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sábado, 22 de janeiro de 2011

WikiLeaks revela ‘guerra dos transgênicos’


Bettina Barros, Valor Econômico

Um novo vazamento de despachos diplomáticos dos Estados Unidos revelou que o governo americano foi orientado a travar uma guerra comercial contra países da União Europeia que se opusessem a alimentos geneticamente modificados. O país é o maior produtor de transgênicos do mundo.

Segundo o documento revelado ao jornal britânico “The Guardian” pelo WikiLeaks, a embaixada americana em Paris advertiu Washington a iniciar uma guerra comercial “ao estilo militar” em resposta à proibição da França de comercialização do milho transgênico da Monsanto, em 2007. O despacho foi assinado por Craig Stapleton, embaixador em Paris e também amigo e parceiro de negócios com o ex-presidente George Bush.

“Recomendamos a elaboração de uma lista de retaliação que cause alguma dor na União Europeia – já que essa é uma responsabilidade coletiva -, mas também mire os piores culpados”, afirma o documento divulgado ontem. “A lista deve ser de longo prazo, já que não esperamos uma vitória tão cedo”.

Outros despachos, acrescenta o “The Guardian”, mostram que os diplomatas americanos pelo mundo encaram o progresso das culturas geneticamente modificadas como uma estratégia governamental e comercial “imperativa”.

O diário britânico afirma ainda que os EUA deveria exercer “particular pressão” sobre os conselheiros do papa, uma vez que bispos de países em desenvolvimento se posicionam “veementemente contra culturas controversas”. “As oportunidades existem para pressionar o Vaticano e influenciar um amplo segmento da população europeia e de países em desenvolvimento”.

Dados do Serviço Internacional para Aquisições de Aplicações de Biotecnologia (ISAAA, em inglês), organização favorável à tecnologia, os Estados Unidos estão na dianteira de produtos e área plantada com variedades modificadas. Em 2009, plantaram soja, milho, algodão, beterraba, canola e alfafa transgênicos em 64 milhões de hectares. O Brasil está em segundo lugar, com 21,4 milhões de hectares de soja, algodão e milho.

As culturas transgênicas são controversas devido à falta de uma série histórica científica que aponte seus possíveis impactos no ambiente e na saúde humana.



Comentário botocudo – enquanto isso aqui na nossa Pindorama:


Um projeto do líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), sobre sementes transgênicas foi redigido com auxílio de uma advogada da empresa Monsanto (Isso em dezembro de 2010). A proposta libera o uso da polêmica tecnologia “terminator” no Brasil e tem como coautora a advogada Patrícia Fukuma, conhecida por defender causas de empresas com patentes de organismos geneticamente modificados (OGMs) e assessorar juridicamente a indústria de alimentos. Entidades ambientais e da agricultura familiar ouvidas pelo Congresso em Foco entendem que Vaccarezza fez lobby para a indústria de alimentos e multinacionais de transgênicos. O petista nega a acusação.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Mesmo bem intencionados, escrevem muita bobagem por ai

(4) ver notas

Novo ano, nova lei, novo governo. E os resíduos eletrônicos, sem dono, de novo?

extraido do blog Lixo Eletrônico, publicado em 11 de janeiro de 2001



A Política Nacional de Resíduos Sólidos está prestes a ser regulamentada (1). O CONAMA está prestes a normatizar sua resolução sobre resíduos eletrônicos. Há uma série de Políticas Estaduais de Resíduos Sólidos e, inclusive, específicas a Resíduos Eletro-Eletrônicos à espera de regulamentação. Há projetos e programas envolvendo lixo eletrônico são financiados por iniciativas privadas, inclusive por empresas que não são da indústria eletrônica. O mercado de reciclagem cresce e, com ele, a pressão por pesquisas na área. O interesse pela mídia no tema é evidente e a preocupação da população extrapolou os meios ambientalistas. É cenário promissor, sem dúvida. Assim começa 2011, cheio de promessas, como qualquer ano. Entretanto, os problemas de sempre continuam, fortes e agravando-se gradualmente. Ainda não se falou de definir o Modelo de Responsabilidade Nacional sobre Resíduos. Nem de metas graduais(2). Os resíduos provenientes do mercado informal ainda são órfãos, e muitos, e continuarão poluindo. Como lidaremos com os resíduos, como problema ou oportunidade, definirá se haverá um novo, ou um velho disfarçado de novo. De novo?(3)

Notas botocudas:

(1) A PNRS (Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010) foi regulamentada, como prometido, antes de 6 meses, uma coisa inédita em termos de Brasil, pois que temos velharias da Constituição de 1988 que até hoje ainda não foram regulamentadas. A regulamentação (parcial, é verdade) da PNRS se deu por decreto, o nº 7.404 de 23/12/2010.
(2) Dos artigo 33º ao 44º do decreto 7.404 são todos dedicado a metas e diretrizes de gestão de elementos novos, como a logística reversa e planos geográfico-espaciais de residuos das diversas categorias.
(3) Por ai bem se vê como tem gente desatualizada (ou mal intencionada) escrevendo sapiencias ou generalizações planas em blogs.
(4) o video indiano que abre o post é legalzinho!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Hoje é dia de São Sebastião, santo forte!...

Pintura de Marco Palmezzano (1460-1539)

... também meu aniversário! Parabéns pra mim!... ouvindo a inesquecível Elis


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Mas essa imprensa (leia PIGão) é uma porcaria mesmo!


Imprensa dá barrigada com história de cão que guardava túmulo da dona no RJ

Da Redação do portal comunique-se

A imprensa brasileira conseguiu comover a muitos com a história do cão Caramelo, que supostamente guardava o túmulo da dona após ela ter sido soterrada pelos deslizamentos de terra que atingiram a região Serrana do Rio de Janeiro na última semana. A história foi noticiada pelo G1, UOL, Folha.com, R7, Extra e virou até charge de Chico Caruso no jornal O Globo, entre outros. No entanto, segundo o Diário de Teresópolis, a história, repercutida até pela imprensa portuguesa, não passou de uma grande confusão.

De acordo com a reportagem, Caramelo realmente existe e perdeu seus donos na tragédia, mas não era ele que aparecia ao lado de um túmulo e sim, John, o cachorro de Rodolfo Júnior, voluntário que trabalha no cemitério Carlinda Berlim.

Caramelo e seu verdadeiro dono

“Isso é coisa de repórter que precisava chegar com uma história diferente para apresentar ao chefe... o John é meu há mais de um ano quando fiquei com ele pra mim! O antigo dono foi para o Rio e deixou ele por aí... ele chamava o cachorrinho de Leão, mas eu prefiro John... ele tem cara de John, afirmou Junior ao Diário de Teresópolis, que enfatizou que seu cachorro é dócil e o segue por todos os lugares, por isso estava ao seu lado, enquanto trabalhava. “No dia em que o rapaz tirou a foto dele eu estava trabalhando nas covas e ele ao meu lado como sempre... e aí depois veio essa maluquice toda”.

Não se sabe se a confusão começou após as fotos de John terem sido divulgadas pela agência AFP como as de Caramelo, ou se pela semelhança dos dois cachorros. Mas o caso irritou o administrador do cemitério, Márcio de Souza. “É lamentável que tal fato seja utilizado para causar comoção aos leitores! Fui contatado horas antes da notícia ser levada ao ar por um repórter e fui claro ao dizer que o cão da foto ao lado do túmulo é de propriedade de um de nossos voluntários que no momento faziam sepultamentos naquele local, logo não tem nada a ver com o cão adotado, disse.

As notícias sobre o cão “fiel” não paravam por aí. Esta semana vários portais divulgaram que o cachorro, que supostamente guardava o túmulo da dona, foi adotado por uma família da capital carioca, mas depois fugiu. Caramelo foi adotado e desapareceu, mas não era ele que aparecia na foto ao lado do túmulo. “Houve uma confusão que não se sabe onde começou”, afirma Anderson Duarte, autor da reportagem do Diário de Teresópolis.

Segundo o jornal, a confusão se torna evidente quando uma reportagem do Extra diz que o cão estava no cemitério Carlinda Berlim e que foi encontrado pela Comissão Especial de Proteção Animal da Alerj perambulando pelo bairro Caleme. “Para chegar de um bairro ao outro você tem que atravessar a cidade”, explicou o repórter do jornal de Teresópolis.


Folha.com

Capa do R7

A Escadaria da Igreja Matriz de São Bento


As obras de terraplanagem para construção da escadaria da Igreja Matriz de São Bento do Sul foram iniciadas no dia 07.11.1966 (ou seja, 8 anos após a construção da igreja).

O projeto da escadaria foi feito gratuitamente pelo Heinz Zulauf. A ideia inicial do padre Fidélis Tomelin era construir uma escadaria direta subindo o morro, com todos os degraus na mesma direção.

Zulauf fez notar que uma escadaria assim, que contasse com blocos de 12 degraus seguidos de uma plataforma para quatro passos horizontais, iria terminar lá dentro do altar da igreja. Para acabar na frente da igreja, teria que dispensar as plataformas – haja fôlego para subir!

Então apresentou o projeto da escadaria como nós conhecemos hoje: um lance de escadas; em seguida, uma plataforma e um lance de escadas lateral (menor); depois, outra plataforma e só então um lance de escadas avançando para cima. A ideia repete-se até chegar aos pés da Igreja.

Com isso, a escadaria realmente ficou (um pouco) menos cansativa do que a proposta inicial. E a sucessão de lances de escada também tornou muita divertida a descida para os alunos do CESB. Quais foram as crianças que nunca apostaram uma corrida até lá embaixo?

A foto é do Arquivo Histórico Municipal e a maior parte das informações foi colhida por Henry Henkels em conversa com Heinz Zulauf.

Eu não assino petições contra Belo Monte

Alexandre Porto, no blog do Alê

Ontem pela manhã recebi um e-mail me convocando para assinar uma petição contra a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, próxima à cidade de Altamira, Pará. Uma das obras mais importantes e caras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Belo Monte vem sendo alvo da oposição de ambientalistas, além da de muitos economistas liberais.

Ontem mesmo no Twitter, um colega chegou a insinuar que sou suspeito para falar sobre o tema, na medida em que me anuncio eleitor do governo que propõe a obra. Lamentou que minhas "preferências políticas (transitórias), estão acima das questões realmente importantes (permanentes)". Calejado aqui no blog pelo debate da Transposição do Rio São Francisco, sigo com minhas tecladas contra o que eu costumo chamar de "ambientalismo santuarista".

Instigado por outros twitteiros resolvi transformar a resposta que dei àquele e-mail, num post mais ou menos organizado, se é que eu consigo organizar alguma coisa mentalmente. Vou me fixar em alguns pontos tratados como verdadeiros escândalos pelos que se opõem ao projeto. Tamanha indignação com determinadas inverdades, na minha modesta avaliação, acabam por desqualificar o que poderia ser uma reivindicação mais consistente.

Não estou aqui para negar impactos sócio-ambientais de Belo Monte, mas tentando pôr na balança os diferentes aspectos da obra.



Em azul escuro a área que permanecerá alagada. A Barragem Principal diminuirá a vazão da chamada 'Volta Grande', desviando a maior parte para um reservatório menor pelos canais de derivação. Na Volta Grande será garantida uma vazão mínima equivalennte ao período seco natural.
Fonte: Jornal O Liberal 03/02/2010



Afirma a petição:

"A mega usina de Belo Monte iria cavar um buraco maior que o Canal do Panamá no coração da Amazônia, alagando uma área imensa de floresta e expulsando milhares de indígenas da região. As empresas que irão lucrar com a barragem estão tentando atropelar as leis ambientais para começar as obras em poucas semanas."

É fato que a obra irá "cavar" dois canais de derivação que desviarão a água do rio, desde a primeira barragem, até a barragem próxima às principais casas de força, mas não é verdade que serão expulsos milhares de indígenas. Suas terras não serão alagadas e o principal impacto será a diminuição da vazão da chamada 'Volta Grande' (ver na imagem em azul claro), trecho do rio que terá suas águas desviadas. Curiosamente esse aspecto é pouco citado pelos ambientalistas e para ela eu teria algumas sugestões que não cabem nesse post.

As empresas e o governo não estão "atropelando leis ambientais", mas pedindo para que não se exija que as condicionantes impostas pelo Relatório de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) sejam totalmente cumpridas antes do início dos trabalhos da usina propriamente dita. Para assinar o contrato de financiamento do BNDES, elas precisam da Licença de Instalação – autorização para o início da construção - , mas para obter essa licença é exigido o cumprimento dessas contrapartidas, que de alguma forma serão custeadas pelo empréstimo do banco. Um nó. Já vivemos esse dilema nas usinas do Madeira e a solução encontrada pelo governo foi a emissão de uma licença provisória (fragmentada), artifício, no entanto, contestado pelo Ministério Público.

No fundo, são argumentos protelatórios, numa tática de guerrilha tentando vencer pelo cansaço. As contrapartidas terão que ser realizadas de qualquer forma e não há nada de anormal que as empresas tenham mais tempo para cumpri-las.

"A hidrelétrica iria inundar 100.000 hectares da floresta".

Essa usina é a fio d'água, com barragem pequena. Os dois lagos principais, inundarão algo como 500 km2, metade deles já em área ocupada pelo rio em períodos de cheia, sem florestas. A outra metade, cerca de 260 km2, nem é totalmente formada por florestas, pois há campos e pastagens já formados, o que torna o impacto ambiental bem menor. Essa área representa, só para contextualizar, 1/10 do que foi reduzido no desmatamento da Amazônia de 2009 para 2010.

Para termos de comparação, a usina de Balbina, no estado do Amazonas, produz 250 MW com uma área alagada de 3.000 km2. Tucuruí, no Pará, inunda 2.850 km2 e tem uma capacidade instalada de 8.340MW.

"Vai expulsar mais de 40.000 pessoas, incluindo comunidades indígenas de várias etnias que dependem do Xingu para sua sobrevivência."

Em relação ao remanejamento de pessoas, Belo Monte vai deslocar algumas centenas de moradores vinculados à atividades agrícolas e cerca de duas mil famílias em Altamira, que vivem atualmente em situação precária. Suas casas, palafitas na maioria das vezes, durante o período em que o rio está cheio, ficam com água sob o piso, e, quando o rio seca, com lama, onde as crianças brincam e fazem suas necessidades – relato de moradores.

Já os pouco mais de 500 índios, que moram a jusante da barragem principal (na Volta Grande, em azul claro na imagem), onde o volume de água diminuirá no período de chuva, poderão ser realocados em nova aldeia, vizinha aos canais ou ao próprio reservatório principal. Os estudos de impacto buscam é saber o que é fundamental para essas pessoas viverem, manterem suas atividades, e de que forma se pode diminuir ou compensar o impacto. Os habitantes das terras indígenas que estão próximas ao empreendimento - Paquiçamba, Arara da Volta Grande, Trincheira Bacajá e Juruna - sofrerão mudanças em seu modo de vida, mas repito, não terão suas terras alagadas.

O Brasil já tem histórico de como atuar sobre essa população. Por exemplo, como o que foi feito com os Waimiri-Atroari, durante a construção de Balbina, em plena ditadura. Os Waimiri-Atroari, fortemente afetados pela construção da BR-174, cujo trajeto rasgou ao meio sua área geocultural, e pelas minas de cassiterita do Grupo Paranapanema, eram uma nação em extinção, com pouco mais de 300 índios doentes. Hoje segundo dados do próprio Programa Waimiri-Atroari, há uma crescente população de mais de 1.300 indivíduos. Um projeto que lideranças do mundo todo vem conhecer, e os brasileiros não conhecem.

O projeto de R$30 bilhões é tão economicamente arriscado que o governo precisou participar com estatais e usar fundos de pensão e financiamento público para pagar a maior parte do investimento.

Se fosse tão arriscado, o leilão não teria oferecido energia a R$ 77,00. Fundos de Pensão participam de quase todas as obras de infraestrutura do mundo, são investidores como outro qualquer. Obras desse pote atraem justamente quem tem poupança e procura diversificar suas carteiras. PT saudações. Por outro lado, para que serve mesmo o Estado senão para fazer aquilo que não interessa à iniciativa privada? Eu não ajudei a eleger Dilma Rousseff para ela vincular um projeto estruturante ao humor do mercado. Foi dessa forma que chegamos ao apagão de 2001. Acho que seria mais apropriado dizer que o projeto é tão pouco arriscado, que atraiu mais de 50% do capital privado.

"Apesar de ser a terceira maior hidrelétrica do mundo, ela seria a menos produtiva, gerando apenas 10% da sua capacidade no período da seca, de julho a outubro."

Primeiramente, o que conta, o que está em jogo nos cálculos econômicos, é a média anual de produção e o fato de que seu pico (11.000 MW), assim como Tucuruí, permitirá que o sistema integrado nacional, preserve água nas barragens de outras regiões. De janeiro a maio ela deve gerar energia em plena capacidade. Ou seja, a energia entra no sistema e é distribuída para o País como um todo. Enquanto isso, as hidrelétricas do Sudeste e Nordeste estarão acumulando água nos reservatórios. Quando chegar a época de seca, Belo Monte irá gerar muito menos energia e outras hidrelétricas estarão atendendo a região Norte. O Sistema Brasileiro é todo interligado e não faz sentido o argumento de que essa energia vai para esse ou outro conglomerado econômico.

Além disso, considero esse argumento um tanto quanto "pouco honesto". Vai produzir 10% no período seco, já que será uma usina a fio d'água, sem reservatório para regularizar o rio e armazenar recursos hídricos para o período seco. Traduzindo, Belo Monte vai produzir energia praticamente com o que a natureza mandar de água a cada dia. Belo Monte não terá poupança de água.

E porque ela será construída a fio d'água? No debate sócio-ambiental os ministérios de Minas e Energia e Meio Ambiente acordaram construí-la sem reservatório. O acordo definiu também que Belo Monte será o único aproveitamento hidrelétrico do rio Xingu. O projeto original previa até 3 outros reservatórios, mais ou menos como é o complexo de Sobradinho-Luiz Gonzaga-Xingó-Paulo Afonso, que com o São Francisco plenamente regularizado garante água o ano todo.

Ou seja, como a NÃO regularização do rio Xingu foi uma conquista do movimento sócio-ambiental e aceita pelo governo, vamos combinar que esse argumento é no mínimo questionável. Não queriam a obra e só fizeram o acordo como mais uma manobra protelatória? Não participaram do acordo?

Debate necessário e urgente

O Brasil passou 30 anos sem investir em energia. Duas décadas de baixo crescimento permitiram que a leniência só fosse percebida no apagão de 2001. Quando o Estado voltou a dar prioridade ao setor, voltamos ao dilema mais ou menos já debatido nos anos 1970/80: "qual é o modelo, a matriz mais adequada?"

Solar; eólica; térmicas a gás; termonuclear; PCHs (pequenas hidrelétricas); hidrelétrica com grandes reservatórios; hidrelétrica a fio d'água; todas elas juntas; alguma dessas alternativas não serve?

Esse é um debate legítimo e cada vez mais atual, pois insere questionamentos sócio-ambientais e econômicos. (Leia também: Hermes Chipp: A tendência é gerar mais térmicas)

Eu acredito que a resposta é "todas elas", porque temos vocação para todas, porque quanto mais fontes, mais segurança energética teremos e porque temos uma renda média baixa e não podemos nos dar ao luxo de desprezar energias baratas.

Belo Monte faz parte desse "mix" de oferta e é um modelo para as hidrelétricas de seu porte e com pouca área alagada. Que envolve danos sócio-ambientais é óbvio, mas em alguma medida qualquer fonte energética pede seu preço. Produzir uma média segura de 4.000 MW durante o ano, com picos de 11.000 MW, é complexo para qualquer matriz, mesmo as aparentemente mais brandas.

Pra twittar: "Eu não assino petições contra Belo Monte". http://bit.ly/fSuco1 (via @aleportoblog).

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Um vídeo muito melhor do que um BBB 11

Esse video discute em profundidade a questão da Defesa Civil e Desastres Naturais.

Vale muito mais a pena assistir isso do que essa excrescência de BBB... tem informações muito valiosas aqui.