* Este blog luta por uma sociedade mais igualitária e justa, pela democratização da informação, pela transparência no exercício do poder público e na defesa de questões sociais e ambientais.
* Aqui temos tolerância com a crítica, mas com o que não temos tolerância é com a mentira.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Midia esconde novas usinas a carvão da Alemanha


Termelétrica a carvão em Karlsruhe

trecho de artigo de Kelvin Kemm, no sitio CFACT - tradução botocuda

É incrível como   a mídia internacional é tendenciosa quando se trata de geração de energia, especialmente elétrica.
Em meados de agosto, a Alemanha inaugurou uma nova usina 2.200MW (2,2 Gigawatts) - a carvão - perto de Colônia, e praticamente nenhuma palavra foi dita sobre isso na grande mídia venal. Essa escassez de informação é ainda mais surpreendente quando se considera que a Alemanha tem dito que a construção de novas usinas a carvão é necessária porque a eletricidade produzida pelo vento e solar acabou por ser demasiado cara e pouco confiável.
Em uma situação de deterioração econômica, o novo ministro do meio ambiente da Alemanha, Peter Altmaier, que nem é politicamente próximos à chanceler Angela Merkel, sublinhou repetidamente a importância de não prejudicar ainda mais a economia da Europa - e da Alemanha - aumentando o custo da eletricidade .
Ele também se diz preocupado em seu país se tornar dependente de importações estrangeiras de energia elétrica, o esteio de seu setor industrial. Para evitar esse risco, Altmaier deu luz verde para a construção de 23 novas usinas movidas a carvão, que estão atualmente em construção.
Sim, você leu corretamente, 23 (vinte e trés) - novas usinas a carvão estão em construção na Alemanha, porque a Alemanha está preocupada com o aumento do custo de energia elétrica e porque não podem se dar ao luxo de estar na posição estratégica de importar eletricidade.
Apenas recentemente, os números alemães  sobre a produtividade real de poder do vento no país  ao longo dos últimos dez anos foram divulgados. O número é 16,3 %!... Devido à natureza inerente intermitente do vento, o sistema de energia eólica alemão foi concebido para um fator de carga de 30% inicialmente. Isso significa que esperavam obter até 30% da capacidade instalada - contra cerca de 85-90% para o carvão, gás natural, instalações nucleares e hidrelétricas.
Isso significa que, quando constroem 3.000 MW (3 Gigawatts) de energia eólica, esperam obter realmente apenas 900 MW, porque o vento não sopra sempre e com as velocidades exigidas. Mas, na realidade, depois de dez anos, descobriram que estão realmente chegando apenas  a um pouco mais da metade do que tinham previsto de forma otimista e irracional, obtendo só os 16,3% citados de eficiência do sistema.
Ainda pior, depois de gastar bilhões de euros em subsídios, o total combinado da Alemanha em instalações solares têm contribuído com um misero e imperceptível, 0,084% de eletricidade [da Alemanha] nos últimos 22 anos. Isso não é nem um décimo de um por cento. Além disso, o custo real na Alemanha (como em qualquer lugar no mundo) da energia eólica e solar é de longe muito superior ao custo da energia de termelétricas a carvão, gás ou nuclear. Muito caro para  as "limpas" energias solar e eólica. Muito caro para todos os empregos alemães que dependem do acesso confiável à eletricidade abundante e acessível.

2 comentários:

  1. Não é a mídia. É os verde-otários que impedem construção de usinas nucleares. É a única saída para quem não tem o potencial hídrico do Brasil.

    ResponderExcluir
  2. Devido aos acontecimentos recentes a energia nuclear também não é bem vista pela população, e a Alemanha tem a 6a maior reserva de carvão do mundo. Um país com potencial tecnologico de P&D tao grande como a Alemanha tem mais é que aproveitar suas reservas naturais e investir em tecnologias limpas para o processo de extração do carvão e geração de energia nas termelétricas!

    ResponderExcluir