco Damiani, do Portal 247, e completado, de modo brilhante, pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, evidenciando a atuação do crime organizado de Demóstenes Torres e Carlinhos Cachoeira na construção do que ficou conhecido como Mensalão.
A entrevista com Ernani de Paula (ex-prefeito de Anápolis) feita por Paulo Henrique Amorim é impressionante. Ele fora derrubado da Prefeitura numa articulação que envolveu a dupla criminosa, e agora revela o que sabe, e diz que tudo o que se armou contra o ex-chefe da Casa Civil do primeiro governo Lula, José Dirceu, e contra o governo Lula, decorreu da ação consciente e criminosa de Carlinhos Cachoeira, que se insurgia contra um veto de José Dirceu à assunção de Demóstenes Torres ao cargo de Secretário Nacional de Justiça do governo, depois que ele se passasse para o PMDB.
Em qualquer país do mundo que tivesse um jornalismo minimamente comprometido com critérios de noticiabilidade, ainda mais diante do possível julgamento do processo denominado Mensalão, ele entraria fundo no assunto para que as coisas se esclarecessem. Mas, nada. Silêncio.
É como se a velha mídia tivesse medo de que a construção da cena midiática em torno do assunto, construção que tem muito de fantasiosa e é obviamente contaminada por objetivos políticos, pudesse ser profundamente alterada com tais revelações e, inclusive, ter reflexos no julgamento que se avizinha. Melhor deixar isso confinado aos “blogs sujos” e às poucas publicações que se dedicam ao jornalismo. A verdade, no entanto, começa a surgir. Nós não precisamos mais do que dela, como dizia Gramsci. Insistamos nela. Se persistirmos, ela se imporá. Apesar do velho partido midiático.

sábado, 7 de abril de 2012

A mancada do século - desagravo do nobre Congresso Nacional em favor de companheiro



pescado no Viomundo, por osmose do Congresso em Foco (videos engraçados)

Há exatamente um mês, parlamentares de todos os partidos se revezavam na tribuna para defender o senador goiano, hoje isolado e sem partido. Veja o que cada um deles disse

Bem que o presidente do DEM e hoje líder do partido no Senado advertiu na ocasião: “A cautela recomendava que as pessoas não fizessem qualquer tipo de aparte”. Porém, ele próprio se traiu. E na companhia de outros 43 colegas. “Mas este Plenário, sábio como é, pela voz dos seus líderes, dos seus integrantes, reduziu o fato à sua real dimensão. [...] Vossa Excelência não cometeu nenhuma afronta à ética!”, emendou José Agripino (RN).
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   A sessão de 6 de março do plenário do Senado passará à história pelo desagravo coletivo ao senador Demóstenes Torres (então DEM-GO), acusado de envolvimento com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Será lembrada também pelo corporativismo explícito de boa parte dos 44 aparteantes e pelo derradeiro voto de confiança de um diminuto grupo de parlamentares que, a exemplo de Demóstenes, também empunha a bandeira da ética e do combate à corrupção. 
Um mês depois da encenação, Demóstenes está sem partido e só. Esses mesmos senadores que o apoiaram agora convivem com o constrangimento e a decepção. Muitos se dizem traídos pelo colega após o desdobramento das investigações, que jogaram por terra a retórica desfilada naquele dia, quando o senador usou o aparato de comunicação do Senado para mentir que mantinha apenas relação de amizade com o contraventor. 
Confira abaixo trechos das loas proferidas em plenário por cada um dos aparteantes, por ordem de registro*: 
Eduardo Suplicy (PT-SP) – “Aprendemos a respeitá-lo como um dos membros do Senado que, sobretudo na área jurídica, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, que Vossa Excelência presidiu, e como membro do Ministério Público, sempre demonstrou um conhecimento em profundidade da Constituição e das leis brasileiras.” 
Luiz Henrique (PMDB-SC) – “Nobre senador Demóstenes, quero saudar Vossa Excelência como um verdadeiro homem público, de primeira qualidade. A minha solidariedade e a minha confiança.” 
Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) – “Levantei o microfone de aparte, porque, embora tivesse sido feito um entendimento para não se apartear, já que apartearam, eu não poderia ficar de fora. Vossa Excelência foi uma das coisas boas que conheci no Senado desde que aqui cheguei. [...] pela sua correção, pela sua coragem cívica, pela sua determinação e pela sua grandeza. Vossa Excelência é uma pessoa com imensa grandeza.” 
Pedro Simon (PMDB-RS) – “Em todos os momentos, quer nas questões internas do Senado, quer nas questões mais graves, mais difíceis e mais escandalosas que apareceram nesta Casa, Vossa Excelência sempre esteve firme, com argumentos, com conteúdos e com absoluta firmeza. Sinceramente, não me passa pela cabeça a imagem que querem fazer de Vossa Excelência.” 
Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) – “Minha palavra é de confiança de que a sua atuação aqui no Senado, e fora do Senado, é uma atuação que não compromete a sua honra, a sua dignidade e o seu passado.” 
Eduardo Braga (PMDB-AM) – “Vossa Excelência é daqueles que, quando erra [sic], sabe reconhecer o erro e, com o espírito humano, chega até a pedir desculpas. Agora, quando fazem uma acusação a esse ponto, vem à tribuna e diz: ‘Não, não apenas quero refutar as acusações, como me coloco para ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal’. Só assim agem aqueles que têm valores éticos e humanos elevados, e um comportamento e uma conduta, na função pública, elevados.” 
Waldemir Moka (PMDB-MS) – “Conheço a sua trajetória, a sua luta e a sua postura. [...] Tenho certeza absoluta de que sairá desse episódio exatamente da mesma forma que fez em sua vida inteira.” 
Vital do Rêgo (PMDB-PB) – “Cheguei a esta Casa nutrindo muito respeito por Vossa Excelência, uma admiração a distância. A convivência com Vossa Excelência neste plenário, na Comissão de Justiça, vendo a sua grandeza, a sua coragem cívica, o seu espírito republicano, fez-me aumentar esse conceito, esse respeito e essa admiração.”
Cristovam Buarque (PDT-DF): “Senador Demóstenes, feliz aquele que, quando é criticado, acusado, pode subir à tribuna e dizer que não tem nada a esconder, que não precisa usar subterfúgios, que não precisa dizer nem que o que está sendo dito é ou não verdade. [...] mesmo aqueles que divergem sabem que o senhor é o homem não apenas do DEM, mas do bem.” 
Alfredo Nascimento (PR-AM) – “Estamos diante de um companheiro, de um colega do Senado, de um homem que tem passado e presente de retidão, de comportamento ilibado, e que, com todas as forças, tem defendido os interesses do Brasil e do Estado que representa.” 
Romero Jucá (PMDB-RR) – “Todos nós sabemos da sua seriedade, do seu compromisso, da sua honestidade. Mas, sem dúvida nenhuma, essa palavra é uma palavra para toda a sociedade brasileira, tranquiliza a Casa, a sociedade brasileira [...] Vossa Excelência deu as explicações necessárias, e todos nós estamos tranquilos, satisfeitos.” 
Lobão Filho (PMDB-MA) – “Quero demonstrar minha absoluta, inamovível confiança na figura do senador Demóstenes, na sua probidade, na sua moral inatacável. [...] Não acredito que alguém nesta Casa seja medíocre, até porque eu acredito que o momento espetacular vivido pelo Brasil de hoje [...] é consequência dos políticos que estão vivendo agora, do seu Executivo e do Legislativo. Mas, entre todos nós, Vossa Excelência é uma figura que realmente merece ser destacada.” 
Cyro Miranda (PSDB-GO) – “Conheço a sua probidade como promotor, como secretário da Justiça, quando ficou conhecido como ‘o grande justiceiro’, sempre aliado à lei. Melhor do que ser seu colega é ser seu amigo. Obrigado.” 
Lúcia Vânia (PSDB-GO) – “Todos nós, de Goiás, esperávamos de Vossa Excelência uma conduta como essa. [...] faz as explicações com seriedade e responsabilidade. Vossa Excelência sabe da admiração que o povo brasileiro, especialmente o goiano, tem por sua trajetória. Receba os meus cumprimentos e a minha solidariedade.” 
Alvaro Dias (PSDB-PR) – “Queremos manifestar, em nome do PSDB, nossa confiança absoluta em Vossa Excelência, nossa crença no seu comportamento e dizer, sobretudo, da importância de Vossa Excelência para o país na oposição. Somos limitados numericamente na oposição e sua presença tem oferecido grandeza à tarefa de se opor. Infeliz do país que não tem uma oposição responsável e competente.” 
Jayme Campos (DEM-MT) – “Vossa Excelência tem todo o nosso apoio. Essa conversa é aquela velha história de ‘chover no molhado’. Ninguém acredita nela; todo mundo sabe que Vossa Excelência é um homem de retidão, de caráter invejável – não só como promotor, mas, certamente, como senador da República, que é exemplo para todos nós.” 
Blairo Maggi (PR-MT) – “Disse-lhe ontem, por telefone, quando conversamos, que não se abata com isso, porque todos nós, homens públicos, estamos sujeitos a esse tipo de situação. Portanto, é um período de turbulência, mas nenhum período de turbulência permanece para sempre. Ele passará e o senhor sairá vitorioso.” 
Pedro Taques (PDT-MT) – “Eu o conheço desde 1996, nas barrancas do rio Araguaia, do rio Tocantins. Nós defendendo a parte lindeira dos nossos estados. Nós dois fomos forjados na luta contra a criminalidade.” 
Inácio Arruda (PCdoB-CE) – “Quase todos nós somos alvo desse tipo de meia chantagem, que é como vejo isso às vezes, para a gente entender do ponto de vista político, para a gente não perceber isso apenas do ponto de vista também moral. [...] Falei para Vossa Excelência que tinha a minha solidariedade, e posso dizer que também tem a solidariedade do meu partido, o Partido Comunista do Brasil.” 
Vicentinho Alves (PR-TO) – “Vim aqui dizer que lhe sou grato e um amigo leal. Portanto, confio em Vossa Excelência. Essa sua conduta de abrir ao Ministério Público, ao Supremo, não tenho nenhuma dúvida e tenho segurança de que não vão encontrar nenhum deslize da parte de Vossa Excelência.” 
Aécio Neves (PSDB-MG) – “Vossa Excelência é um homem digno, sempre agiu dessa forma em todos os cargos públicos que ocupou. E digo mais, Vossa Excelência, senador Demóstenes, é dos mais preparados e destemidos homens públicos deste país. E, por isso mesmo, dos mais respeitados.” 
Roberto Requião (PMDB-PR) – “As insinuações de que Vossa Excelência foi vítima [...], não se compatibilizam com a sua história de vida e com as suas atitudes. Neste plenário múltiplo, que funciona como uma espécie de júri, todas as insinuações foram rejeitadas. Portanto, recomendo-lhe tranquilidade.” 
Mário Couto (PSDB-PA) – “Quero pedir licença ao nobre presidente para apartear o nobre Senador Demóstenes Torres de pé. [...] Quem dera, senador Demóstenes Torres, todos os políticos fossem iguais a Vossa Excelência!” 
Eunício Oliveira (PMDB-CE) – “Acompanho a trajetória política de Vossa Excelência há vários anos por ter negócios e uma propriedade no estado de Goiás. Portanto, há vários anos, acompanho a trajetória de Vossa Excelência como seu admirador.” 
Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) – “Admiro Vossa Excelência pela luta que desempenha. Vossa Excelência é uma referência inclusive no respeito à lei. [...] Saiba que tem a nossa confiança.” 
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) – “Acredito que todos os oradores que me antecederam já foram pródigos na manifestação de confiança a Vossa Excelência por toda uma trajetória de vida ilibada, honrada, digna, transparente, corajosa. [...] receba não apenas o meu abraço, minha solidariedade, mas o reconhecimento de que o senhor é um dos melhores exemplos de que é possível, sim, se fazer política com honra e com dignidade no nosso país.” 
João Ribeiro (PR-TO) – “Sucesso, senador Demóstenes! Tenho certeza de que não existe nada contra Vossa Excelência. Então, minha compreensão de que Vossa Excelência é um homem limpo, um homem público dos mais corretos que eu conheço.” 
Benedito de Lira (PP-AL) – “O exercício da democracia é exatamente isso aí… O homem público tem de estar altamente preparado para todas e quaisquer demandas, e nós, homens públicos, temos uma missão nobre: representar o povo dos nossos estados no Senado Federal com absoluta dignidade.” 
Casildo Maldaner (PMDB-SC) – “Não podia ficar calado neste instante sem dizer que por onde ando no meu estado, Santa Catarina, as pessoas me perguntam como que eles podem conseguir que Vossa Excelência vá lá fazer uma palestra. [...] Perguntam-me: que homem é esse? De onde vem, Maldaner, esse homem? Esse é o clamor, isso é o que a gente sente. [...] Santa Catarina acompanha de pé a maneira, a coragem, a hombridade, o destemor, as linhas que tem adotado aqui no Senado e neste país.” 
Randolfe Rodrigues (Psol-AP) – “Vossa Excelência sabe muito bem que um dos princípios fundantes do Estado como nós o conhecemos, do pacto civilizatório que nos rege, é aquele da presunção da inocência. Todos são presumidamente inocentes até que se prove o contrário. [...] aqui é lógico que estabelecemos relações. Em particular, tenho a honra de estabelecer relação pessoal com Vossa Excelência, com o querido senador Pedro Taques.” 
Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) – “Geralmente um político, quando é acusado, a primeira coisa que faz é declarar que isso é armação dos seus inimigos políticos, ou que é uma conspiração da imprensa, ou que, por fim, está sendo caluniado. Vossa Excelência, ao contrário, disse que quer ser investigado e, em nenhum momento, se disse vítima de algum tipo de conspiração.” 
Flexa Ribeiro (PSDB-PA) – “O que nós vimos aqui [...], de reconhecimento pelo seu trabalho e pela sua conduta, é suficiente para que a nação brasileira o tenha como uma das reservas morais do nosso país.” 
Francisco Dornelles (PP-RJ) – “Eu queria reiterar a Vossa Excelência o meu maior respeito e a minha maior admiração, e manifestar a minha confiança ampla, geral e irrestrita na conduta e nos procedimentos de Vossa Excelência. Muito obrigado.” 
Ana Amélia (PP-RS) – “Confesso que, no final de semana, ao ler o noticiário sobre a divulgação das gravações de escutas telefônicas das conversas de Vossa Excelência, fiquei perplexa [...]. E, num momento de perplexidade, fico mais tranquila agora com os esclarecimentos [...] aos seus colegas que, aqui como eu, aprenderam a admirar essa firmeza e esse compromisso com a legalidade, com a responsabilidade e com o trabalho comprometido com a ética na política.” 
Paulo Paim (PT-RS) – “Convivo com Vossa Excelência há praticamente dez anos. Nem sempre defendemos as mesmas posições. Mas eu aprendi a respeitar Vossa Excelência pela transparência.” 
Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) – “Ilustre senador Demóstenes Torres, não é por acaso que a Casa hoje verifica esta interminável sucessão de apartes ao pronunciamento de Vossa Excelência. É que todos nós aqui o conhecemos. [...] Então, para quem o conhece, evidentemente, não carecia nenhuma explicação.” 
Jorge Viana (PT-AC) – “Certamente, Vossa Excelência vai ajudar-nos a fazer com que este país fique um pouco melhor do ponto de vista do manuseio de processos inconclusos, de acusações sem provas e, especialmente, de ilações. [...] Há questões absolutamente pessoais, que não se podem confundir com a postura pública de Vossa Excelência.” 
Marta Suplicy (PT-SP) – “Quero dizer que sua atitude de vir aqui e de se posicionar levou toda esta Casa, pela sua trajetória pública e também pela maneira como está lidando com essas insinuações, a ter uma postura uníssona de situação e de oposição, o que é muito raro. [...] A seriedade de acusações desse tipo, vazamentos, insinuações fazem com que o cidadão, no caso um senador brilhante de oposição, passe por uma situação absolutamente constrangedora.” 
Kátia Abreu (PSD-TO) – “Tenho a convicção de que tudo isso não vai passar de um grande dissabor, e de que Vossa Excelência vai provar sua inocência, como já está fazendo neste momento. Com muita dignidade, sobe à tribuna, pede o apoio dos colegas, fala sua versão, trabalhando com transparência, como sempre fez no Senado Federal.” 
Ricardo Ferraço (PMDB-ES) – “A obra de Vossa Excelência como promotor e como secretário de Segurança Pública, com o combate destemido ao crime organizado em Goiás, e a trajetória de Vossa Excelência no Senado da República já me faziam ser seu admirador ainda a distância – quando, do meu estado, eu admirava a forma destemida, com o coração aberto, com o peito aberto, com que Vossa Excelência sempre exerceu suas convicções.” 
Armando Monteiro (PTB-PE) – “A proximidade do convívio me permitiu ser testemunha de sua atuação, do zelo e da seriedade no desempenho de seu mandato. [...] Receba, portanto, o testemunho do meu apreço e a manifestação da minha confiança.” 
Antonio Russo (PR-MS) – “Professor Demóstenes, eu queria agradecer-lhe os ensinamentos que nos oferece neste momento. [...] E, com altivez, dando um ensinamento, o senhor dá um exemplo do que é a classe política, do quanto ela paga, de qual o preço que ela paga, injustamente às vezes.” 
José Agripino (DEM-RN) – “A cautela recomendava que as pessoas não fizessem qualquer tipo de aparte. Para surpresa do plenário, quando Vossa Excelência ia descer da tribuna, o senador Suplicy pediu um aparte. [...] Mas este Plenário, sábio como é, pela voz dos seus líderes, dos seus integrantes, reduziu o fato à sua real dimensão. [...] Vossa Excelência não cometeu nenhuma afronta à ética!” 
Ivo Cassol (PP-RO) – “De repente, alguém de dentro da família, infelizmente, no meio da caminhada, pode seguir um caminho torto, e o restante da família não se pode sacrificar. Portanto, sou solidário ao senhor.” 
* Declarações registradas em plenário pelo serviço de taquigrafia do Senado.