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segunda-feira, 16 de maio de 2011

3 ½ minutos de contemplação da vida

Robins: 4 Eggs, 4 Weeks from Fred Margulies on Vimeo.

Onde foi parar o álcool?...


Por Sergio Cruz, no sempre ótimo e irreverente Hora do Povo

A presidente Dilma Rousseff cobrou, no início da semana, em reunião com ministros de seu governo, um maior controle sobre o abastecimento de etanol para os consumidores brasileiros. Ela está inconformada com a falta do combustível nos postos e o aumento nos preços observado nas últimas semanas. Dilma criticou as empresas produtoras, sobretudo os executivos de companhias estrangeiras, por não estarem se comprometendo com os planos estratégicos do governo. “A entrada de empresas multinacionais no setor”, avaliou, “não resolveu esse problema. Ao contrário, agravou a visão restritiva dos compromissos”.

Com a intensa desnacionalização observada no setor sucroalcooleiro nos últimos anos, o governo passou a deter cada vez menos controle sobre níveis de estoques em mãos privadas e dos levantamentos de oferta e demanda internas. A determinação da presidenta Dilma para que a ANP (Agência Nacional do Petróleo) passe a ter maior controle sobre a quantidade de etanol produzida e o fluxo de comercialização das usinas, revela a falta de controle que vinha imperando no setor.

Por determinação da presidenta, o produto passará a ser tratado como combustível estratégico e não mais como um mero derivado da produção agrícola. O aumento do consumo de etanol nos últimos anos e a falta de oferta, apesar de ter havido aumento da produção (48% em relação ao ano anterior), tem provocado elevação dos preços ao consumidor.

Dilma chegou a mencionar que, “no limite”, pensaria em uma eventual taxação das exportações de açúcar. Há uma forte suspeita, observada também pela presidenta, de que os grandes grupos produtores estariam desviando a produção para o açúcar em detrimento do etanol. Os preços da commodity são os maiores desde a década de 70 e sua remuneração supera a do etanol em 75%. Os produtores estariam mais interessados em ganhar com a bolha especulativa do que garantir o abastecimento interno de álcool. A certa altura, Dilma disse aos ministros que, se os EUA decidissem retirar as tarifas ao etanol brasileiro, o país passaria pelo vexame de não ter como fornecer o combustível ao exterior. Ao contrário, o país virou importador de etanol - e justamente dos EUA.

Preocupada com a forte alta de preços nas bombas e as ameaças de desabastecimento, a presidenta encomendou também a quatro auxiliares estudos para reduzir “substancialmente” a mistura de etanol à gasolina, que hoje varia de 20% a 25%. Participaram da reunião os ministros Antonio Palocci (Casa Civil), Guido Mantega (Fazenda), Edison Lobão (Minas e Energia) e Wagner Rossi (Agricultura).

Um dos maiores símbolos da monopolização do setor, bem como da desnacionalização da produção de álcool e açúcar no Brasil foi a compra da Cosan, empresa brasileira, maior produtora de açúcar e álcool do mundo, pela multinacional anglo-holandesa Shell. A Shell passou a controlar a produção de etanol, açúcar e energia e o suprimento, além da distribuição e comercialização de combustíveis. O negócio incluiu a aquisição pela multinacional de todas as 23 usinas de açúcar e etanol da empresa brasileira.

Para quem tinha a ilusão de que a Cosan e a Shell tinham apenas se fundido, bastou comparar o faturamento das “associadas” para saber quem comprou quem: enquanto a Cosan fatura anualmente cerca de US$ 8,5 bilhões, a Shell fatura US$ 458 bilhões. A Cosan, além de produtora de açúcar, já atuava no setor de distribuição após a compra dos postos da Esso. A Shell também atuava no setor de distribuição de combustíveis, mas não na produção de etanol.

Com a aquisição pela multinacional das 23 usinas de açúcar e etanol da empresa brasileira passaram para controle estrangeiro aproximadamente 60 milhões de toneladas de capacidade de moagem de cana-de-açúcar por ano, com capacidade de produção de mais de 2 bilhões de litros de etanol. Além disso, a Cosan transferiu para a Shell quatro refinarias de açúcar, todos os ativos de cogeração de energia a partir do bagaço de cana-de-açúcar, participação em empresa de logística de etanol, 1.730 postos de serviços e dois terminais portuários de distribuição de combustíveis. Nos últimos três anos ocorreram no Brasil 60 operações desse tipo envolvendo 100 usinas.

Analistas avaliam que a maior monopolização, resultado das fusões e aquisições, aumentaram a capacidade das empresas de segurarem seus estoques para manipularem os preços. O Professor do Departamento de Administração - Faculdades de Ciências Sociais e Agrárias de Itapeva/Fait, Flauzino Auzino Antunes Neto, avalia que, com a desnacionalização e a monopolização do setor, está diminuindo a competição e havendo um aumento exagerado dos preços.

A multinacional francesa Louis Dreyfus passou a ser a segunda maior empresa em operação no Brasil. A terceira era a Moema, mas esta foi adquirida pela norte-americana Bunge. Outra gigante que também atua no setor é a BP (British Petroleum).

Outros grupos dos EUA e de outros países, como Archer Daniels Midland (ADM) - maior produtora de etanol dos EUA -, Cargill, Infinity Bio-Energy, Clean Energy Bio-Energy, Globex e Pacific Ethanol, Kleiner, Perkins, Caufield & Byers, também ampliaram seus negócios no Brasil. “Sairemos de umas 400 usinas na mão de 80 grupos, para 90 usinas nas mãos de 30 grupos”, disse Flauzino Neto.

E o pior é que este aprofundamento da desnacionalização – uma ambevização da economia brasileira –, além de desorganizar o setor e provocar preços extorsivos ao consumidor, vem se dando com entrada reduzida de capitais trazidos pelas empresas compradoras. É que a desnacionalização tem sido feita sob os auspícios do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Só a Cosan, por exemplo, foi contemplada com R$ 986,5 milhões pouco antes de ser adquirida pela Shell.

domingo, 15 de maio de 2011

Gente diferenciada


(*) Texto de Luiza Pereira, 8 anos, estudante do Colégio Pentágono (unidade Caiubi) e filha do Chico Bicudo, publicado no blog do Chico. Fotos de Elisa Marconi.





Ontem, dia 14 de maio, eu e minha família fomos ao churrascão da gente diferenciada.

Fomos nos manifestar porque 3.500 pessoas do bairro de Higienópolis fizeram um abaixo-assinado para que não fosse construída uma estação de metrô por lá.

Uma senhora chamada Guiomar falou que não queria que construíssem o metrô no bairro porque iria juntar gente diferenciada (ou seja, pobres).

Eu acho que isso não tem nada a ver, é um absurdo, essas pessoas são preconceituosas. Acho que todos têm direito a transporte público, sendo pobre ou não. E só porque certas pessoas têm menos dinheiro não quer dizer que sejam piores do que as que têm mais dinheiro.

Eu cheguei à manifestação com medo, porque tinha muita polícia, e fiquei assustada. Mas depois vi que estava tudo bem e que não tinha perigo.

E são exatamente esses os temas que estou estudando no colégio, o respeito à diversidade, a tolerância e os direitos de todos.


Por Antônio Mello, no seu blog:

Não importa o que diga ou não diga a "grande imprensa", ontem foi um dia histórico em Higienópolis, que veio coroar a semana de uma divertida batalha comandada pela internet e seus facebookeiros, twitteiros e blogueiros.

Não importa que eles digam que foram 200, 600 ou mil. Nós estávamos lá e vimos quantos éramos, quantos somos. Mesmo que muitos de nós de outros estados (como eu) não estivéssemos fisicamente em Higienópolis.

Mais importante é o fato que ninguém pode negar: um evento virtual criou uma realidade concreta (o dado concreto do Lula), fez o metrô desdizer o governador, os jornalões serem PAUTADOS por nós e criou um flash mob para uns, um agitprop para outros, ou passeata, churrascada, diversão, um ponto de encontro, um marco zero (quantos novos relacionamentos não terão começado ali?).

Daí a justificada alegria que se vive desde ontem nas redes e que é a minha também aqui.

Não importa o que eles digam, ou se dizem que NÃO.

Nós dizemos que SIM foi um sucesso.

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Policial para manifestante: Quem é que lidera isso aí?...

Resposta: O povo!

Policial: !?!

sábado, 14 de maio de 2011

New Beetle 2012

O comercial é bem bolado, mas o velho fusca ainda é mais.

Seção – Porque hoje é sábado!... mais dois desenhos do Pluto

Boeing 747-400 X Volkswagen Gol 1.6: qual deles consome mais combustível?

Por Jonas Liasch, no Cultura Aeronáutica


A princípio, a resposta à pergunta acima pode parecer muito simples. Afinal, o enorme e poderoso Boeing 747-400 consome cerca de 15 mil litros de querosene de aviação por hora de voo, enquanto um Gol 1.6 lotado gastaria, no mesmo intervalo de tempo, pouco mais de 8 litros de gasolina, rodando a 100 Km/h em uma rodovia.


Todavia, a questão não é tão simples assim, pois temos que considerar outras variáveis importantes. Afinal, enquanto um Boeing 747-400 na sua configuração mais usual leva 416 passageiros, mais 20 tripulantes, um Gol 1.6 leva apenas 3 passageiros e um motorista. E devemos considerar também que, se, em uma hora, um Gol roda 100 Km, um Boeing 747-400, em voo de cruzeiro, voa aproximadamente 950 Km nesse mesmo tempo.
Considerando essas variáveis, o cálculo começa a ficar mais interessante, e a grande vantagem do Gol sobre o 747 já começa a ficar discutível. Então, nós resolvemos fazer um cálculo hipotético de uma viagem entre as cidades de Guarulhos, em São Paulo, e Manaus, para resolver a questão.

Para simplificar as coisas, resolvemos considerar apenas velocidade e consumo de cruzeiro, para o avião, e velocidade e consumo em rodovia, para o carro. Afinal, se um avião vai consumir mais e voar mais devagar na subida e nos circuitos de tráfego, por exemplo, o carro também enfrentará trechos urbanos em vários pontos da viagem, nos quais sua velocidade também será menor e seu consumo maior.


Outro ponto a ser considerado é a capacidade de passageiros de cada um dos veículos. Um Boeing 747-400 pode levar 524 passageiros em duas classes, ou até mesmo 624 passageiros em configuração doméstica (modelo 747-400D) mas, na prática, a grande maioria dos aviões atualmente em uso leva em média apenas 416, em três classes. Então, vamos considerar um avião com 416 passageiros a bordo, um 747-400 típico lotado.


Por sua vez, um Gol poderia levar quatro passageiros, mais o motorista, mas, convenhamos, isso não seria muito prático para uma viagem de quase 4.000 Km. Então, vamos considerar um carro com apenas 3 passageiros. Então, temos um equilíbrio relativo entre a capacidade de passageiros do avião e do carro.


As distâncias entre as duas cidades também varia, conforme seja feita por via rodoviária ou por via aérea. O avião, nesse caso, leva enorme vantagem, pois pode, ao contrário do carro, seguir uma rota mais ou menos direta.

Para o Boeing 747, consideramos uma rota por aerovias superiores, em uma carta FPC -
Flight Planning Chart, em vigor a partir de 10 de março de 2011. A aeronave voaria, então, 67 NM (Milhas Náuticas) entre BCO (VOR Bonsucesso, em Guarulhos) até PCL (Poços de Caldas, MG), 348 NM até Goiânia, na Aerovia UL304, 278 NM de Goiânia até o fixo Teres, ainda na Aerovia UL304, e depois 768 NM de Teres até Manaus, na Aerovia UZ6. Considerando ainda umas 50 NM para os procedimentos de saída , eventuais órbitas de espera e aproximação, temos um total de 1511 NM de distância, 2.798 Km.

Para o Gol, consideramos uma rota sugerida pelo Google Maps, através de várias rodovias federais e estaduais, com os maiores trechos situados na BR 364 (foto abaixo) até Porto Velho, e BR 319 de Porto Velho até Manaus, num total de 3.873 Km entre trechos de rodovia e urbanos, mais de 1.000 Km mais longo que a rota por via aérea.


O Volkswagen Gol 1.6, que pode ser considerado um típico automóvel brasileiro, consome cerca de 8,3 litros de combustível a cada 100 Km rodados, considerando um consumo médio de 12 Km/l em estrada, com 4 pessoas a bordo mais bagagem, ou seja, muito pesado. Considerando esse consumo, o Gol gastaria então 323 litros de gasolina para ir de Guarulhos até Manaus, um total de aproximadamente 108 litros de gasolina para cada um dos três passageiros a bordo.


O Boeing 747-400, por sua vez, considerando-se um consumo horário aproximado de 15.000 litros de querosene por hora em cruzeiro no FL (Flight Level = Nível de Voo) 340 (35 mil pés), e uma velocidade de cruzeiro de Mach 0,86, a 50ºC negativos de temperatura verdadeira do ar, vai conseguir, aproximadamente, voar a 500 Knots (926 Km/h). Considerando esses dados, veremos que o voo vai durar, considerando a distância de 1511 NM, 3 horas e um minuto. Como o consumo é 15.000 litros a cada 60 minutos, a aeronave vai consumir um total de 45.250 litros de querosene, aproximadamente 109 litros para cada um dos 416 passageiros a bordo.


Então, a grande distância que separava o consumo do Boeing 747 do consumo do Gol 1.6 já não é tão grande assim. Deu um empate técnico, 108 litros de gasolina por passageiro, para o Gol, contra 109 litros de querosene por passageiro, para o Boeing 747, uma vantagem de menos de um por cento para o carro.


Ainda que o Gol tenha, teoricamente, ganhado a disputa, devemos considerar que o Gol, se mantivesse uma velocidade média de 80 Km/h na estrada, alta para os padrões das rodovias envolvidas, demoraria pelo menos 48 horas e meia para chegar a Manaus, rodando continuamente e sem considerar as paradas necessárias para repouso e reabastecimento, enquanto o Boeing faria a viagem em pouco mais de 3 horas de voo, sem nenhuma parada.

Outra vantagem que o Boeing 747-400 teria sobre o Gol é a sua imensa capacidade de carga. Além dos passageiros e de suas bagagens, o 747 poderia levar muitas toneladas que carga, que facilmente anulariam a ínfima vantagem em favor do Gol, mesmo considerando que o querosene de aviação custa 30 por cento a mais que a gasolina automotiva, no Brasil.

O leitor deve ter em mente que todos esses cálculos referem-se, unicamente, ao consumo de combustível entre dois veículos totalmente diferentes, não considerando, portanto, outros custos embutidos, tanto na viagem por rodovia quanto na viagem por via aérea, como tripulação, manutenção, tarifas aeroportuárias, pedágios, refeiçoes e hospedagem.

Uma questão interessante, neste caso, é o impacto ambiental provocado por ambos os meios de transporte. Os aviões são acusados, frequentemente, de provocar um impacto ambiental, proporcionalmente, muito maior que o impacto provocado por outros meios de transporte.

Como o impacto ambiental está diretamente relacionado com o consumo de combustível, podemos chegar á conclusão que isso não é verdade, ou que, pelo menos, é altamente discutível. Se é verdade que os aviões menores que o 747 consomem mais combustível por passageiro, também é verdade que uma parcela considerável de automóveis consome mais combustível que o Gol 1.6, e muitas vezes levam apenas seu condutor a bordo, a baixa velocidade e no trânsito urbano.

RTM, que pertence à Stericycle, faz transporte clandestino de lixo hospitalar do Rio Grande do Sul para Rio Negrinho


Por Enio N Raffin, no site Máfia do Lixo

A gigante Stericycle é uma sociedade de direito norte-americana que presta serviços de gestão integrada de resíduos a diversas indústrias e em diversos segmentos de resíduos urbanos e perigosos, incluindo resíduos hospitalares. Atua em diversos países, entre eles o Brasil.

Em julho do ano passado a companhia Stericyle comprou 70% da empresa brasileira SERQUIP Tratamento de Resíduos Ltda, que atua na gestão de resíduos sólidos urbanos e atualmente presta serviço de coleta, transporte e incineração dos resíduos sólidos perigosos, entre eles os resíduos de serviços de saúde.

O sócio majoritário da SERQUIP é o executivo da Stericycle no Brasil.

Após o ingresso da Stericycle no Brasil, a gigante americana expandiu a sua atuação para o Rio Grande do Sul, onde comprou a empresa gaúcha RTM Resíduos Especiais Ltda, que pertencia ao portfolio do grupo PRT, da cidade de Santa Maria.

A RTM Resíduos Especiais Ltda atua também na área de coleta, transporte e destinação final de resíduos de serviços de saúde.

Na última terça-feira (03/05), na divisa do Rio Grande do Sul com o estado de Santa Catarina, na estrada BR-153, a Polícia Ambiental gaúcha sediada no município de Erechim, prendeu em flagrante o caminhão Mercedes Benz, de placas ILA-4334 e ILA-3212, emplacado em Santa Maria, cujo proprietário é a empresa PRT Prestação de Serviços Ltda.

O caminhão Mercedes Benz carregado com resíduos sólidos de saúde (lixo hospitalar) não estava licenciado pelos órgão ambientais do Rio Grande do Sul (FEPAM-RS) tampouco de Santa Catarina (FATMA-SC).

LOCAL CAMINHAO RTM RTM que pertence a Stericycle faz transporte clandestino de lixo hospitalar em solo gaúcho na divisa com Santa CatarinaA carga de lixo hospitalar tinha como destino um empreendimento instalado no município catarinense de Rio Negrinho (1).

Na NOTA FISCAL dessa carga de resíduos hospitalares consta a razão social da empresa RTM Resíduos Especiais LTDA, que tem sede em Santa Maria.

Esse lixo hospitalar estava sendo transportado em carroceria aberta do caminhão Mercedes Benz da PRT, sem cobertura com lona, de forma que os materiais estavam sendo protegidos precariamente por uma rede plástica em péssimo estado de conservação, a qual se rasgou ao longo da viagem. Parte dos resíduos de saúde, com o deslocamento do caminhão, eram lançados ao longo da pista de rolamento.

Além do caminhão Mercedes Benz estar sem a licença ambiental para o transporte, encontrava-se desprovido de equipamento de emergência para acidente com cargas perigosas, não possuía placa de indicação do produto transportado, e o licenciamento do veículo se encontrava vencido. Inacreditável que se pudesse trafegar assim pelas estradas gaúchas e catarinenses.

O morotista do caminhão Mercedes Benz não possuía roupa especial para manipular produtos infectantes se necessário for, e em caso de acidente, inexistia máscara, viseira e outros equipamentos ogrigatórios de transporte regular para resíduos de serviços de saúde.

Foi lavrada suspensão da atividade de transporte da carga transportada, e notificado os infratores a comparecerem no Quartel do 2º Pelotão de Polícia Ambiental no município gaúcho de Erechim, onde foi feito o Boletim de Ocorrência.

As infrações de trânsito tiveram suas providências tomadas pela Policia Rodoviária Federal (PRF) que também compareceu na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina.

Esse crime ambiental deve ser profundamente investigado pela Delegacia de Proteção do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul, que tem por titular a delegada Elisangela Melo Reghelin, e pelo promotor regional de Defesa do Meio Ambiente, Daniel Martini, do Ministério Público do Estado do RS.

Perguntas devem ser respondidas pelas autoridades ambientais do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

É preciso saber qual o estabelecimento de sáude que produziu esses resíduos perigosos, transportados irregularmente.

Saber também qual o aterro de resíduos, em Rio Negrinho, que iria receber uma carga de “lixo hospitalar” conforme a nota fiscal extraída onde aparece a razão social da RTM.

As autoridades precisam conhecer nos processos de licenciamentos da FEPAM, no Rio Grande do Sul, para comprovar se a empresa RTM possui veículos licenciados para o transporte de resíduos de saúde.

Ora, se a RTM estava utilizando um caminhão Mercedes Benz da empresa PRT, é porque a RTM, em tese, não possui veículos para o transporte de resíduos perigosos.

Caso a empresa RTM não possua veículos próprios para o transporte de resíduos de saúde, se deve quertionar quais os caminhões que a empresa do grupo Stericycle está utilizando para atender os seus clientes regulares, que precisam destinar os seus lixos hospitalares.

Se a delegada Elisangela Melo Reghelin e o promotor de justiça Daniel Martini visitarem o site da FEPAM na internetvão se surpreender com a informação da DECISÃO ADMINISTRATIVA DE REVOGAÇÃO DE LICENÇA Nº 57/2010, com base nos autos do processo administrativo nº 23463-05.67 / 09.0.

DETETIVE LUPA RTM que pertence a Stericycle faz transporte clandestino de lixo hospitalar em solo gaúcho na divisa com Santa CatarinaConsta nos autos desse processo, que “a Fundação Estadual de Proteção Ambiental – FEPAM expediu a Licença de Operação nº 8981/2009, autorizando a PRT- PRESTACAO DE SERVICOS LTDA, para a atividade de FONTES MÓVEIS DE POLUÍÇÃO, com 5 veículos, no Estado do Rio Grande do Sul, para o TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE PRODUTOS E/OU RESIDUOS PERIGOSOS”.

Diz ainda o referido documento (Parecer Técnico de Revogação de Licença n° 939/2010), que a “FEPAM recomenda a revogação da Licença de Operação nº 8981/2009, por Falta de Responsável Técnico”.

Desde a data de 05 de Abril de 2010 a empresa PRT não pode realizar o TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE PRODUTOS E/OU RESIDUOS PERIGOSOS.

Ou seja, a PRT não poderia ter cedido à RTM o caminhão Mercedez Bens de placas ILA-4334 e ILA-3212 para o transporte de lixo hospitalar, pelo fato de não ter o licenciamento ambiental para esta atividade e ainda por estar totalmente irregular para esse serviço de transporte de cargas perigosas.

Em outras palavras, a delegada Elisangela Melo Reghelin e o promotor de justiça Daniel Martini podem comprovar ou não, que o transporte de “lixo hospitalar” da empresa RTM, possa estar, em tese, desde a data de 05 de abril de 2010, sendo realizado por meio de caminhões que não estão licenciados na FEPAM e na FATMA.


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DESDOBRAMENTOS


Naquele mesmo dia, por volta das 14h15 o principal executivo da Stericycle no Brasil, Alexandre Menelau, manteve contato com o editor do site.

Menelau vem a ser o sócio majoritário da empresa SERQUIP Tratamento de Resíduos Ltda, a qual atua na prestação de serviços de coleta, transporte e incineração dos resíduos sólidos perigosos, entre eles os resíduos de saúde. Em julho do ano passado, Alexandre Menelau anunciou a venda de 70% da SERQUIP para a americana Stericycle.

O contato do executivo Alexandre Menelau teve por tema a ocorrência de um caminhão com carga de resíduos de sáude que foi apreendido pela Polícia Rodoviária Federal na divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Logo após o contato em questão, a RTM Resíduos Especiais Ltda encaminhou ao editor do site, email com a versão da empresa citada na notícia, a qual transcrevo na sua íntegra.

Sr. Enio Noronha Raffin

Editor do Site Máfia do Lixo

A empresa RTM Resíduos Especiais Ltda., vem esclarecer os fatos mencionados no conceituado sitewww.mafiadolixo.com publicados no dia 05 de maio do corrente ano:

A empresa não estava transportando “lixo clandestino”, como mencionado no titulo da matéria.

Os resíduos transportados eram oriundos de pequenos, médios e grandes geradores de resíduos da saúde detentores de contrato com a empresa e informados ao órgão ambiental competente.

A carga transportada estava acompanhada de MTR (Manifesto de Transporte de Resíduos), descrevendo a quantidade e também declarando que o resíduo estava tratado pelo método de autoclavagem, ou seja, não perigoso.

O licenciamento do veículo estava perfeitamente adequado ao resíduos que transportava, conforme orientação da FEPAM e também a Resolução do Conama de nº 358/05, diz que “os resíduos de serviços de saúde devem ser acondicionados e transportados às exigências legais referentes às Normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, assim como os veículos utilizados para o seu transporte externo”. Para obter a classificação dos resíduos gerados após a autoclavagem, a RTM Resíduos Especiais Ltda, contratou os serviços de um laboratório certificado para efetuar esta análise. Com base na NBR 10004, o laboratório certificou que os resíduos após passarem pelo sistema de tratamento se enquadram na CLASSE II – Não perigosos, conforme a constava na MTR da carga transportada.

A carga era transportada com uma rede de proteção que acabou se rasgando em parte no decorrer da viagem. Mas mesmo assim, em momento algum o resíduo se espalhou pela pista ou por qualquer outro lugar.

O veículo que transportava os resíduos como já foi mencionado estava com os equipamentos e materiais necessários à carga que transportava, se estivesse transportando algo diferente de uma carga de resíduos inertizados poderia ser exigido outro tipo de equipamento e treinamento especial de seu condutor, o que não era o caso em debate.

A RTM possui todas as licenças para operação e transporte dos resíduos com os quais trabalha, é constantemente fiscalizada pela FEPAM e todos os demais órgãos de controle ambiental, bem como, seus veículos ou de terceiros estão capacitados para os transportes a que se destinam, passando por diversas fiscalizações nas diferentes estradas e caminhos que percorre.

Por derradeiro e no intuito de bem informar os resíduos inertizados que estavam sendo transportados dirigiam-se a um Aterro Sanitário localizado na cidade de Rio Negrinho, detentor de todas as licenças e autorizações ambientais para o recebimento dos mesmos, inexistindo qualquer infração a qualquer norma ambiental vigente.

Cabe salientar que os Resíduos de Serviços de Saúde, conforme apresenta a Resolução 283 do Conselho Nacional do Meio Ambiente, após receberem o tratamento (autoclavagem), passam a ser resíduos comuns (Grupo D), embora não com as mesmas característica, mas podendo estes, serem dispostos em aterros sanitários que recebem resíduos domésticos.

Esses são os esclarecimentos que julgamos devam ser divulgados para que os leitores desse conceituado site de informações específicas possam formar sua opinião, desde já nossos sinceros agradecimentos.

Santa Maria, 06 de maio de 2011.

RTM – RESÍDUOS ESPECIAIS LTDA

http://rtmambiental.com.br/home


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NOTA BOTOCUDA - Então tá!...

(1) Aterro Industrial, particular, situado em Rio Negrinho, diferente do aterro sanitário municipal de Rio Negrinho.