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sábado, 28 de janeiro de 2012
Velha mídia tupiniquim serve peixe podre a seu publico
artigo de Cristovão Feil, no Diário Gauche
O jornal britânico Financial Times, uma das bíblias do neoliberalismo, caiu na real, e está fazendo uma série de matérias sobre a crise estrutural do capitalismo, se dando a liberdade de cogitar que estamos experimentando o limiar de um novo sistema de produção, mesmo não se sabendo ao certo aonde iremos.
Esse não é qualquer jornal, o FT é uma publicação que circula desde 1888, tem uma tiragem diária de 2,1 milhões de exemplares, circula em 140 países e tem agências editoriais em 50 países.
Corte rápido.
O diário paulistano O Estado de S. Paulo estampou em suas páginas no dia 23 de janeiro último um artigo do ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, onde ele afirma que os altos ganhos salariais são um dos fortes fatores da atual crise econômica da eurolândia. Pronto, sobrou para os assalariados! É inacreditável que a essa altura da crise alguém ainda atribua a mesma a motivações que não as das finanças hipertrofiadas, o descontrole do crédito e a desregulação geral da atividade econômica, em especial a liberdade de ação dos grandes capitais bancários na Europa e no mundo todo.
Observem que enquanto um jornal de reputação internacional – podemos questionar a sua afiliação político-ideológica – trata da crise de forma direta, frontal e corajosa, o outro, um jornal provinciano como o Estadão, insiste em manter um séquito de especialistas em produzir vianda requentada, como se fora algo fresco e atual, para assuntos tão relevantes como a crise do capitalismo.
Essa é a grande dificuldade da mídia brasileira: servir marmita rançosa como se estivesse oferecendo peixe fresco grelhado sobre folhas tenras. O problema não é o proselitismo de direita tout court, o problema é o proselistismo de direita, proferido por velhos funcionários da ditadura civil-militar (como Maílson e tantos outros) envolto no papel engordurado do palpite manjado, da opinião pessoal e interessada travestida de vontade geral e republicana.
Prestem atenção, a mídia está coalhada de indivíduos, colunistas, apresentadores, leitores de telepromter e outros quetais que estão ali para expressarem as vozes dos seus donos (ou dos seus patrões e dos amigos dos seus patrões), entretanto querem representar o papel de porta-vozes do universal, do democrático e do espírito de nosso tempo.
Ainda bem que eles são péssimos atores e atrizes.
Coisas da vida.
Porque hoje é sábado!... Steely Dan com Jeff Porcaro
Katy Lied (full album - só o audio) é o quarto album lançado pelo Steely Dan, lançado em 1975 pela ABC Records. Ganhou o disco de ouro e chegou ao #13 nas paradas do EUA.
Gosto de bons bateristas e aqui temos o fantastico Jeff Porcaro em todas as faixas menos uma, "Any World (That I'm Welcome To)". Jeff Porcaro tinha só 21 anos de idade em 1975, permaneceu no Steely Dan de 1974 a 1976, sendo que só neste disco que apareceu quase que esclusivamente na bateria. Foi um dos mais requisitados bateristas de estudio da década de 1970, tendo gravado, entre muitos outros artistas famosos, com Eric Clapton, Paul McCartney, Michael Jackson, Bee Gees, Dire Straits, Stevie Wonder, Pink Floyd, Larry Carlton, Madona, Bruce Springsten, David Gilmour, etc. Em 1978 se juntou ao grupo Toto, em que já tocavam dois de seus imãos, Mike e Steve Porcaro.
Jeff Porcaro morreu em 1992 de complicações respiratórias causado por inseticidas que aplicaram em seu jardim. Outras versões atribuem sua morte a um ataque cardiaco causado pelo enrijecimento das arterias pelo uso abusivo de cocaina.
Lista das faixas no video:
1.) Black Friday - 0:00
2.) Bad Sneakers - 3:41
3.) Rose Darling - 7:01
4.) Daddy Don't Live in That New York City No More - 10:06
5.) Doctor Wu - 13:22
6.) Everyone's Gone to the Movies - 17:18
7.) Your Gold Teeth II - 21:03
8.) Chain Lightning - 25:17
9.) Any World (That I'm Welcome To) - 28:17
10.) Throw Back the Little Ones - 32:11
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
História do terreno do Pinheirinho
Pescado na comunidade Leu na Veja?... Azar o seu!... do moribundo Orkut
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http://acervo.folha.com.br/fsp
O Campo dos Alemães é um bairro localizado na zona sul da cidade de São José dos Campos, estado de São Paulo. O maior bairro da cidade, foi fundado a partir de uma fazenda antigamente denominada Chacara Régio, que pertencia a Familia Kubitzky. Seus donos se chamavam Hermann, Artur, Erma e Frida. Nesta fazenda se produziam hortifrutigranjeiros e ovos que eram vendidos nas quitandas da região.
Porém esta família de imigrantes alemães, foi brutalmente assassinada em meados do ano de 1969. A área, sem herdeiros, pois seus donos eram bem idosos e solteiros (Arthur por exemplo na época de sua morte tinha 77 anos). O caso nunca foi solucionado e, como a família não tinha parentes ou herdeiros, o Estado acabou incorporando a fortuna dos Kubitzky, inclusive os seus imóveis.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Campo_dos_Alem%C3%A3es
Como eles não tinham herdeiros o terreno passou (a princípio) para as mãos do Estado, mas....
Naji Robert Nahas é um empresário, atuando como comitente de grande porte na área de investimentos e especulação financeira. Brasileiro nascido no Líbano. Chegou ao Brasil no começo da década de 1970 com cinqüenta milhões de dólares para investir e montou um conglomerado de empresas que incluía fábricas, fazendas de produção de coelhos, banco, seguradora e outros. Tornou-se nacionalmente conhecido depois de ter sido acusado como responsável pela quebra da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro em 1989.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Naji_N
Pelo visto Naji Nahas já chegou no Brasil metendo o pé na porta dos outros. Portanto, como Naji Nahas adquiriu o direito de propriedade de um "patrimônio público"? Foi grilagem? Até agora Naji Nahas não apresentou nenhum documento confirmando a posse do terreno. O Governo de São Paulo aceitou o terreno, que se dizia fazer parte da massa falida da empresa Selecta, como garantia sem checar os documentos.
Assim sim!...
do blog Erva Daninha Rio
A cena comoveu o Brasil na sexta-feira, 03 de maio de 2003. Ao volante de uma retroescavadeira, Hamilton dos Santos, de 53 anos, se recusou a cumprir uma ordem judicial. Deveria demolir duas casas pobres, no Bairro da Palestina, em Salvador, onde morava uma família com sete filhos. Não foi um ato de protesto. Hamilton estava sensibilizado com a situação da merendeira Telma Sueli dos Santos Sena, de 40 anos. Emocionado, desligou a máquina e foi embora.
Transformado inesperadamente num herói, Hamilton retornou ao Bairro da Palestina, na periferia da capital baiana, para rever a merendeira Telma.
Foi abraçado longamente por ela e pelo marido. "Estou muito feliz, pois passei a noite em minha casa", agradeceu a merendeira. "Eu fiquei imaginando o trabalho dessas pessoas para construir o barraquinho e como seria ver tudo destruído, com os sete filhos abandonados, sem ter para onde ir", disse Hamilton chorando. "Fiquei satisfeito por não ter derrubado as casas e peço a Deus que dê tudo certo para eles."
Hamilton não demoliu as casas por causa do desespero de Telma. Sensibilizado, ele não conseguiu acelerar a retroescavadeira. Caiu em prantos. Mesmo ameaçado de prisão pelos policiais militares que estavam no local para cumprir a ordem do juiz Cláudio Oliveira, da 12ª Vara dos Feitos Cíveis de Salvador, desligou a máquina e se recusou a executar o serviço.
Não deu ouvidos a um dos policiais que estavam no local para garantir o despejo: "Endureça seu coração e cumpra a ordem senão vou lhe prender".
Santos não conseguiu "endurecer" o coração; ao contrário, amoleceu mais ainda. "Não consigo, isso está além das minhas possibilidades; não posso derrubar a casa de um pai de família trabalhador como eu", balbuciou.
Sabia que depois seria preso. A multidão de moradores humildes que se concentrou para assistir ao drama aplaudiu o tratorista, aclamando-o como um herói.
O oficial que comandava a operação decidiu revogar sua prisão devido às circunstâncias do caso que teve um desfecho inesperado.
Crises politicas - ministros e secretários
por Mauro Santayana, em seu blog
(JB) - Getúlio Vargas, que, além de seu reconhecido patriotismo, se associou ao exercício do poder executivo como nenhum outro governante brasileiro, via seus auxiliares com ceticismo sábio. Raramente os elogiava, a não ser em situações pontuais, se isso era de interesse político ou administrativo. Sua máxima é conhecida: todo ministério é um ministério de experiência. Os ministros serviam, enquanto bem serviam ao país, em seu critério de chefe. Quando não serviam, individualmente ou em bloco, substituía-os, sem grandes dramas, a não ser para alguns dos dispensados. Como se sabe, o poder é como o amor: dele ninguém se liberta sem algum sofrimento.
Ninguém consegue governar só, nem mesmo os déspotas mais audazes. Nos sistemas democráticos, ou que assim se identificam, os chefes governam com facções políticas. Essas facções – e sempre foi assim – poucas vezes se formam a partir de escolhas ideológicas sinceras. Organizam-se a partir de razões objetivas, como os interesses econômicos e corporativos, e de sentimentos subjetivos, como os da amizade e do carisma de seus líderes.
Há, no entanto, os casos, freqüentes na História, de psicopatia política. Alguns gravíssimos, como os de Nero, Calígula, Hitler e Franco; outros ridículos, além de criminosos, como os de Mussolini, Berlusconi, Salazar e os vizinhos Somoza, Pinochet, Stroessner e Trujillo. Isso sem falar em nossa própria realidade, com Médici, Collor e Jânio Quadros.
Mas, nem mesmo Filippo Maria Visconti - o cruel Duque de Milão, tirano em estado puro, como o definiu Elias Cannetti - governava só. Ele, que exerceu o poder de 1412 a 1447, para manter o ducado íntegro, dependeu de seu chefe militar Francesco Sforza, de quem fez genro e sucessor.
Os historiadores e analistas das causas e razões do poder se dividem na dúvida permanente: governar é ciência ou arte? Mesmo os chefes mais intuitivos dependem de um mínimo de conhecimento para o exercício do poder. Os governantes devem saber mandar. Tancredo recomendava aos seus auxiliares pensar antes de dar uma ordem. Deveriam estar certos de que ela seria cumprida, ou seja, de que o subordinado teria condições de executar bem a missão. Saber mandar é saber escolher – mas nem sempre o chefe de governo tem a possibilidade de nomear a pessoa certa para os cargos. Daí o conselho de Vargas: todo ministro vive uma situação precária em seu cargo, uma vez que são demissíveis ad-nutum.
Discutir, nesse momento de nossa estação histórica, o desconforto da presidente da República em negociar com um parlamento eclético e, em grande parcela, alheio aos interesses do povo brasileiro, é ocioso. Ela só pode administrar a circunstância que seus antecessores lhe legaram. E isso, queiram ou não os seus opositores atropelados pela realidade, ela vem fazendo com êxito, dentro dos limites do possível.
Muitos contestam a substituição de tantos ministros que, acusados de corrupção, não puderam, ou não quiseram, defender-se convincentemente dos erros que lhes atribuíam. Esquecem-se de que, mesmo com os escolhos de uma coligação política quase teratológica, ela construiu o governo mediante as consultas com suas bases parlamentares e líderes políticos aptos a recomendar os titulares do Ministério. Tratava-se, como todos os outros, de um ministério de experiência. Nas últimas semanas, antes da reforma recomendada pelo calendário eleitoral, ela pôde reunir informações e confrontá-las com as razões de Estado e suas próprias razões, a fim de reorganizar o Ministério. Que será, sempre como recomenda a inteligência política, de experiência, passível de ser substituído, no todo ou em parte, e em qualquer momento, de acordo com as circunstâncias.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
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