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sexta-feira, 19 de março de 2010

Veja - desmentida vergonhosamente

A revista Veja (1) é o meio de comunicação mais abjeto que circula na nossa Botocundia.

O pior é que é a fonte de informação de um vasto batalhão de almofadinhas neocons da classe média em suas teses quando vem debater assuntos políticos nas rodas de amigos... é a maior tristeza (2).

Na sua sanha por criar situações que prejudiquem a candidata do governo para as próximas eleições o panfleto colorido da família Civita faz qualquer coisa, como na ultima razia que patrocinou com mentiras desde a manchete de capa (3), como podem ver na figura que ilustra este post... já foi vergonhosamente desmentida!... e agora por um órgão oficial [CLIQUE PARA LER A DESFEITA].

Mas nem vão se fazer de rogados. Amanhã aquela publicação “idônea” aparece com outra cascata que será repetida no JN da Globosta de sábado a noite, que será martelada nos jornalões de domingo, que será requentada na segunda feira pelo Alexandre Garcia – o Homem-Cueca… e assim vai.

Enquanto houver quem financie (e não estou falando de assinantes ou compradores em banca) esta porcaria, vai continuar a baixaria. Os otários classe média vão continuar discutindo alegremente os escandalos levantados por Veja nos botecos... e achar que são os reis-da-cocada-preta. Ó tempora... Ó mores!...


NOTAS

(1) eu já fui assinante desse lixo - uiii!... e na época... EU ACREDITAVA!...

(2) certamente eu era assim... estou com vontade de chorar!

(3) a descrição do episódio, dos malabarismos e factóides criados pela Veja está aqui


Atualização em 20/03, 20:07

O panfleto colorido semanal não se dá por vencido!

Adaptado do Nassif

O jogo ficou assim:

1. A Veja informou que Vaccari foi denunciado pelo doleiro Lúcio Funaro (que ela agora chama de “consultor financeiro”) em um sistema de delação premiada. Mencionou relatório sigiloso do depoimento, que estaria no inquérito do “mensalão”. Só disse isso, não apresentou documento nenhum. O leitor fica dependendo, então, da palavra do repórter. Pouco antes, noticiou que o promotor José Carlos Blat pediria a quebra do sigilo de Vaccari, devido à suspeita de que tivesse havido desvios para financiamento de campanha. Também sem apresentar documentos. Duas denúncias, portanto, baseadas exclusivamente em declarações: do repórter e do procurador. O PT desmentiu, Vaccari desmentiu. Até aí, morreu Neves. É a palavra de um lado contra a do outro.

2. Aí vem o juiz – que recebeu o pedido de quebra do sigilo de Vaccari – e espinafra o promotor. Acusa-o de promover eventos puramente políticos, já que não havia nada que fundamentasse seu pedido de quebra do sigilo de Vaccari. Ou seja, a palavra do promotor Blat foi para o espaço.

3. Depois, vem a procuradora de São Paulo – que colheu os depoimentos do “consultor financeiro” Lúcio Funaro- e garante que o nome de Vaccari sequer foi mencionado. Desmontou a palavra do repórter.

4. A revista volta ao tema esta semana, espinafra a defesa do PT, faz uma salada estapafúrdia em que mistura José Dirceu (ói ele de novo ai)+ Sarney+Renan Calheiros+Gilberto Carvalho e outros, critica os que falam de “mídia golpista” mas sobre os desmentidos oficiais à matéria… NADA! Fala sobre “evidências” da cobrança de propinas – essas “evidências” já haviam sido desmontadas pelo juiz e pela procuradora, em informações que se espalharam por toda a Internet e por todas as redações do país durante a semana. Seria uma infantilidade ignorar que toda a imprensa leu os desmentidos. Não dá para varrer para baixo do tapete. O jovem repórter Diego Escosteguy está sob suspeita de ter inventado uma matéria. Ele não pode simplesmente responder indignando-se com a não resposta do PT. Seu papel, agora, é mostrar as provas de que a matéria da semana passada não foi inventada, senão corre o risco de jogar sua carreira (promissora?) no lixo.

A ação de Silvio Dreveck contra LHS – 2





A investida do deputado sãobentense Silvio Dreveck contra os responsáveis pela patacoada que ficou conhecida como "Caso Bocelli" já tem os seus primeiros desdobramentos:




BENS INDISPONÍVEIS

O Caso Bocelli pega fogo, agora também no Judiciário. O juiz Luiz Antônio Zanini Fornerolli, da Vara da Fazenda Pública, atendeu em parte as pretensões da Ação Popular da Bancada do PP na Assembléia. Na decisão de ontem concedeu liminar pela indisponibilidade dos bens, até R$ 2,5 milhões, do prefeito Dário Berger, Mário Cavallazzi, Augusto Hinckel e Aloysio Machado Filho. Também suspendeu o contrato entre a Prefeitura e a Beyond Par. A enrascada é grande e também são réus o governador Luiz Henrique e o secretário Knaesel. Como as contas não fecham, o juiz destaca em sua decisão que “não se sabe onde seria empregada a diferença de R$ 2,6 milhões.” Aliás, alguém é responsável por essa soma? Ou o dinheiro simplesmente sumiu?

Info pescada daqui



Privatizou, piorou!



Nossa vila botocuda está passando por sobressaltos privatistas constantes nos últimos meses. O vírus neoliberal se instalou tardiamente nas profundezas mais recônditas dos cérebros dos lideres municipais que estão a frente da administração publica neste momento, e a moléstia que provocou desandou numa diarréia mental colateral sem precedentes.

Querem privatizar tudo: primeiro os serviços de saúde, depois falam em entregar os serviços de água e saneamento (históricamente conduzidos de maneira adequada e competente pela autarquia municipal SAMAE) e passeiam felizes como Alice por outras searas privatistas.

Para iluminar essa questão, muito oportuno é o artigo do sociologo Léo Lince, que trata dos problemas advindos da privatização de alguns serviços públicos no Rio de Janeiro. Podemos facilmente estabelecer um paralelo com a situação corrente aqui em São Bento do Sul. Nos dá uma idéia o que esperar dessas iniciativas. O artigo fala dos transportes públicos (temos problemas nessa área aqui?) mas por comparativo pode ser entendida para todos os outros serviços públicos a ser privatizados :


A crise do metrô do Rio de Janeiro: privatizou, piorou!


ESCRITO POR LÉO LINCE

Originalmente no ótimo Correio da Cidadania

Purgatório da beleza e do caos, o Rio de Janeiro faz jus ao mote da canção. A cidade, linda e maltratada, vive dias marcados pela vizinhança da catástrofe: o colapso total de seu sistema de transporte urbano de massas. E pior: a luz no fim do túnel, tudo indica, é o "trem" desgovernado e na contramão.

Tal sistema, que grande coisa já não era, atravessa um período de acelerada deterioração. A piora na qualidade dos serviços em todos os segmentos do setor tem sido uma dolorosa constante. Não passa um dia sequer sem o sobressalto de alguma notícia triste. Sinais de alerta do impasse que se aproxima.

No caso dos ônibus, onde circula a maioria dos passageiros, a calamidade é antiga e parece sem remédio. Nunca houve licitação e os donos do pedaço, grandes financiadores de campanha eleitoral, mandam e desmandam. As barcas mal conservadas ficam à deriva nas águas da Guanabara. Filas imensas, desconforto geral. Nos trens da Supervia, o desrespeito ao cidadão chega ao limite das chibatadas e o tumulto diário dos vagões superlotados. Um absurdo sem tamanho.

A crise do Metrô completa o desacerto geral que inferniza a vida dos cariocas. Lamentável, pois o Metrô do Rio, enquanto foi uma empresa pública, prestava serviços de excelente qualidade. Limpo, confortável e seguro. Hoje, privatizado, exibe as tarifas mais caras do Brasil. Sujo, desconfortável e inseguro. Defeitos na refrigeração, vagões superlotados, propaganda em demasia em tudo quanto é fresta, até nas janelas dos vagões, o passageiro nem vê as estações. E, o mais grave, uma série crescente de falhas de segurança.

A situação, que vinha piorando de forma paulatina, experimentou um agravamento súbito com a inauguração da linha Pavuna/Botafogo. Uma linha burra, cruzamento da ganância com a irresponsabilidade. Criou um conjunto de intersecção entre as antigas linhas 1 e 2, gambiarra que encalacrou o funcionamento geral. O intervalo entre as composições saltou da casa dos 4 para a dos 7 minutos, daí as estações entupidas. A diminuição de vagões por composição multiplicou o número de passageiros por metro quadrado, daí os vagões atulhados. A superposição de linhas, controlada por sinalização manual e precária, trouxe a lentidão maior ao conjunto e riscos de colisões.

O erro crasso foi inaugurado com pompa e circunstância. Estavam lá, no palanque do desatino, o presidente Lula, o governador Cabral e o prefeito Paes, os três mosqueteiros da privatização. De lá para cá, a situação só fez piorar. Os técnicos mais competentes já alertaram: o projeto está errado. Defendem a volta do projeto original, com a extensão da linha 2 até a Praça XV, sem o uso de trilhos comuns por linhas diferentes. As estações do Estácio e do Largo da Carioca foram projetadas para possibilitar o cruzamento sem transtornos de tais linhas.

O cidadão, vítima de múltiplas irresponsabilidades, se pergunta: reclamar com quem? A agência reguladora, que tem a obrigação legal de fiscalizar o serviço prestado e proteger os usuários, não faz nada. O governo do estado, poder concedente, também não faz nada. Ao invés de cassar a concessão, o governador, movido não se sabe por que mistérios, cuidou de prorrogá-la por mais 20 anos. Reclamar com os felizes donatários do Consórcio que explora o rentabilíssimo negócio é quase impossível.

Nunca se sabe, no tipo atual de capitalismo, quem são os donos ou controladores de semelhantes arapucas. Diziam que era o Daniel Dantas, mas pode ser a "máfia russa" ou qualquer "persona" do mesmo naipe.

O Ministério Público propôs ação que pede o fim da linha burra e a volta da baldeação no Estácio. O Judiciário, por intermédio de uma vara empresarial, intimou a concessionária a prestar esclarecimentos em relação à superlotação. A operação com a nova linha, que coloca em risco a segurança do usuário, pode ser paralisada. Menos mal, mas é pouco. Que a crise sirva para abrir o olho do cidadão. Os serviços públicos essenciais não podem ser entregues à sanha do lucro privado. A prova está no colapso do sistema de transportes urbanos do Rio de Janeiro: privatizou, piorou.

Léo Lince é sociólogo.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Blue & Yellow

blue and yellow from edison on Vimeo.

Isso ai não quer dizer nada, mas é muito legal. É argentino!

As prévias do PMDB catarineta - hora da onça beber água


A prévia do PMDB para escolha dos seus candidatos para as próximas eleições será realizada no próximo dia 27 de março.

Essas ocasiões é que acabam sendo um excelente negócio para os partidários mais ambicios e/ou gananciosos. Ou alguém duvida que já está rolando uma bela grana nessa disputa?

São duas frentes. Mas seriam duas forças políticas ou são duas forças econômicas? O colegiado que irá decidir as prévias é o objetivo dos dois lados. Os integrantes são o alvo do assédio. Haverá alguma oferta ideológica? É claro que não. Qual é a moeda de troca? No mínimo são ofertadas vantagens em troca do apoio. Podem ganhar cargos, poder, benesses regionais e muito mais. Não importa a moeda, há uma compensação financeira direta ou indireta embutida.

Em outras palavras, para os “éticos” peemedebistas catarinetas é a hora de a onça beber água.

Adaptado de info daqui


quarta-feira, 17 de março de 2010

Saneamento Básico – brasilianas.org

Novo programa brasilianas.org, apresentado pelo jornalista Luis Nassif na TV Brasil, do sistema EPC – Empresa Brasil de Comunicação, cujo contrato foi motivo da briga grande recentemente com a Folha (falha?) de São Paulo no blog do apresentador.

O nível das analises trazidas ao publico é muito bom, mas por se tratar de um programa novo, ainda carece de ajustes. Uma das falhas é que é apresentado num formato e linguagem um pouco técnica, os entrevistados falam para o seu publico, parece, dificultando o entendimento de alguns detalhes por parte do espectador não afinado com a questão.

Também escorrega um pouco em definições jurídicas um pouco densas e áridas, o que quase ninguém gosta.

No mais é um tema por demais atual e instigante.


Discussões e debates adicionais sobre saneamento, aqui


Dilma x Serra - ultima pesquisa

caricatura do sempre ótimo: Baptistão


Acaba de sair a pesquisa CNI / Ibope e alguém deve ter sido demitido do IG. O Portal deu a seguinte manchete: “Dilma dispara 13 pontos e Serra cai 3″. Não deu 5 minutos e a manchete foi mudada para um título mais de acordo com as diretirzes PIG: “Ibope: cai diferença entre Serra e Dilma”.


A Folha/UOL continua firme no seu caminho para o descrédito. A manchete do portal é para a avaliação do governo Lula: “Avaliação positiva do Governo Lula bate recorde” (como se isso fosse novidade!), abaixo, num corpo microscópico, a manchetinha: “Serra cai e Dilma sobe, segundo pesquisa do Ibope”.


O G1, dono da pesquisa, também burocratizou a manchete: “Diferença entre Serra e Dilma cai para 5 pontos, diz Ibope”.


Esse PIG não se emenda mesmo.


P.S. Não linkei a pesquisa em si por preguiça, procurem por ai na internet que vocês acham fácil.


Ah!...seus folgados: aqui tem um resultado da pesquisa anunciada hoje