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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Blogs bons demais (1) - NaMaria News


Um dos sitios mais legais da blogosfera é o NaMaria News, especializada no setor de educação no estado de São Paulo.

Em suas pesquisas, NaMaria não deixa pedra sobre pedra. Já fez dossiês completos sobre as relações incestuosas de Serra e seus tutores da grande mídia golpista. Já levantou p.ex. que de contratos com o Grupo Abril, o governo de São Paulo gastou em 2009 e 2010, só em assinaturas, a módica quantia de R$ 81.238.033,73

Muito boas (chegam a ser divertidas) também são suas investigações detetivescas envolvendo o Secretário de Educação de Serra, Paulo Renato Souza, dono de duas urticantes taturanas, suas hirsutas sobrancelhas, de acordo com o também ótimo Cloaca News.

Em seu ultimo post, a NaMaria também desenterrou um contrato com a mesma Abril de R$ 1 milhão e migalhas da prefeitura de SP, que reproduzo parcialmente abaixo para que o leitor deste blog botocudo sinta o potencial da moça:

Só para constar, a Prefeitura de SP segue na mesma valsa. O Paulo Renato do Município de Kassab, Alexandre Alves Schneider, aquele moço que fica ao celular em cerimônias públicas, enquanto o Governador discursa, concedeu semelhante benesse à Fundação Victor Civita. Aos moldes da FDE, comprou sem licitar 43.932 assinaturas anuais da Revista Nova Escola para os profissionais do quadro de magistério da Rede Municipal de Educação, pela bagatela de R$ 1.094.785,44. Duvida? Confira a imagem retirada do DO de 10/abril/2010.


quarta-feira, 5 de maio de 2010

Santa (E BELA) Catarina – um lugar mágico

Santa Catarina é um dos lugares mais fantásticos desse planeta. Acontecem coisas inacreditáveis por aqui.

A CASAN, companhia estadual de saneamento, é um primor de má administração, uma verdadeira cartola de mágico para fazer aparecer coelhos e desaparecer recursos públicos, isso sem falar da cabidagem e estrutura operacional para financiamentos escusos diversos. A grosso dizem que a empresa tem um passivo de R$ 2 bilhões. Deve ser mesmo.

No inicio desse ano de 2010, a CASAN fez um novo empréstimo de R$ 75 milhões (CLIQUE NA FIGURA ABAIXO) para garantir suas necessidades de fluxo de caixa. Isso não é para financiar projetos de saneamento... Prestem atenção!...

Pois bem, agora estão, a sua diretoria, todos lépidos e fagueiros numa orgia mágica de distribuição de lucros. O presidente da estatal da folia, Valmor de Luca, recebeu mais de R$ 100 mil pelos lucros relativos ao ano de 2008. Agora quer embolsar mais R$ 180 mil pela bela performance de 2009.

Sobre que lucros estaria falando?... numa empresa que pega dinheiro emprestado para fazer fluxo de caixa?...

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Tudo normal em Honduras de novo

Por Chico Vilella na NovaE

As intenções do golpe contra Zelaya vão ficando claras: investimentos de corporações internacionais e esquadrões da morte de extrema-direita dão-se as mãos.

Diversas agências americanas e internacionais abrem de novo os cofres aos golpistas. Corporaçõe instalam-se para explorar as riquezas energéticas e minerais. A repressão aos dissidentes torna-se seletiva: esquadrões da morte raptam, torturam e assassinam professores, jornalistas, líderes sindicais, camponeses, líderes comunitários. Obama refaz o caminho de Reagan nos anos 1980: 200 mil mortos nas operações treinadas e financiadas pelos EUA.

Um professor foi morto na frente de estudantes. Uma líder sindical aparece morta com sinais numerosos de tortura. A filha de um repórter de TV que se opôs ao golpe é morta em sua casa. Em março, cinco jornalistas foram assassinados. Em dezembro, um ativista pelos direitos dos gays foi raptado e interrogado na capital; conseguiu fugir. E foi morto uma semana depois. Uma mulher que havia sido violentada após o golpe foi raptada e aterrorizada por vários homens, entre eles o que a violentou. Um deles saudou-a: ”Pepe diz alô!”. Pepe é o presidente “eleito” por minoria após o golpe.

Uma história clássica centro-americana. Atrás de tudo, o governo e as forças armadas dos EUA, como sempre há mais de cem anos. Veja isto e mais aqui


terça-feira, 4 de maio de 2010

Esse Serra é engraçado (pra não dizer outra coisa...) – episódio 2



Esses dias em visita a Santa Catarina, em suas peregrinações de campanha, o candidato à presidente da República José Serra esteve em Camboriú no encontro dos Gideões e, na saída, meteu o pau no governo federal por causa do Hospital Ruth Cardoso, que está com sua construção parada há meses.

A presidenta da ONG que está a frente da construção do hospital, porém, diz que FOI A PREFEITURA DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ é quem não cumpriu com a sua parte no convênio de construção do hospital.

Lembrando que quem governa Balneário de Camboriú não é o PT.

Aliás, Serra também não comentou NADA do ex-prefeito Edinho, do mesmo partido do Serra (PSDB), que está FORAGIDO da polícia, procurado por assassinato e tentativa de assassinato, todos motivados por política.

Eita!...

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Conama reconhece interesse social da agricultura familiar em APP


Mais de quatro milhões de propriedades de agricultores familiares e de povos e comunidades tradicionais serão beneficiadas com a Resolução aprovada nesta quinta-feira (29/04) , em reunião extraordinária (55ª Reunião Extraordinária), pelo plenário do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A Resolução reconhece como de interesse social, para fins de produção, algumas atividades desenvolvidas pela agricultura familiar em Áreas de Preservação Permanente (APPs).


A agricultura familiar responde por mais de 90% dos estabelecimentos agropecuários no Brasil , mas ocupa menos de 30% das terras agricultáveis. De acordo com a conselheira Fani Mamede, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), a resolução atende alguns dos pontos acertados após um ano e meio de discussões envolvendo o Ministério do Meio Ambiente e representantes de entidades ligadas à agricultura familiar.


"Esse proposta é resultado de um debate maduro e exaustivo. Um debate que veio da base da agricultura familiar", explicou a conselheira.


Entre as atividades reconhecidas como de interesse social estão o pastoreio extensivo tradicional em áreas de campos naturais; o cultivo de espécies lenhosas perenes e o cultivo em áreas de vazante. A decisão vale para atividades já consolidadas até 24 de julho de 2006, data da Lei 11 326, da agricultura familiar.


A aprovação da Resolução se deu em meio ao calor dos debates. A bancada não governamental de São Paulo, assessorada pelo Ministério Público Estadual, entrou com pedido de vistas, alegando que o tema precisava de mais discussões, por conter questões técnicas e legais a serem resolvidas. Como a matéria debatida estava sob regime de urgência, o pedido de vistas foi analisado durante a reunião e o plenário decidiu por colocar a Resolução em votação.


Segundo o diretor de Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João de Deus, a Resolução aprovada trata unicamente do reconhecimento de algumas atividades como de interesse social.

"Esse conhecimento vai permitir que o órgão ambiental responsável avalie a regularização de atividades já consolidadas."


João de Deus garantiu não haver, no texto da resolução, qualquer possibilidade de que haja novas supressões ou intervenções em APPs e que o objetivo é permitir apenas a regularização de algum tipo de cultura em algum tipo de APP. "Não serão em todas e, mesmo assim, somente naquelas onde possa ser comprovado que a cultura estava consolidada antes de julho de 2006", explicou.


No texto aprovado, o conceito de pequeno agricultor familiar é o que está previsto na Lei 11.326. Na norma, considera-se agricultor familiar e empreendedor familiar rural aquele que pratica atividades no meio rural, atendendo, simultaneamente, aos seguintes requisitos: I - não detenha, a qualquer título, área maior do que 4 (quatro) módulos fiscais; II - utilize predominantemente mão-de-obra da própria família nas atividades econômicas do seu estabelecimento ou empreendimento; III- tenha renda familiar predominantemente originada de atividades econômicas vinculadas ao próprio estabelecimento ou empreendimento; IV - dirija seu estabelecimento ou empreendimento com sua família.


Comentário

Em outubro de 2000, no IV Simpósio Nacional de Áreas Degradadas, que aconteceu em Blumenau SC, participei de um debate acalorado sobre a conveniência de se permitir atividades econômicas extrativas manejadas em APPs, na condição de se manter a vegetação nativa em boas condições, principalmente nas matas ciliares em cursos d’água e em pequenas propriedades rurais.


Quase 10 anos depois uma política publica vem de encontro àquilo que se discutiu ali. Tenho a nítida impressão que o professor João de Deus participou daquele debate em Blumenau. Algum tempo depois passei a participar de reuniões do Comitê da Biosfera da Mata Atlântica e travei maior conhecimento com o João de Deus. Depois ainda, também colaborei em alguns projetos que coordenou na UFSC.

A emergência da ultra-direita americana



Fim de ciclo é uma terra livre, de onde se pode esperar tudo. Em um primeiro momento, há os terremotos da transição, de quem percebe que o velho mundo acabou mas o novo ainda não se completou.

Depois, a radicalização, que pode levar a um New Deal ou ao nazismo.

É o que se percebe nos EUA. Tem-se novos atores entrando no jogo político e enfrentando a resistência dos antigos donatários, agravada pelo incômodo da crise econômica que acompanha as mudanças de ciclo.

Nos anos 50, o fantasma da guerra fria e os avanços sociais dos negros fez eclodir o macartismo, a Klu Klux Kan, formas mais agudas de intolerância. Agora, a ultra-direita renasce em cima de uma intolerância ampla contra imigrantes (lá) ou contra todo forma de inclusão social (aqui).

Some-se o avanço inexorável das novas formas de mídia – imprensa de massa nos anos 20 e 30, televisão nos anos 50 e 60 e Internet agora – para se ter um quadro turbulento. Para o bem ou para o mal.

O principal tempero para acender a fogueira é toda forma de intolerância. A grande disputa será entre os movimentos civilizatórios, que buscarão o entendimento, contra a radicalização de todos os lados e o oportunismo de políticos e comunicadores, querendo aproveitar as oportunidades abertas pelo mercado da intolerância.

Fonte: Luis Nassif

Baía da Babitonga e a proposta de mais um porto

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A Norsul em conluio com a Arcelor Mittal / Vega querem construir mais um terminal portuário na parte média da Baia da Babitonga.

Aparentemente o projeto enfrenta forte rejeição da comunidade local pois vai ocupar uma grande área que os pescadores artesanais e profissionais consideram o ultimo reduto de estoque pesqueiro viável no interior da baia.

Além disso o projeto vai ocupar uma grande área de mangue, que ainda está razoavelmente preservado.

Cada pedacinho de margem em local abrigado numa baia com um canal de acesso de grande calado vale uma fortuna como porto de embarque e desembarque de mercadorias. E se as porteiras forem abertas, como se pretende, cada agente ligado ao transporte marítimo vai querer para si uma parcela onde poderá fugir das taxas dos portos públicos ou particulares estabelecidos, e ainda de quebra oferecer serviços a terceiros. Isso se fará sem nenhuma misericórdia ao meio ambiente, como bem se pode ver nesse caso.

Documentario "Mar Azul vs Baia Babitonga" from ladeirabaixo on Vimeo.

Assistam o video e me digam o que esperar.

Mais sobre esse conflito, aqui