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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Urubus de mau agouro

clique que amplia

Hoje por exemplo, imediatamente depois da mensagem de otimismo da presidente Dilma ao povo brasileiro, conclamando-o a enfrentar de cabeça erguida os tempos difíceis que se avizinham, qual foi a primeira manchete anunciada pela dupla de urubus de mau agouro do JN?... a boneca de pano, Péssima Bernardes, brada:

INFLAÇÃO É A MAIOR EM 7 ANOS...

Depois no decorrer da “reportagem (?)” ficamos sabendo que o índice de inflação foi de 0,7% em agosto, “a maior desde 2005”.

Ah vá... e nem dá 7 anos isso... além de tudo são analfabetos funcionais!... ou autistas!... (desculpem-me todos os valorosos autistas reais, compará-los com "isso").

Soninha (toda pura?) na SUTACO - Aparelhamento?...(*1)


Soninha faz pose para a revista "Mymag"; e a SUTACO?

por Rodrigo Vianna, no Escrevinhador

Acho certa graça quando tucanos falam em “aparelhamento” do Estado.

Primeiro, porque o povão não entende direito. O eleitor tende a achar que aparelhamento é bom. O administrador está “aparelhando”, ou seja, colocando aparelho novo pra funcionar. Aparelho de música? Computador na escola? Ou, como diz um amigo jornalista, aparelho novo pro locutor da SUDERJ anunciar gol no Maracanã?

Segundo, porque o tal “aparelhamento” (uso da máquina para alojar aliados e companheiros de partido) é prática comum nos governos demotucanos. As estatais paulistas serviram de cabide pra gente que nem em São Paulo vivia. Leia mais aqui. Não houve escândalo por causa disso. Ninguém pediu “faxina” nas estatais paulistas.

Agora, leio matéria no site da “Folha”, por indicação do leitor Marcelo de Mattos. O assunto: Soninha (PPS) posou (de novo?) para uma revista, fazendo tipo de moça marota. E deixou no ar a história de que ela e Serra teriam tido um relacionamento íntimo (*2). Isso pouco me interessa. O importante mesmo é a informação que vem no pé da matéria da ”Folha”:

“Atualmente, a ex-vereadora [Soninha] é superintendente da Sutaco (Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades), uma autarquia de artesanato no governo de São Paulo. Soninha, que foi coordenadora da campanha virtual do tucano José Serra nas eleições presidenciais, recebeu o convite de Davi Zaia (PPS), secretário do Emprego e Relações de Trabalho. Presente na cerimônia de posse, Zaia assumiu a secretaria para preencher a cota do PPS na gestão Geraldo Alckmin (PSDB).”

A Soninha é especialista em artesanato? Uma carreira brilhante no serrismo: da MTV para a SUTACO!

Se fosse num governo do PT, seria “aparelhamento” do Estado. Mas como é governo tucano, fica tudo por isso mesmo.

A SUTACO está aí pra isso mesmo.

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NOTA BOTOCUDA

(*1) O que ser "aparelhamento"?...

(*2) Isso ser um "caso"?...



segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Viver a vida

Rumba Louca - Gouache sobre papel de Marcio Melo, 1999 (clique que amplia)


Cláudio Lembo, no Terra Magazine

Nenhuma notícia na imprensa pátria. Desconhecimento absoluto. Como se nada houvesse acontecido. No entanto, ocorreu. Uma onda de suicídios de executivos varre a França.

A França é o país europeu onde mais se verificam atos de morte voluntária. Todos os anos, mais de cento e sessenta mil pessoas atentam contra a própria vida. Doze mil morrem.

O caso francês, com situações correlatas em outros países da União Europeia, indica uma situação social de anormalidade. A Europa encontra-se esgotada.

O velho continente já não aponta para novas conquistas intelectuais ou materiais. Está em processo de fragilização. No entanto, muitos brasileiros ainda ficam extasiados quando se referem à Europa.

São incapazes de perceber que o vento do novo sopra sobre a América Latina, apesar das aparências por vezes em contrário. É neste continente - exatamente o Novo Mundo - onde se realizam as grandes mudanças.

Após anos de colonização direta e mental, os latino-americanos compreenderam a importância de se debruçar sobre as próprias raízes e captar a seiva que vem desta experiência.

Já não há menosprezo para os autóctones. Ser descendente dos colonizadores ibéricos já não é importante. Leva-se em consideração, na atualidade, o saber viver os valores locais.

Durante séculos, a História dos povos latino-americanos foi contada de acordo com a ótica do colonizador. Tudo era visto, a partir das descrições dos padres missionários.

A situação mudou. Os antigos manuais utilizados nos confessionários foram postos de lado. O pesado complexo de culpa que era disseminada na sociedade foi superado.

Hoje, nos trópicos e subtrópicos vive-se mais espontaneamente. De acordo com a natureza e de conformidade com valores elaborados, por aqui, no decorrer dos séculos.

Os surtos de melancolia que percorrem a Europa não atingem as praias do Atlântico Sul ou do Pacífico austral. Novas formas de convivência brotaram abaixo do Equador, de maneira acentuada no Brasil.

Não recebemos os acordes tristes do fado. Ficamos com os ritmos vibrantes da África. Admiramos a capoeira e a transformamos no balé das terras do Sol.

"Aqui se vive intensamente. Os corpos possuem a vibração vinda
da própria atmosfera" (foto: Getty Images)

Tudo isto parece mero ufanismo. Talvez seja. É incontestável, contudo, que se vive, nestas terras ensolaradas, de maneira diferente de nossos ancestrais europeus.

Eles trouxeram as velhas tradições de culto aos mortos. Ergueram cemitérios grandiosos. A morte se encontrava presente em todos os aspectos do cotidiano.

Nada, porém, menos presente nos costumes nacionais que a morte. Diferente de outros povos, onde o culto à morte é fundamental, os brasileiros amam a vida.

Querem viver e deixar viver. A dramática onda de suicídio presente na França, dificilmente ocorreria por aqui. As pessoas contam, aqui, com tantos desafios. Estes geram otimismo espontâneo.

É importante que os brasileiros, especialmente aqueles que se orgulham de suas posições acadêmicas, exponham mais sobre o Brasil e suas qualidades.

São poucos os mestres que buscam na História do Brasil base para suas aulas. Gostam de mostrar erudição. Citar autores nacionais parece pouco qualificado.

São os intelectualmente colonizados. Precisam se libertar das amarras com o velho continente sem vigor. A nostalgia não é sentimento presente na alma brasileira.

Aqui se vive intensamente. Os corpos possuem a vibração vinda da própria atmosfera. É preciso entender as exigências de nossa sociedade sob pena de alienação.

Os dramáticos suicídios disseminados entre os franceses demonstram um esgotamento de energia no espaço europeu. Vamos aproveitar a energia de nossa gente e construir novas formas de convivência.


NOTA BOTOCUDA

Esse Claudio Lembo é um dos poucos representantes da direita brazuca que eu gosto.

A vez das cidades compactas




texto de Gustavo Bonfiglioli, no Estado de São Paulo



Quanto maior a cidade, maiores os impactos. Seja no transporte, drenagem das águas ou na construção civil, megacidades como São Paulo pagam o preço da expansão não planejada. Segundo Miguel Bucalem, secretário de Desenvolvimento Urbano da capital, a dinâmica da cidade pode gerar deslocamentos entre a casa e o trabalho de até 4 horas. E é por conta justamente dessa demanda por transporte que muitas áreas de baixa densidade populacional puxam para cima as emissões de gases estufa. “Não é uma regra absoluta, mas, na maioria dos casos, baixas densidades significam altas emissões”, afirma Andrea Fernandez, pesquisadora da empresa de arquitetura e planejamento urbano internacional Arup, com sede em Londres.

Andrea esteve entre 31 de maio e 3 de junho no C40, cúpula internacional que reuniu 47 metrópoles para a troca de ideias sustentáveis. Ela apresentou um estudo que mostra a forte conexão entre emissões de gases estufa e densidade demográfica, baseado na realidade das cidades do C40.

O tema das cidades compactas, que diminuem a distância entre a casa e o trabalho, foi discutido amplamente entre prefeitos e representantes de cidades.

Uma das soluções citadas para mitigar as emissões que os deslocamentos causam é adensar áreas urbanas já consolidadas, por meio da verticalização de construções. Com a limitação da expansão territorial, surge também uma outra necessidade nas cidades: a de ter espaços eficientes e multiuso.

“Em Roterdã (Holanda), há alguns anos apenas 5% da população vivia na cidade. Tínhamos que mudar isso. Não podemos mais aumentar nossas cidades, e sim deixá-las mais densas e distribuir suas populações, com maior mobilidade e interação social”, defende Paula Verhoeven, diretora de sustentabilidade da prefeitura de Roterdã.

“Cidades sustentáveis são compactas”, defende Richard Rogers, arquiteto responsável pelo projeto do Centro Pompidou, em Paris. Nem sempre o excesso de densidade é benéfico, é claro. Mumbai, na Índia, tem 30 mil habitantes por quilômetro quadrados em algumas regiões – e é um exemplo da falta de planejamento sustentável.

O conceito de cidade compacta não pode ser resumido por fórmulas, e sim pensado de acordo com a realidade de cada metrópole. Confira seis medidas que São Paulo poderia adotar em seu planejamento urbano para ser mais compacta e eficiente.

1- ESPAÇOS MULTIUSO CRIATIVOS

Reduzir cidades e torná-las eficientes implica pensar espaços multifuncionais de modo criativo. O telhado verde nos edifícios, muito comum nas cidades de Nova York e Barcelona, ajuda a capturar gás carbônico e a aumentar a área verde da cidade. A tecnologia também contribui com a drenagem das águas. Em Roterdã, na Holanda, “praças de água” estão sendo construídas. Em épocas de seca, são espaços de convivência, lazer e esporte. Com as chuvas, viram piscinões que armazenam água e evitam enchentes.

2- TUDO NO MESMO BAIRRO

Ainda para evitar o maior vilão do aquecimento global, o deslocamento, é importante, ao planejar uma cidade compacta, ter bairros com múltiplas funções, como moradia, comércio, postos de saúde, creches e escolas. Segundo a vice-prefeita de Paris, Anne Hidalgo, a cidade deve fugir do urbanismo de zonas e da desigualdade de territórios - como em São Paulo, que segue a Lei de Zoneamento, de 1972. “Em Paris, também há bairros onde se trabalha e outros onde se mora. A cidade ecológica deve mesclar tudo em cada bairro.”

3- VOLTAR A HABITAR O CENTRO

Cidade sustentável deve ter políticas habitacionais no centro. Paris exigiu que metade das novas construções na região central fosse ocupada pela população de baixa renda. Em dez anos, a cidade, com 2 milhões de habitantes, levou 30 mil à região. Miguel Bucalem diz que a prefeitura de São Paulo quer fazer o mesmo com o projeto Nova Luz, no bairro Santa Ifigênia. Associações de moradores resistem: para elas, por ser da iniciativa privada, o projeto criaria especulação imobiliária e expulsaria moradores e comerciantes.

4- EMPREGO MAIS PERTO DE CASA

Apesar da importância de repovoar bairros centrais em que há muito emprego para poucos habitantes, o contrário também é igualmente relevante. A relação de emprego/habitante, em alguns bairros da zona leste, é de 0,2; em outros, centrais, chega a 10. A densidade demográfica de São Paulo já é grande, de 7,3 mil habitantes/km2. Para evitar o adensamento excessivo em regiões centrais, Bucalem defende a geração de empregos em bairros distantes do centro para evitar grandes deslocamentos de moradores.

5- INVESTIR EM CORREDORES VERDES

O aumento da cobertura verde da cidade deve ser feito de modo estrutural, não só pensando no aspecto decorativo. Barcelona, na Espanha, e Stuttgart, na Alemanha, são cidades que criaram corredores de vegetação que conectam parques e áreas verdes urbanas. Isso ajuda a homogeneizar a distribuição dos ventos na cidade e evita as ilhas de calor. Ao priorizar o pedestre e as bicicletas, os corredores verdes também incentivam que os cidadãos não saiam de carro, deixando as vias públicas livres de trânsito.

6- INCENTIVAR O TRANSPORTE ALTERNATIVO

Investir em carros elétricos e biocombustíveis é importante, já que ajudam no problema das emissões. Porém, não diminuir o número de carros e a demanda por transporte automotivo nas ruas significa mais trânsito. Copenhague investiu em ciclovias e no incentivo ao transporte via bicicleta. Lá, 55% dos seus moradores vão e voltam do trabalho de bike. O fomento ao meio de transporte, aliado a iniciativas como os corredores verdes e bairros planejados, pode ser uma boa solução para o excesso de carros nas ruas.

domingo, 4 de setembro de 2011

11 de setembro dez anos depois - a que conclusão chegaram?...

Dia 5 de setembro de 2001 eu estava partindo para uma pescaria no Pará. Era uma 4ª feira. Nos internamos na beira do rio Curuá (afluente do Xingu) na outra margem da grande reserva indígena dos Kaiapó. Ficamos uma semana e meia no meio da floresta. Na manhã do dia 11, dois de nós tiveram que se deslocar 85 km até a cidade de Novo Progresso (PA) para comprar mais cerveja e gelo, que estava com os estoques perigosamente baixos. Eu fui um desses, a ir na pick-up Toyota nesta viagem. Passamos por vários pontos em que a floresta queimava dias já, para dar lugar à pastagens. Coisa feia!... Terrivel...

Em chegando à cidade, ouvi do que estava acontecendo nos EEUU naquele exato momento. Fui ao saguão de um hotel e fiquei assistindo as ultimas noticias na TV que lá havia. Voltamos ao acampamento no meio da tarde. Quando falei aos meus companheiros o que estava acontecendo não quiseram acreditar. Acharam que eu estivesse mentindo.

Ai eu liguei meu rádio portátil Sony de ondas curtas (foto) e coloquei no centro da mesa do acampamento. Era a única forma acessar as noticias no meio da selva amazônica e era o unico que havia. Num primeiro momento não consegui sintonizar nenhuma estação que estivesse transmitindo em português, só consegui sintonizar rádios que estavam transmitindo em inglês, fora as dezenas de rádios cristãs que se tomaram uma praga nas faixas de ondas curtas. Depois consegui sintonizar a própria Voz da América em transmissão ainda em inglês, mas ninguém entendia nada do que diziam. Isso reforçou a desconfiança dos meus amigos de que eu estava blefando, pois só sintonizei aquela radio que não podiam compreender. Depois é que achei outra radio transmitindo espanhol e a coisa melhorou um pouco.

Quando voltamos a civilização no domingo seguinte ao acontecido, passei a ler centenas (ou milhares) de relatos, em livros, intenet, revistas, etc. sobre os fatos ocorridos no 11 de setembro, mas até hoje tenho a clara percepção de que essa história nunca ficou bem contada. Como essa semana a mídia vai blasonar idiotices sem fim sobre esse tema (o Fantástico da Globosta já começou - estou ouvindo daqui de onde escrevo) , vamos começar com um relato bem afinado com o que eu próprio penso, de autoria de Paul Craig Roberts, publicado no site Global Research, traduzido pelo resistir.info, de Portugal:


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Dentro de alguns dias celebrar-se-á o décimo aniversário do 11 de Setembro de 2001. De que forma resistiu o relatório oficial do governo americano ao longo da última década?

Não muito bem. O presidente, o vice-presidente e o principal advogado da Comissão do 11 Setembro escreveram livros distanciando-se parcialmente do relatório da Comissão. Dizem que a administração Bush pôs obstáculos ao seu trabalho, que lhes foi sonegada informação, que o presidente Bush se dispôs a testemunhar apenas na condição de ser acompanhado pelo vice-presidente Cheney e de nenhum dos dois estar sob juramento, que o Pentágono e os oficiais da Administração Federal da Aviação (FAA) mentiram à Comissão e que esta chegou a considerar indicar este falso testemunho para investigação por obstrução à justiça.

No seu livro, o Presidente e o Vice-Presidente, respectivamente Thomas Kean e Lee Hamilton, escreveram que a Comissão de Investigação do 11 de Setembro foi "feita para falhar". O advogado da comissão, John Farmer Jr. escreveu que o governo americano tomou "a decisão de não contar a verdade acerca do que aconteceu" e que as fitas (NT - audio de gravações de cabines, torres de aeroportos e da USAF) do Comando Americano de Defesa Aeroespacial (NORAD) "contam uma história radicalmente diferente daquela que nos foi contada e tornada pública". Ken disse que: "Até hoje não sabemos porque é que a NORAD nos disse o que disse, estando tão longe da verdade"

A maioria das questões levantadas pelas famílias das vítimas ficou sem resposta. Testemunhas importantes não foram chamadas. A Comissão apenas ouviu aqueles que subscreviam a versão do governo. A Comissão foi uma operação politicamente controlada e não uma investigação baseada em provas e acontecimentos reais. Os seus membros eram ex-políticos. Nenhum especialista foi nomeado para a Comissão.

Outro membro da comissão, o senador Max Cleland, respondeu desta forma às restrições impostas à Comissão pela Casa Branca: "Se estas decisões se mantiverem, eu, enquanto membro da Comissão, não poderei olhar nenhum americano nos olhos, especialmente os familiares das vítimas, e afirmar que a comissão teve carta branca. Esta investigação está, de agora em diante, comprometida". Cleland preferiu demitir-se a ver a sua integridade igualmente comprometida.

Para ser claro, nem Cleland nem qualquer outro membro da comissão sugeriu que o 11 de Setembro fosse um golpe montado a partir do interior do governo e destinado a promover uma agenda belicista. Porém, nem o Congresso nem a mídia perguntaram, pelo menos não em voz alta, porque é que o presidente Bush não quis apresentar-se à comissão sob juramento ou sem Cheney, porque é que o Pentágono e os oficiais da FAA mentiram à Comissão, ou, se não mentiram, porque é que a Comissão ficou com a impressão de que eles mentiram, ou ainda porque é que a Casa Branca resistiu durante tanto tempo à criação de qualquer Comissão de Investigação, mesmo que esta estivesse sob o seu controle?

Seria legítimo admitir que, se um punhado de árabes tivesse conseguido enganar não apenas a CIA e o FBI, mas todas as 16 agências de informação americanas e todas as agências de informação dos nossos aliados, incluindo a Mossad, o Conselho Nacional de Segurança, o Departamento de Estado, a NORAD, a segurança do aeroporto quatro vezes numa manhã, o controlo aéreo, etc.; o Presidente, o Congresso e a mídia iria querer saber como foi possível que um evento tão improvável se produzisse. Mas o que se viu foi o contrário: a Casa Branca mostrou grande resistência a que tal fosse demonstrado e tanto o Congresso como a mídia mostraram um interesse muito pequeno.

Durante a última década, numerosas associações com finalidade de que a verdade sobre o 11 de Setembro aparecesse foram organizadas. Temos os Arquitectos e Engenheiros pela verdade do 11/9, os Bombeiros, os Pilotos, os Professores, a Associação de Memória do Edifício 7.org e o Grupo de Nova York, que inclui os familiares das vítimas. Todos esses grupos apelam a que seja feita uma investigação verdadeira sobre os fatos.

David Ray Griffen escreveu 10 livros, fruto de uma cuidada pesquisa, documentando problemas do relatório governamental. Os cientistas notaram que o governo não tem explicação para o aço fundido. O Instituto Nacional de Normas e Tecnologia (NIST) foi forçado a admitir que o World Trade Center 7 (WTC) estava em queda livre durante parte do seu declínio e uma equipe de cientistas liderado por um professor de nano-química da Universidade de Copenhagen anunciou ter encontrado vestígios de nanomateriais intermoleculares meta-estáveis [nanothermites ou NIM - NT - a grosso modo resíduos de explosivos] na poeira dos edifícios.

Larry Silverstein, locador dos edifícios do World Trade Center, disse, numa emissão da PBS, que a decisão de "derrubar" o edifício 7 tinha sido tomada nessa mesma tarde de 11 de Setembro. O chefe dos bombeiros disse que não foi feita nenhuma investigação forense à destruição dos edifícios e que a ausência de tal investigação constituía uma violação da lei.

Têm sido feitos alguns esforços no sentido de explicar algumas das provas que contradizem a versão oficial, mas a maioria dessas provas são simplesmente ignoradas. Resta que o cepticismo de diversos especialistas não parece ter tido qualquer efeito na posição do governo, para além da sugestão feita por um membro da administração Obama segundo a qual o governo deve infiltrar as organizações para a verdade sobre o 11 de Setembro no sentido de as desacreditar.

A prática tem sido a de estigmatizar como "teóricos da conspiração" todos os especialistas que manifestem dúvidas em relação à versão oficial. Mas, evidentemente, a própria versão do governo é uma teoria da conspiração, que se torna ainda menos crível quando nos apercebemos da extensão dos erros de informação e segurança necessários à sua verificação. As falhas sugeridas são incrivelmente extensas; no entanto, ninguém foi ainda responsabilizado.

Além disso, o que têm a ganhar 1500 arquitectos e engenheiros em serem ridicularizados como "teóricos da conspiração"? Certamente nunca voltarão a executar nenhuma obra pública e seguramente perderam negócios devido à sua atitude "anti-americana". A concorrência deve ter ganho com as suas dúvidas anti-patrióticas. Com efeito, a minha recompensa por vos informar aqui acerca do que é importante uma década depois será uma mensagem para me dizer que eu odeio tanto a América que deveria me mudar para Cuba.

Os cientistas têm ainda menos vantagens em exprimir as suas dúvidas, o que sem dúvida explica porque é que não são 1500. Muito poucos físicos têm carreiras independentes de contratos ou bolsas do Estado. Foi um professor de Física de uma Escola Secundária que forçou a NIST a abandonar a sua versão do desaparecimento do Edifício 7. O físico Stephen Jones, que foi o primeiro a anunciar ter encontrado vestígios de explosivos nos escombros, viu a sua posição académica ser-lhe retirada pela Universidade de Brigham, que sem dúvida também sofreu por pressão governamental para tal atitude.

Podemos descartar todas as provas contrárias como coincidências e erros e concluir que só o governo compreendeu tudo bem, o mesmo governo que compreendeu mal todo o resto.

Mas, na realidade, o governo não explicou absolutamente nada. O relatório da NIST é uma mera simulação daquilo que poderá ter levado à queda das torres no caso de as suposições programadas no seu computador estarem correctas. Mas a NIST não fornece qualquer evidência de que tais suposições estejam corretas.

O Edifício 7 não é mencionado no relatório da Comissão e muitos americanos desconhecem até hoje que três edifícios caíram no dia 11 de Setembro.

Deixem-me ser claro sobre o assunto. Eu não estou a dizer que um qualquer grupo neo-conservador operando secretamente no seio da administração Bush explodiu as torres com o intuito de fazer progredir a sua agenda para a guerra no Médio Oriente. Mesmo que haja provas de que algo está a ser encoberto, pode tratar-se do governo a encobrir a sua incompetência e não a sua cumplicidade. Mesmo que houvesse provas definitivas de cumplicidade governamental, é duvidoso que os americanos o aceitassem. Os arquitectos, engenheiros e cientistas vivem no seio de uma comunidade que se baseia em factos. Mas, para a maioria das pessoas, os factos não conseguem competir com as emoções.

O que quero sublinhar é o quão displicente o poder executivo, incluindo as agências de segurança, o Congresso, a mídia e largas camadas da nossa população, tem se comportado em relação à investigação mais importante e crucial do nosso tempo.

Não há dúvida de que o 11 de Setembro é um acontecimento determinante. Levou a uma década de guerras em constante expansão, ao espezinhar da Constituição e a um estado policial. No dia 22 de Agosto último, Justin Raimondo fez saber que ele e o seu site na web Antiwar.com estava sob vigilância da Unidade de Análise de Comunicações Electrónicas do FBI no sentido de determinar se o Antiwar.com é "uma ameaça à segurança nacional" a trabalhar "no interesse de uma potência estrangeira".

Francis A. Boyle, um professor internacionalmente conhecido e advogado especializado em direito internacional, fez saber que, quando recusou uma oferta conjunta da CIA e do FBI para violar o sigilo profissional e tornar-se uma fonte de informações dos seus clientes árabes americanos, foi colocado na lista de vigilância anti-terrorista.

Boyle tem sido um crítico da estratégia do governo americano no mundo muçulmano, mas Raimondo nunca levantou, nem permitiu que qualquer colaborador levantasse, qualquer dúvida no que diz respeito a uma cumplicidade do governo americano no 11 de Setembro. Raimondo limita-se a estar contra a guerra e isso chega ao FBI para concluir que ele precisa de ser vigiado como uma possível ameaça à segurança do estado.

A versão governamental dos acontecimentos de 11 de Setembro é o fundamento para guerras sem fim à vista, que estão a exaurir os recursos dos EUA e a destruir a sua reputação, e é, internamente, o fundamento de um estado policial que irá acabar por calar toda e qualquer oposição à guerra. Os americanos encontram-se reduzidos à versão do 11 de Setembro como ataque terrorista muçulmano porque é isso que justifica o massacre das populações civis em vários países muçulmanos, bem como, internamente, um estado policial apresentado como o único meio de nos proteger dos terroristas, que já se transformaram em "extremistas internos", tais como ambientalistas, grupos de defesa dos direitos dos animais e activistas anti-guerra.

Se hoje os Americanos não estão seguros, não é por causa dos terroristas ou dos extremistas internos, mas sim porque perderam as suas liberdades civis e não têm qualquer protecção contra um inexplicável poder governamental. Seria legítimo pensar que a forma como tudo isto começou seria digna de um debate público e de audiências no Congresso.


sábado, 3 de setembro de 2011

História da Internet

Video bem didático - em espanhol.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Ministério Público de SC demanda indenização de R$ 50 milhões da WEG Motores por contaminação de trabalhadores


pubicado no O Globo


SÃO PAULO - O Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina entrou na 1ª Vara do Trabalho de Jaraguá do Sul (SC) com ação civil pública contra a empresa Weg Equipamentos Elétricos S.A. pedindo indenização no valor de R$ 50 milhões por danos morais coletivos. O Ministério Público quer que a empresa seja responsabilizada pelo adoecimento de trabalhadores pelo consumo de água contaminada com coliformes fecais.


Entre os dias 26 e 31 de maio deste ano, 750 funcionários da empresa apresentaram quadro de diarréia, náuseas, vômitos, cólicas intestinais e febre e muitos foram hospitalizados. Os laudos feitos pela Vigilância Sanitária, Vigilância em Saúde e o Samae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) apontaram a presença de coliformes fecais na água consumida pelos empregados nos bebedouros, torneiras e refeitórios da unidade. Nos relatórios ficou constatado também que a contaminação aconteceu porque a empresa misturou água vinda diretamente do rio Itapocu, para uso industrial, à água tratada fornecida pela Samae, direcionada às torneiras, bebedouros e refeitórios da fábrica.


Segundo o MPT, "por informações da própria direção da empresa, isso aconteceu devido à instalação de um desvio dos encanamentos de água tratada para a tubulação de abastecimento das necessidades industriais da empresa, em decorrência da falha no processo de captação do rio Itapocu". Quando a captação de água do rio foi retomada, o desvio foi fechado, mas uma pedra teria impedido o funcionamento adequado da válvula de retenção, permitindo a mistura da água.


Além da indenização por danos morais, os procuradores do Trabalho, Guilherme Kirtschig, Thiago Milanez Andraus e Geny Helena Fernandes Barroso, da Procuradoria Regional do Trabalho de Joinville, pedem na ação uma indenização pelos danos individualmente causados a cada um dos trabalhadores, vítimas de negligência.


A Weg é uma empresa especializada na fabricação e comercialização de motores elétricos, transformadores, geradores e tintas e no primeiro semestre desse ano obteve um lucro líquido de R$ 283 milhões. Andressa Pereira, assessora de comunicação institucional da Weg, informou que a empresa não vai comentar o caso.


- Até o presente momento a empresa não recebeu a citação da ação civil pública do Ministério Público do Trabalho. Se viermos a receber, analisaremos o processo e tomaremos as medidas legais cabíveis - disse a assessora.