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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Homem invade Discovery Channel e faz reféns para 'salvar o planeta'



Este homem invadiu ontem a sede do canal de TV Discovery, nos subúrbios de Washington, nos EUA, e fez funcionários reféns.

O homem entrou na sede do canal de TV na tarde de ontem com uma arma. Havia suspeitas de que levava também explosivos presos ao corpo. Cerca de 1,9 mil pessoas que trabalham no edifício conseguiram fugir.

Após três horas de negociações, o homem, identificado como James Jay Lee, foi baleado e preso. De acordo com a rede de TV NBC, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Três pessoas que eram mantidas reféns foram soltas e passam bem.

Durante o sequestro, Lee afirmava querer salvar o planeta. Ele postou um manifesto na internet com o título "O canal Discovery deve transmitir ao mundo seu comprometimento em salvar o planeta". Depois, faz uma lista com 11 reivindicações. No texto, ele disse que os seres humanos estão por trás de toda poluição e problemas no planeta. Lee ainda exigiu que a Discovery "pare de encorajar o nascimento de mais pequenos parasitas humanos".

O ato do homem é reprovável, mas a frase é genial.

Santa Catarina pode ter o seu próprio projeto de banda larga



Empresas criam proposta para oferta de até 1 milhão de novas conexões


do Diário Catarinense (vejam só?!)

Esquecida pelo governo federal na primeira fase do Plano Nacional de Banda Larga, Santa Catarina poderá ter seu próprio plano de internet rápida. A meta da "internet da família" é oferecer entre 500 mil e 1 milhão de novas conexões para as classes C e D do Estado com, no mínimo, um mega por segundo (Mbps) de velocidade.

A iniciativa é da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate), que pretende levar, em setembro, ao governo do Estado, o anteprojeto do plano. A conexão mínima oferecida será mais rápida do que a do plano nacional, que tem 512 kilobit por segundo (kbps).

Conforme as propostas de subsídio, como redução de ICMS, as velocidades podem subir para dois ou três Mbps, diz o diretor de telecomunicações da Acate, Norberto Dias. Ele acredita no papel indutor do Estado, articulado com a iniciativa privada, para viabilizar o projeto.

— O projeto não pode ser só privado, esse modelo não deu certo. Temos em Santa Catarina empresas que podem oferecer infraestrutura, serviços e equipamentos. Temos o governo do Estado, com Ciasc, Fapesc e Celesc, com uma rede de fibras que pode ser interligada. Em vez de ficarmos esperando, vamos fazer proposições — destaca.

O plano custará entre R$ 18 e R$ 20 por mês para um Mbps, subindo à medida em que demandar mais banda. O foco do projeto é ampliar a rede de internet para fora dos grandes centros. Dias aponta mais de cem cidades prejudicadas no acesso à telefonia celular e também à banda larga.

O projeto está sendo desenvolvido por 25 empresas de Santa Catarina. Dias afirma que o plano estadual será interligado ao nacional e vê resultados positivos para todos os setores.

— A população terá acesso mais barato, o governo estadual vai arrecadar mais imposto, o federal terá capilarizado mais a banda larga no país e os provedores terão mercado. Quanto mais envolvidos no processo, maior o êxito — avalia.

Caso o plano estadual catarinense tenha êxito, será possível até triplicar o número de acessos à banda larga no Estado. Em 2009, Santa Catarina tinha 460 mil acessos.

O Paraná também apresentou este mês seu plano estadual de banda larga, mas, diferente do modelo catarinense de articulação, está atrelado ao governo estadual, via Copel, estatal paranaense de energia.

Boa infraestrutura e cobertura de internet, pequena extensão territorial, baixa concentração populacional e falta de articulação política. Estas são algumas das razões apontadas por especialistas para a exclusão de Santa Catarina do Plano Nacional de Banda Larga, nesta primeira fase de implantação. O governo selecionou cem cidades, mas nenhuma está no Sul do país.

O presidente da Associação dos Usuários de Informática e Telecomunicações (Sucesu) de Santa Catarina, Carlos Eduardo Nascimento, entende que para o chamado "Sul maravilha", uma rede de 512 kbps não é significativo, mas para as regiões Norte e Nordeste é um salto de qualidade. Mas reconhece que há pequenas cidades do Extremo-Oeste catarinense, por exemplo, que ficariam contentes com 512 kbps, mas não têm por não ser viável comercialmente para empresas.

— Pode ter havido problemas políticos, com resistência grande à entrada do governo estadual nos programas federais — observa Nascimento.

Norberto Dias, da Acate, afirma que não houve articulação para a implantação da banda larga no Estado.

O diretor do Sindicato das Empresas de Informática da Grande Florianópolis, Geraldo Otto, reconhece a importância do papel do governo.

— As empresas querem trabalhar com o filé. Se governo não fizer a parte dele, exigindo que vão para outras regiões, a disparidade aumenta. Mas não pode deixar que isso norteie as decisões do governo.


Nota botocuda:

Vamos ver se isso se materializa... e quando!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Temos que consolidar a ruptura que aconteceu no Brasil


Mais um ótimo texto de Leonardo Boff, no Adital

Para mim o significado maior desta eleição é consolidar a ruptura que Lula e o PT instauraram na história política brasileira. Derrotaram as elites econômico-financeiras e seu braço ideológico, a grande imprensa comercial. Notoriamente, elas sempre mantiveram o povo à margem da cidadania, feito, na dura linguagem de nosso maior historiador mulato, Capistrano de Abreu, "capado e recapado, sangrado e ressangrado". Elas estiveram montadas no poder por quase 500 anos. Organizaram o Estado de tal forma que seus privilégios ficassem sempre salvaguardados. Por isso, segundo dados do Banco Mundial, são aquelas que, proporcionalmente, mais acumulam no mundo e se contam, política e socialmente, entre as mais atrasadas e insensíveis. São vinte mil famílias que, mais ou menos, controlam 46% de toda a riqueza nacional, sendo que 1% delas possui 44% de todas as terras. Não admira que estejamos entre os países mais desiguais do mundo, o que equivale dizer, um dos mais injustos e perversos do planeta.

Até a vitória de um filho da pobreza, Lula, a casa grande e a senzala constituíam os gonzos que sustentavam o mundo social das elites. A casa grande não permitia que a senzala descobrisse que a riqueza das elites fora construída com seu trabalho superexplorado, com seu sangue e suas vidas, feitas carvão no processo produtivo. Com alianças espertas, embaralhavam diferentemente as cartas para manter sempre o mesmo jogo e, gozadores, repetiam: "façamos nós a revolução antes que o povo a faça". E a revolução consistia em mudar um pouco para ficar tudo como antes. Destarte, abortavam a emergência de outro sujeito histórico de poder, capaz de ocupar a cena e inaugurar um tempo moderno e menos excludente. Entretanto, contra sua vontade, irromperam redes de movimentos sociais de resistência e de autonomia. Esse poder social se canalizou em poder político até conquistar o poder de Estado.

Escândalo dos escândalos para as mentes súcubas e alinhadas aos poderes mundiais: um operário, sobrevivente da grande tribulação, representante da cultura popular, um não educado academicamente na escola dos faraós, chegar ao poder central e devolver ao povo o sentimento de dignidade, de força histórica e de ser sujeito de uma democracia republicana, onde "a coisa pública", o social, a vida lascada do povo ganhasse centralidade. Na linha de Gandhi, Lula anunciou: "não vim para administrar, vim para cuidar; empresa eu administro, um povo vivo e sofrido eu cuido". Linguagem inaudita e instauradora de um novo tempo na política brasileira. O "Fome Zero", depois o "Bolsa Família", o "Crédito Consignado", o "Luz para Todos", o "Minha Casa, minha Vida, o "Agricultura familiar” e os “Territórios da Cidadania”, o "Prouni", as "Escolas Profissionais", entre outras iniciativas sociais permitiram que a sociedade dos lascados conhecesse o que nunca as elites econômico-financeiras lhes permitiram: um salto de qualidade. Milhões passaram da miséria sofrida à pobreza digna e laboriosa e da pobreza para a classe média. Toda sociedade se mobilizou para melhor.

Mas essa derrota infligida às elites excludentes e anti-povo, deve ser consolidada nesta eleição por uma vitória convincente para que se configure um "não retorno definitivo" e elas percam a vergonha de se sentirem povo brasileiro assim como é e não como gostariam que fosse. Terminou o longo amanhecer.

Houve três olhares sobre o Brasil. Primeiro, foi visto a partir da praia: os índios assistindo a invasão de suas terras. Segundo, foi visto a partir das caravelas: os portugueses "descobrindo/encobrindo" o Brasil. O terceiro, o Brasil ousou ver-se a si mesmo e aí começou a invenção de uma república mestiça étnica e culturalmente que hoje somos. O Brasil enfrentou ainda quatro duras invasões: a colonização que dizimou os indígenas e introduziu a escravidão; a vinda dos povos novos, os emigrantes europeus que substituíram índios e escravos; a industrialização conservadora de substituição dos anos 30 do século passado mas que criou um vigoroso mercado interno e, por fim, a globalização econômico-financeira, inserindo-nos como sócios menores.

Face a esta história tortuosa, o Brasil se mostrou resiliente, quer dizer, enfrentou estas visões e intromissões, conseguindo dar a volta por cima e aprender de suas desgraças. Agora está colhendo os frutos.

Urge derrotar aquelas forças reacionárias que se escondem atrás do candidato da oposição. Não julgo a pessoa, coisa de Deus, mas o que representa como ator social. Celso Furtado, nosso melhor pensador em economia, morreu deixando uma advertência, título de seu livro A construção interrompida (1993): "Trata-se de saber se temos um futuro como nação que conta no devir humano. Ou se prevalecerão as forças que se empenham em interromper o nosso processo histórico de formação de um Estado-Nação" (p.35). Estas não podem prevalecer. Temos condições de completar a construção do Brasil, derrotando-as com Lula e as forças que realizarão o sonho de Celso Furtado e o nosso.

Escrotinhos - haja saco!

por Flavio Gomes

É mesmo a revista mais escrota do planeta. Alguém se deu o trabalho de reparar na capa de “Veja” desta semana? É sobre os trabalhadores presos numa mina no Chile. Um drama, claro. Merece capa de revista, claro.

Mas notem a foto. O cara parece o Lula, não? Ou um operário, ou um sem-terra. O estereótipo que “Veja” tem de operários, trabalhadores, camponeses, petistas. Até o chapéu é vermelho.

E a manchete? “Os homens do abismo”, com “abismo” destacado em letras maiores, de novo em vermelho.

Abismo? De onde esses retardados tiraram que uma mina, um buraco numa montanha, é um abismo? Um abismo? É claro que até os analfabetos que escrevem para “Veja” sabem que há diferenças claras entre buracos e abismos. Mas resolveram partir para uma grande sacada na capa. Sacaram? O cara que parece o Lula, os petistas, o ”abismo” em vermelho…

É mais uma tentativa primária, grotesca, tosca, mais uma, de “alertar a classe média para o perigo vermelho”. Por que não assumem o que querem para o Brasil? Que preferem o candidato A ao candidato B? Será que se acham mesmo brilhantes por colocar nas bancas uma capa que nem essa?

São uns escrotos, na minha opinião. Mas se ela não basta, leiam este trabalho acadêmico aqui. Que prova a escrotice cientificamente.

Cientistas defendem renascimento da energia nuclear



Publicado no sitio Inovação Tecnológica

Um grupo de cientistas britânicos traçou um plano mestre de 20 anos para o renascimento mundial da energia nuclear.

O plano vislumbra a criação de reatores nucleares com peças substituíveis, minirreatores portáteis, reatores instalados em navios fornecendo "energia limpa" para os países e um florescimento de aplicações na área médica.

Usinas nucleares portáteis

Os cientistas, do Imperial College London e da Universidade de Cambridge, sugerem um plano em duas fases. Na primeira, os países que já possuem infraestrutura nuclear substituiriam ou aumentariam a vida útil das suas centrais nucleares. Isto prepararia o mundo para a segunda fase, de expansão global da indústria nuclear, por volta do ano de 2030.

A equipe, que revisou uma série de estudos publicados por outros cientistas, afirma que seu roteiro pode preencher uma lacuna na produção de energia, na medida que as centrais nucleares antigas, assim como as plantas a gás e carvão ao redor do mundo estão sendo desativadas; e, segundo eles, ajudaria a reduzir a dependência do planeta dos combustíveis fósseis.

"Nosso estudo explora as possibilidades entusiasmantes que um renascimento da energia nuclear pode trazer para o mundo. Imagine usinas nucleares portáteis que, no final de sua vida útil, possam ser enviadas de volta ao fabricante para reciclagem com total segurança, eliminando a necessidade de os países lidarem com resíduos radioativos. Com o investimento necessário, essas novas tecnologias poderiam ser viáveis.

"Preocupações sobre as mudanças climáticas, a segurança energética e o esgotamento das reservas de combustíveis fósseis têm estimulado um renascimento do interesse na produção nuclear de energia e nossa pesquisa define uma estratégia para o crescimento da indústria a longo prazo, incluindo o processamento e o transporte dos resíduos nucleares de uma forma segura e responsável," entusiasma-se o professor Robin Grimes, um dos autores do estudo.

Reatores rápidos

Os pesquisadores sugerem em seu estudo que, com base no desenvolvimento atual das tecnologias, novos tipos de reatores muito mais eficientes do que os reatores atuais poderiam ser colocados em funcionamento por volta de 2030.

Hoje, a maioria dos países possui reatores de água leve, que utilizam apenas uma pequena porcentagem do urânio para gerar energia, o que significa que o urânio é usado de forma ineficiente. A equipe sugere que poderiam ser desenvolvidos novos "reatores rápidos", capazes de usar o urânio com uma eficiência aproximadamente 15 vezes maior, o que significaria que as reservas de urânio poderiam durar mais tempo, garantindo a segurança energética dos países.

Outra ideia é desenvolver reatores com peças substituíveis, de modo que eles possam durar mais de 70 anos, em comparação com os 40 ou 50 anos que as usinas podem operar atualmente.

Os reatores estão sujeitos a condições adversas, incluindo a radiação e temperaturas extremas, o que significa que as peças degradam-se ao longo do tempo, afetando a vida do reator. Reatores com peças substituíveis se tornariam muito mais eficientes e seguros para funcionar durante longos períodos de tempo.

Tecnologias nucleares flexíveis

Para os países que não têm uma indústria nuclear estabelecida, os cientistas sugerem a adoção de tecnologias nucleares flexíveis.

Uma das propostas inclui o uso de usinas nucleares a bordo de navios, que poderiam ser ancorados ao longo da costa, gerando eletricidade para as cidades próximas. Isso poderia reduzir a necessidade de construção de grandes redes de distribuição, tornando mais rentável para os governos a introdução de uma indústria nuclear a partir do zero.

Os pesquisadores também sugerem a construção de reatores modulares pequenos que nunca precisem de reabastecimento. Eles poderiam ser entregues a países como unidades seladas, gerando energia por cerca de 40 anos.

No final de sua vida, o reator seria devolvido ao fabricante para desativação e eliminação. Como o manuseio do combustível nuclear não é feito no período de geração de eletricidade, a equipe afirma que as doses de radiação para os trabalhadores seriam reduzidas, o que significa que as plantas seriam mais seguras de se operar.

Os cientistas acreditam que a implementação de tecnologias flexíveis, como reatores que possam ser devolvidos ao fabricante no final de sua vida útil, também desempenharia um papel importante na prevenção da proliferação de armas nucleares, já que somente o país de origem teria acesso ao combustível, o que significa que outros países não poderiam reprocessar o combustível para uso em armas.

No futuro imediato, os pesquisadores sugerem que a primeira fase do pretendido renascimento da indústria nuclear se baseará na extensão da vida útil das atuais centrais nucleares.

Isso poderia ser possível através do desenvolvimento de novas tecnologias para o monitoramento dos reatores, permitindo-lhes durar mais tempo porque os engenheiros poderiam avaliar continuamente o desempenho e a segurança das usinas.

Lixo nuclear

Os pesquisadores dizem também que é necessário desenvolver novas estratégias globais para lidar com o combustível irradiado e com os componentes radioativos.

Até hoje os países não criaram uma estratégia coordenada para lidar com os resíduos nucleares. Uma das sugestões é o desenvolvimento de centros regionais, para onde os países poderiam enviar os seus resíduos para reciclagem, criando novas indústrias no processo.

"No passado, havia a percepção do público de que a tecnologia nuclear não era segura. Entretanto, o que a maioria das pessoas não sabe é quanta ênfase a indústria nuclear coloca na segurança. Na verdade, a segurança está no coração da indústria. Com melhorias contínuas no projeto dos reatores, a energia nuclear continuará a cimentar a sua posição como uma parte importante do nosso fornecimento energético no futuro," diz o professor Grimes.

No entanto, os autores advertem que os governos ao redor do mundo devem investir mais na formação da próxima geração de engenheiros nucleares. Caso contrário, a não terão pessoal qualificado em número suficiente para tornar o renascimento da indústria nuclear uma realidade.

Bibliografia:

Generating the option of a two-stage nuclear renaissance
Robin W. Grimes, William J. Nuttall
Science
13 August 2010
Vol.: 329: 799-803
DOI: 10.1126/science.1188928

Teatro de Bonecos


Folha - A sra. acessou de dados sigilosos?

Lucia Milan - Antes de você sair publicando o meu nome, é bom que saiba que eu fiz sim. Mas fiz por que me pediram e tenho um documento autenticado em cartório que comprova isso. Tem até o nome da pessoa que está pedindo a cópia da declaração.

Folha - Qual é o nome?

Lucia Milan - É Verônica, filha de José Serra. Houve uma solicitação de cópia e ela assinou o documento. Ela pediu a declaração dela mesmo. Isso a gente guarda cinco anos. Se uma pessoa pede a declaração a Receita tem obrigação de dar.

Folha - Verônica entrou em contato com a sra.?

Lucia Milan - Não. Ela mandou outra pessoa, que avisou outra. Mas tem a autorização dela no formulário. Inclusive, antes de vir em cima de mim, você deveria perguntar a ela por que ela pediu essa cópia*. Eu tenho esse documento que já está com o corregedor. Inclusive, quando se pede isso, tem de pagar R$ 10.

*grifo botocudo

Israel foge de 'vistoria' da AIEA acusando programa nuclear do Irã


do portal Vermelho


O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) da ONU chegou na última segunda-feira a Israel com a missão de discutir com o governo local uma resolução, tomada por países árabes, que coloca o reator nuclear de Dimona sob inspeção internacional.Para escapar da pressão internacional, o governo israelense evitou ao máximo a incômoda visita, além de pressionar para que a Agência apontasse o Irã como "ameaça" à não proliferação de armas nucleares no Oriente Médio.

O Estado judeu está na mira da organização chefiada por Yukiya Amano por causa do seu arsenal atômico. A resolução deverá ser debatida novamente no mês que vem na assembleia da AIEA em Viena.

Nestes três dias de visita os israelenses não fizeram menções à capacidade nuclear do país, procurando evadir-se da questão acusando o Irã.

Tentando rebater as críticas da AIEA contra as políticas de Israel, as autoridades locais disseram a Amano que "não permita tentativas tendenciosas de desviar a atenção da comunidade internacional dos reais desafios à (não) proliferação nuclear do Oriente Médio".

Países árabes e alguns outros membros da AIEA defendem a assinatura por parte de Israel do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), de 1970, o que faria com que o país abrisse mão do seu arsenal nuclear para ter direito a assistência na produção de energia nuclear civil.

Mantendo-se fora do TNP, Israel foge de qualquer responsabilização sobre o seu programa nuclear militar. O país é considerado como o único a possuir arsenal atômico no Oriente Médio, o que causa mais instabilidade à região.

Uma resolução da AIEA em setembro de 2009 pediu a Amano que consulte os "Estados envolvidos" a respeito de como fazer Israel aderir ao TNP, e que apresente um relatório na próxima assembleia.

O presidente Shimon Peres, durante encontro com Amano, chegou a cometer uma gafe, afirmando que a AIEA deveria preocupar-se com Teerã, "que ameaça em usar armas nucleares".

O comentário ocorreu ao mesmo tempo que a AIEA confirmava que o Irã não possui armas nucleares. Em recentes relatórioas, a agência disse que jamais encontrou evidências de que materiais nucleares civis do Irã estavam sendo utilizados com fins militares.


Nota botocuda (extraída e adaptada de comentário da noticia acima)

O artigo podia ser mais preciso: a maior causa de instabilidade no Oriente Médio é Israel.

A tática mentirosa de demonizar o Irã está a cada dia mais esfarrapada. O regime sionista se coloca acima das regras internacionais, acima da comunidade internacional, ao instalar um arsenal, segundo estimativas dos EUA de cerca de 200 (duzentas) bombas atômicas.

Fica a pergunta: com que autoridade eles podem falar do Irã ? É a completa inversão de valores. Os que desafiam a autoridade da ONU é Israel, sempre com a conivência dos padrinhos, os EUA.

O objetivo declarado de Israel é só desviar a atenção da comunidade internacional, para seguir com a política terrorista de Estado. É notório que o ÚNICO estado nuclearizado na região é Israel, e o que é pior, à revelia do Tratado de Não Proliferação.

Agora me vem com esse trololó sobre a nuclearização do Irã... Ah, vá....